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Agricultura patronal

Agricultura patronal ou empresarial o que prevalece?


Na agricultura patronal (ou empresarial), prevalece a mão-de-obra contratada e desvinculada da família do administrador ou do proprietário da terra. As grandes empresas são as responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas agrícolas em que predominam os complexos agroindustriais, sobretudo nos países desenvolvidos e, particularmente, nos Estados Unidos e na União Europeia. Nessas empresas, a produção é obtida em medidas e grandes propriedades altamente capitalizadas, onde se atingiu o máximo desenvolvimento tecnológico. A produtividade é muito alta em decorrência da seleção de sementes, do uso intensivo de fertilizantes, do elevado grau de mecanização no preparo do solo, no plantio e na colheita, da utilização de silos de armazenagem e do sistemático acompanhamento de todas as etapas de produção e comercialização por técnicos, engenheiros e administradores.
Sua produção é voltada ao abastecimento tanto do mercado interno quanto do externo. Desta forma, as atividades agrícolas e pecuárias estão plenamente integradas aos ramos industriais e de serviços. Hoje, os principais insumos (fertilizantes, agrotóxicos, rações, vacinas, combustíveis) e equipamentos utilizados pela agropecuária (tratores, colheitadeiras, sistema de irrigação, estufas etc.) são produzidos em indústrias especializadas em produtos para ramo. Em contrapartida, os produtos agrícolas abastecem as agroindústrias especializadas no processamento de matérias-primas e de alimentos, as indústrias químicas, as têxteis, as de mobiliário e as de muitos outros produtos que são consumidos no mercado interno e, também, exportados.

Agropecuária

Agricultura patronal o que prevalece?

Agronegócios

A agropecuária exerce influência direta sobre vários setores da economia, criando uma grande cadeia produtiva. Essa influência é chamada pelos economistas de “efeitos a montante e a jusante ’’. Antes da produção agrícola e pecuária, são acionadas indústrias de máquinas, adubos, agrotóxicos, vacinas, rações arames para cercas etc. Após a produção, as atividades na agroindústria, na armazenagem e na comercialização são postas em ação. Além disso, ao longo de toda a cadeia estão envolvidos os setores de transporte, energia, comunicação, marketing, vendas, seguros e muitos outros. Essa extensa cadeia produtiva constitui os complexos agroindustriais e os agronegócios. 

Os complexos agroindustriais e os agronegócios

Os complexos agroindustriais e os agronegócios são tão significativos que muitos países, sobretudo os ricos, estabelecem políticas protecionistas subsidiam a produção agrícola a fim de evitar que a concorrência dos produtos importados, uma queda nas cotações do mercado mundial ou mesmo um desastre natural provoquem a quebra da produção no setor com seus consequentes prejuízos em toda a cadeia. Para ilustrar essa importância, podemos observar os dados quantitativos brasileiros de julho de 2002 a julho de 2003. Nesse período, o PIB da agropecuária foi de R$ 132 bilhões e o PIB dos agronegócios atingiu a cifra de R$ 440 bilhões; enquanto a agropecuária foi responsável por cerca de 9% do PIB brasileiro, os agronegócios foram responsáveis por aproximadamente 40% de toda a produção econômica do país. Nos países desenvolvidos, a agropecuária movimenta em média 3% do PIB; os agronegócios, 33%.
Os governos também costumam analisar o setor agropecuário considerando sua ligação com outras esferas socioeconômicas: a importância dos agronegócios para o mercado de trabalho e no combate ao desemprego, a garantia de abastecimento alimentar em quantidade e qualidade satisfatórias e, finalmente, sua influência na balança comercial ao reduzir as importações e estimular as exportações. O desenvolvimento dos agronegócios com elevado grau de capitalização do campo têm permitido grande modernização das técnicas agrícolas.
Nas regiões onde existem os complexos agroindustriais, verifica-se uma tendência à concentração das terras: à medida que os produtores não conseguem acompanhar a elevação dos níveis de produtividade, perdem condições de concorrer no mercado e vendem suas propriedades. Esse é o sistema agrícola predominante nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália, na União Europeia (com exceção da região mediterrânea) e em porções da Argentina e do Brasil (regiões onde se cultivam soja e laranja, por exemplo), entre outras.
Nos Estados Unidos, as grandes propriedades organizaram-se em função das características do clima e do solo. O alto nível de capitalização exigiu uma especialização produtiva em grandes propriedades. Na área de um cinturão, embora haja outros produtos, predomina um determinado tipo de cultivo que lhe dá nome, como é o caso, por exemplo, do cinturão do milho.
Outro tipo de agricultura cuja mão-de-obra é desvinculada do proprietário ou do administrador é a plantation – grande propriedade monocultora, com produção de gêneros tropicais, voltada para a exportação. Forma de exploração típica dos países subdesenvolvidos tropicais, a plantation foi amplamente utilizada durante a colonização Europeia na América, com mão-de-obra escrava. Expandiu-se posteriormente para a África e para o Sul e o Sudeste Asiático. Na atualidade, esse sistema permanece em várias regiões de países subdesenvolvidos (Colômbia, América Central, Gana, Costa do Marfim, Índia, Malásia etc.), utilizando, além de mão-de-obra assalariada, trabalho semi-escravo, sem pagamento de salário – trabalha-se em troca de moradia e alimentação.

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