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As paisagem e as marcas do tempo

Outro aspecto importante da paisagem é o tempo. A fotografia é uma maneira indireta de ler as paisagens de hoje e do passado, ela pode nos mostra lugares onde nunca estivemos e épocas passadas, quando ainda existíamos.
Existe o tempo da natureza e o tempo dos seres humanos, o chamado tempo histórico. Assim, numa paisagem, existem elementos que foram produzidos pela natureza há milhões ou bilhões de anos, como o relevo terrestre, e elementos que foram construídos pela ação humana mais recentemente, em diferentes épocas da Historia.

A importancia da paisagem é o tempo
Assim, podemos dizer que a paisagem é o resultado de uma construção histórica ao longo do tempo, pois contém tanto elementos criados há muitos anos como outros mais recentes.

É mais importante lembrar que, embora existam exceções, em geral os elementos naturais são bem mais antigos que os culturais. De fato, o tempo da natureza – quem em nosso planeta chamamos de tempo geológico – é contado em milhares ou milhões de anos, ao passo que o tempo histórico é contado em séculos ou até em décadas. As mudanças históricas de forma geral são bem mais rápidas que as mudanças geológicas.

De fato, as paisagens mudam constantemente. Nada permanece igual. A vegetação original é transformada pela ocupação humana; casas antigas são substituídas por edifícios com muitos andares, e este serão também demolidos para dar lugar a construções mais modernas, como estações de metrô, shopping centers, etc. inúmeros morros são aplainados, rios são canalizados ou formam lagos artificiais com a construção de barragens. Isso que dizer que, com o tempo, as paisagens se transformam e são transformadas. 

Imagens de lindas paisagens
















O que é Paisagem?

Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão impetra, é a paisagem. Esta pode ser deliberada como o domínio do visível, aquilo que a vista envolve. Não é constituída apenas de volumes, mas também de cores, odores, movimentos, sons etc.
Nossa visão depende da localização em que se está, se no chão, em um andar baixo ou alto de um edifício, num miradouro estratégico, num avião. A paisagem toma escalas diferentes e assoma diversamente aos nossos olhos, segundo onde estejamos, ampliando-se quando mais se sobe em altura, porque desse modo desaparecem ou se atenuam os obstáculos à visão, e o horizonte vislumbrado não se rompe.

Paisagem e Espaço

O espaço está no centro das preocupações dos mais variados profissionais. Para alguns, objetos de conhecimento, para outros simples meio de trabalho. Há desde os que o vêem como um produto histórico, até como um processo histórico. Podemos dizer que o espaço é o mais interdisciplinar dos objetos concretos (Santos e Souza, 1986, p.1).
Todos os espaços são geográficos porque são determinados pelo movimento da sociedade, da produção. Mas tanto a paisagem quanto o espaço resultam de movimentos superficiais e de fundo da sociedade, uma realidade de funcionamento unitário, um mosaico de relações, de formas, funções e sentidos.

Dimensão da paisagem

A dimensão das paisagens é a dimensão da percepção, o que chega aos sentidos. Por isso, o aparelho cognitivo tem importância crucial nessa apreensão, pelo fato de que toda nossa educação, formal ou informal, é feita de forma seletiva, pessoas diferentes apresentam diversas versões do mesmo fato. Por exemplo, coisas que um arquiteto, um artista vêem outros não podem ver ou fazem de maneira distinta. Isso é válido, também, para profissionais com diferente formação e para o homem comum.
A percepção é sempre um processo seletivo de apreensão. Se a realidade é apenas uma, cada pessoa a vê de forma diferenciada; dessa forma, a visão pelo homem das coisas materiais é deformada. Nossa tarefa é a de ultrapassar a paisagem como aspecto, para chegar ao seu significado. A percepção não é ainda o conhecimento, que depende de sua interpretação e esta será tanto mais válida quanto mais limitarmos o risco de tomar por verdadeiro o que é só aparência. Já houve tempo em que, para muitos, a geografia teria como objeto o estudo da paisagem. Mas sorre introduzia uma ressalva, distinguindo o fenômeno geográfico de sua mera expressão corpórea. Dizia o grande mestre francês que o geógrafo devia utilizar em sua descrição, “a noção capital de complexo geográfico local, cuja expressão concreta é a paisagem”. E acrescentava: “eis o verdadeiro dado geográfico” (Megale, 1984, p.126), como se quisesse mostrar o interesse de alcançar a essência do acontecer geográfico.
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