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Natureza e ação humana

Se você perguntar para algumas pessoas que palavras elas associam à natureza, provavelmente obterá como resposta: árvore, animais, pássaros, flores, montanha, entre outras.

O que é natureza, então?

O que é natureza, então?
Como já vimos, chamamos de natureza o conjunto de todos os elementos que não são artificiais, isto é, que não foram construídos ou produzidos pela ação humana. Dessa forma, considera-se natureza todo Universo, incluindo as estrelas, os planetas e as galáxias. Todavia, a natureza com a qual o ser humano se relaciona mais diretamente é aquela que o rodeia. Trata-se da natureza existente na superfície terrestre o ar, a água, o solo, as rochas, a fauna, a flora, etc., sem a qual não existiríamos. Portanto, é a que mais nos interessa como objeto de estudo.
Na realidade, tudo o que existe é a parte da natureza ou provém dela. Cerca de 80% do corpo humano é composto de água, e os materiais que os seres humanos utilizam na construção de ruas, edifícios e veículos – como asfalto, cimento, cal, parafusos, pregos, tijolos, ligas de ferro ou aço, alumínio, tábuas, entre outros – vêm da natureza. É o que chamamos de matéria-prima.
Mas esses materiais não se encontram em sua forma pura. Passaram por algum processo de transformação, que demandou intervenção dos seres humanos. As tábuas, feitas de madeira, foram produzidas a partir das árvores e tiveram de ser trabalhadas cuidadosamente antes de se transformarem em portas ou assoalhos.
Também o papel, utilizado na confecção de livros e cadernos, é proveniente de árvores que passaram por processos industriais. Parafusos e pregos de ferro ou aço originaram-se de minerais extraídos do subsolo da Terra, que precisaram ser bastante modificados para chegar ao fato final. Ao mineral ferro são acrescentados outro minerais para se obter o aço ou o ferro industrializado, por exemplo.
Em outras palavras, por meio do trabalho e da utilização de tecnologia, o ser humano transforma os recursos originados na natureza em outros produtos.

Ação do Homem e dos Fenômenos da Natureza

Ação do homem o homem transformam a natureza desde o seu surgimento. No inicio suas ações retingiam-se a caça de animais e colheita de vegetais e frutas para seu sustento. Com a descoberta do fogo, o homem passa a utilizá-lo para cozinhar alimentos e para se aquecer em dias frios (Utilização de lenhas).
Com o passar dos anos, o homem começa a cultivar alimentos, criar animais e construir moradias mais adequadas, precisando assim de um espaço mais amplos. Muitas florestas foram derrubadas para dar lugar à pratica da agricultura e pecuária e, desde então, a ação do homem vem interferindo na natureza e algumas dessas intervenções, causando impactos como a extinção de alguns animais e vegetais, erosão do solo, poluição do ar, do solo e da água. Fenômenos da natureza são acontecimentos naturais que ocorrem sem a intervenção humana. Alguns desses fenômenos como tempestades, geadas, chuvas, vulcões, tornados, tufões, maremotos, terremotos, entre outros influenciam a vida humana e são considerados desastres naturais.

Natureza Humana

A natureza humana faz referência ao conjunto de traços distintos – incluindo maneiras de pensar, sentir ou agir – que os seres humanos tendem a ter, independente da influência da cultura. As questões sobre quais são essas características, o quanto elas podem ser mudadas, e o que as causa então entre as questões mais antigas e importantes da filosofia ocidental. Tais questões têm impactos imensos em ética, política e teologia, bem como em arte literatura. Os múltiplos ramos das ciências humanas exercem um papel importante nesse debate.
Os ramos da ciência contemporânea associados com o estudo da natureza humana incluem a antropologia, a sociologia, a sociobilogia, a psicologia, sobretudo a psicologia evolutiva, que estuda a seleção natural na evolução humana, e a psicologia comportamental. Nos últimos trinta anos, com o avanço das ciências da informação e biologia genética, o debate ‘’natureza versus meio’’ se reacendeu, carregado de complexidades, com grandes impactos na política e filosofia do começo do século XXI.
Existem várias perspectivas em relação à natureza e à essência fundamentais dos seres humanos. Estes são, de qualquer forma, mutuamente exclusivos. A seguinte lista não é de forma alguma exaustiva:
Naturalismo filosófico, que inclui materialismo e racionalismo: Engloba um conjunto de pontos de vista que os seres humanos são puramente fenômenos naturais; seres sofisticados que evoluíram para o nosso atual estado através de mecanismos naturais, como a evolução. Filósofos humanistas determinam o bem e o mal através do que seriam as ‘’qualidades humanas universais’’, mas outros naturalistas empregam esses termos como meros rótulos colocados em quão bem o comportamento individual está em conformidade com às expectativas da sociedade, e é o resultado da nossa psicologia e socialização.
A religião Abraamica sustenta que um ser humano é um ser espiritual, que foi deliberadamente criado por um único Deus, em sua imagem, e existe em contínuo relacionamento com Deus. O bem e o mal definidos em quanto os seres humanos se amoldam ao caráter descrito na ‘’lei de Deus’’.
Noções politeísticas animísticas variam, mas geralmente descrevem os seres humanos como cidadãos em um mundo povoado por outros seres espirituais inteligentes ou mitológicos, como deuses, demônios, fantasmas, etc. Nestes casos, a maldade humana é frequentemente considerada como o resultado de influências sobrenaturais ou corrupção (embora possa ter outras causas também).
Tradições existentes como a holística, panteistica, e panenteística asseguram que a humanidade é a existência com Deus ou como parte do cosmo divino. Neste caso, a maldade humana é geralmente considerada como o resultado da ignorância desta natureza universal (incluindo Budismo e taoísmo), e filosofia ocidental como Estoísmo, Neoplatonismo ou cosmologia panteísica. Determinados tipos de politeísmo, animismo, e monismo têm interpretações semelhantes.

Antropia e Natureza 

Antropia, como ação humana capaz de produzir modificações no ambiente natural e rural – quer construtivamente (ou ‘’produtivamente’’), quer destrutivamente – pertence ao domínio amplo da antropologia e ciências afins. Antropia, dado à complexa e multivariada (pleni-variada) natureza humana e suas relações internas e sexuais.
Merece tratamento inter-, multi – e trans-disciplinar, razão pela qual não se deve restringir a sua apreciação ao cenário antropológico stricto sensu.
Ações humanas modificam a natureza. À diferença das ações levadas a efeito por outros seres, inanimado (‘’elementos ou forças naturais sem vida) ou animados – estes, vegetais ou animais – as ações humanas são, pelo menos, de duas classes, sob a ótica da modificação: Sperman Minha..
• ações humanas estritamente vegetativas: referentes, sine guan non, á sobrevivência do ser humano.
• ações humanas estritamente volitivas: referentes à natureza empreendedora do ser humana.
Conquanto ambas sejam, de uma forma doutra, antrópicas (detentoras, em si, da mutabilidade da natureza), interessam, sob o título de antropia, particularmente as ações da segunda classe, posto que as da primeira classe dizem respeito à sobrevivência do ser humano apenas nos aspectos biológico e também psicológico, eventualmente, porém nunca no aspecto conjugado noossociológico – aspecto que reporta ao domínio espiritual (noológico) e ao social (sociológico) de modo conjugado. Isso é especificamente humano.
Antropologia
Antropologia é a ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as suas dimensões. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia da Antropologia Biológica. Cada uma destas, em sua construção, abrigou diversas correntes de pensamento.
Pode-se afirmar que há poucas décadas a antropologia conquistou seu lugar entre as ciências. Primeiramente, foi considerada como a história natural e física do homem e do seu processo evolutivo, no espaço e no tempo. Se por um lado essa concepção vinha satisfazer o significado litoral da palavra, por outro restringia o seu campo de estudo às características do homem físico. Essa postura marcou e limitou os estudos antropológicos por largo tempo, privilegiando a antropometria, ciência que trata das mensurações do homem fóssil e do homem vivo.
A Antropologia, sendo a ciência da humanidade e da cultura, tem um campo de investigação extremamente vasto: abrange, no espaço, toda a terra habitada; no tempo, pelo menos dois milhões de anos e todas as populações socialmente e devidamente organizadas. Divide-se em duas grandes áreas de estudo, com objetivos definidos e interesses teóricos próprios: a Antropologia Física (ou Biológica) e a Antropologia Cultural, para alguns autores sinônimo de antropologia social, que focaliza, talvez o principal conceito desta ciência, a cultura. Segundo o Museu de Antropologia Cultural da Universidade de Minnesota, a antropologia cultura abrange três tópicos gerais que por sua vez subdivide-se e constituem-se como especialidades: Etnografia/Etnologia, Linguística aplicada à antropologia e Arqueologia. A cultura e a mitologia correspondem ao desejo do homem de conhecer a sua origem, ou produzem um modo de autoconhecimento que é a identidade, diferenciando os grupos em função de suas idiossincrasias e adaptação em ambientes distintos.
Para pensar as sociedades humanas, a antropologia preocupa-se em detalhar, tanto quanto possível, os seres humanos que as compõem e com elas relacionam, seja nos seus aspectos físicos, na sua relação com a natureza, seja na sua especificamente cultural. Para o saber antropológico o conceito de cultura abarca diversas dimensões: universo psíquico, os mitos, os costumes e rituais, suas histórias peculiares, a linguagem, valores, crenças, leis, relações de parentesco, política, economia, artes outros tópicos.
Embora o estudo das sociedades humanas remonte à Antiguidade Clássica, a antropologia nasceu, como ciência, efetivamente, de grande revolução cultural iniciada com o iluminismo.

Estado de Natureza 

Estado de natureza remete para afirmações filosóficas sobre a condição dos seres humanos antes de fatores sociais serem impostos, e assim tenta descrever a ‘’essência natural’’ da natureza humana.
Visões que vêem os seres humanos como intrinsecamente bons:
De acordo com John Locke, o homem em estado de natureza tem perfeita liberdade para ordenar as suas ações, de acordo com as leis da natureza, sem ter que pedir permissão para agir para qualquer outra pessoa. As pessoas são de igual valor, e tratam uns aos outros como eles gostariam de ser tratados. As pessoas só deixam o estado de natureza quando consentem para fazer parte de uma comunidade, a fim de proteger os seus direitos de propriedade.
De acordo com Rousseau, os seres humanos no estão de natureza são naturalmente bons e os maus hábitos são produto da civilização corrompida; Ex: não só de pão vive o homem, mas sem ele a gente morre de fome.
Grupos que vêem os humanos como moralmente neutros:
De acordo com Pelagius, o estado do homem na natureza, não são tentados pelo pecado original, mas plenamente capazes de escolher entre o bem e o mal.
De acordo com o determinismo social e o determinismo biológico, a conduta humana é determinada por fatores biológicos e sociais, os instintos humanos inerentes nunca são verdadeiramente a culpa das ações geralmente consideradas ‘’más’’ nem creditados como ações consideradas ‘’boas’’.
Visões dos seres humanos como intrinsecamente maus:
De acordo com Thomas Hobbes, os seres humanos no estado de natureza estão inerentemente em uma “guerra de todos contra todos”, e a vida neste estado é um última instância “desagradável, bruta, e curta. “Para Hobbes, esse estado de natureza é sanado pelo bom governo.
De acordo com a doutrina cristã do pecado original, os seres humanos são criaturas intrinsecamente corrompidas e manchadas pelo pecado de Adão, e só podem ser resgatados pela graça de Deus através da fé na justiça de Jesus, a quem eles acreditam ser o seu filho moralmente perfeito. Na teologia cristã, acredita-se que o nascimento virginal torna que isto seja possível, como imagina-se que o pecado original seja passado pelo “semente” do homem. O catolicismo, no entanto, sustenta que a natureza de ambos, Jesus e sua mãe (Maria), como se fosse o eleito ou Messias, não foram atingidos pelo pecado original.
De acordo com Bertrand Russell o mal moral ou pecado é derivado do instintos que tenham sido transmitidos para nós de nossos ancestrais por bestas de rapina. Esta ascendência originou-se quando certos animais se tornaram onívoros e empregados na caça (matando e furtando), de forma periódica para devorar a carne, bem como as frutas de forma a produção de outros seres vivos que existiram, para apoiar o metabolismo em concorrência com outros animais para a escassez de alimentos e de comida vegetal, fontes no ambiente predador em que evoluiu. Assim, o simples fato de que os seres humanos devem comer outra vida ou senão tem fome, a morte é a provável origem primordial do mal moral contemporâneo e histórico, isto é, as coisas ruins que fazem uns aos outros como mentir, enganar, difamar, assaltar e matar.
Visões que enxergam os seres humanos como tendo uma “natureza humana ferida”.
De acordo com a Igreja Católica, os seres humanos foram criados bons mas, detentores de livre arbítrio, foram feridos por sua livre decisão pelo pecado. Os seres humanos estavam em um estado de “santidade e justiça original” que foi perdido devido ao pecado original, cometido por Adão e transmitido por ele como um estado de natureza aos seus descendentes. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, “a natureza humana não foi totalmente corrompida: ela está ferida pelos seus próprios poderes naturais, sujeita à ignorância, sofrimento e ao domínio da morte, e inclinada ao pecado – uma inclinação para mal que é chamada de concupiscência. O Batismo, por conceder a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e transforma em um homem voltado para Deus, mas as suas consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e o chama para a batalha espiritual”.(CIC 405)

A origem e a natureza da moralidade humana

Há uma série de pontos de vista sobre a origem e a natureza da moralidade humana:
Realismo moral ou objetivismo moral: diz que os códigos morais existem fora da parecer humana-que certas coisas são certas ou erradas, independentemente da opinião do homem sobre o assunto. A moralidade objetiva pode ser vista como decorrente da natureza intrínseca da humanidade, de um comando divino, ou ambos.
Relativismo moral: diz que os códigos morais são uma função dos valores humanos e das estruturas sociais, e não fazem sentido fora da convenção social.
Absolutismo moral: é de opinião que certos atos são certos ou errados, independentemente do contexto.
Universalismo moral: tente uma união entre o relativismo moral e o absolutismo moral e sustenta que existe, ou deveria existir, um núcleo universal comum de moralidade.

Finalidade à vida humana na natureza

Materialismo e Naturalismo filosófico defende que não há efeitos externos à vida humana. Defensores deste ponto de vista muitas vezes adotam a filosofia do humanismo secular.
Teleologia sustenta que há propósitos inerentes à existência humana. Este efeito pode surgir a partir da natureza intrínseca da humanidade em si (o que um ser humano “supostamente deveria ser”, como no caso da filosofia objetivista), a partir relação humana com o divino (o que Deus quer seja a humanidade, como no caso da religião), ou de ambos (como quando os comandos divinos são vistos como estando de acordo com a natureza intrínseca da humanidade e dos melhores interesses da humanidade).

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso - Natureza e ação humana . Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2014/06/natureza-e-acao-humana.html

Referencias e Bibliografias 
1* (MATTOS, M.G.; NEIRA, M.G. Educação Física infantil: construindo o movimento na escola . São Paulo: Phorte, 1999. 
2* Pinker, S. (2004) Why nature & nurture won't go away. Dædalus. 
3* TOMAZINHO, R.C.Z. As atividades e brincadeiras corporais na pré-escola: um olhar reflexivo. Dissertação (mestrado) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo: 2002. 
4* BRANDL, C.E.H. A consciência corporal na perspectiva da educação física. Disponível em: e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/.../1425, Acesso em:08 de jan. 2010.
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