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Níveis e dimensões do espaço geográfico

Os diversos níveis ou dimensões do espaço geográfico são representados por escalas geográficas. Nossa casa, nosso bairro e o município onde vivemos representam uma dimensão menor do espaço, ou seja, dizem respeito ao nosso lugar, o espaço mais próximo de nós.

Sem dúvida, podemos falar do lugar que ocupamos em uma fila ou na sala de aula. Essa é a noção mais comum de lugar, como uma posição qualquer no espaço. Mas, em Geografia, lugar significa algo familiar para nós, com ruas, praças, casas, prédios, árvores, morros, rios e outros elementos que conhecemos bem, que estamos a ver diariamente. Assim, o lugar é repleto de elementos (naturais ou culturais) com os quais convivemos no dia a dia. É onde vivemos, trabalhamos ou estudamos, onde exercemos nossa vida social, ou seja, as relações com amigos, colegas, parentes, vizinhos, conhecidos, etc.

Os diversos níveis ou dimensões do espaço geográfico
A superfície terrestre tem uma dimensão muito maior, uma dimensão planetária ou global. Ela se encontra dividida em continentes e ilhas, ocupados por povos que formam nações ou países. O único continente da superfície terrestre que não é dividido em países ou nações – nem pertence a um povo específico, mas a toda humanidade – é a Antártida. Existem regras para utilização do espaço antártico, onde diversos países possuem bases científicas. Os demais continentes são divididos em territórios nacionais, isto é, em espaços pertencentes aos diversos países do mundo.

Estas são, portanto, as duas escalas geográficas extremas: a dimensão global (a maior escala) e o lugar (a menor). Entre a maior e a menor escala existem outras, por exemplo a cidade onde moramos, o país em que nascemos, a região do globo onde se localiza esse país. Nós, por exemplo, vivemos no Brasil, que se situa na América do Sul, que é uma parte do continente americano.

Geografia física e espaço geográfico 

Para a geografia física o espaço geográfico é o espaço concreto ou físico inserido na interface ‘’litosfera-hidrosfera-atmosfera’’. É o espaço de todos os seres vivos, não só o espaço do homem. O espaço geográfico foi formado a 4,5 bilhões de anos quando a Terra foi formada. De lá para cá houve mudanças profundas na sua estrutura, composição química e na paisagem geográfica. Oceanos aparecem, oxigênio ficou abundante, devido o papel das algas e plantas superiores. Quando o homem surgiu na Terra ele já estava formado. Com o tempo a humanidade começou a modificá-lo através da tecnologia. Hoje as paisagens geográficas estão bastante modificadas, mas a natureza continua determinado tudo ou quase tudo. Só o fato do homem precisar respirar é um fator determinante.

Geografia humana e espaço geográfico 

Na corrente conhecida como geografia tradicional, o conceito de espaço não era uma categoria central de pesquisa, pois os geógrafos trabalhavam principalmente com os conceitos de superfície terrestre, região, paisagem e território. Já a partir da década de 1950, com a chegada da geografia quantitativa, o conceito de espaço tornou-se central nas pesquisas em geografia humana. De fato, essa corrente do pensamento geográfico definia a geografia como a ciência que estuda a organização espacial, ou seja, a lógica que estabelece os padrões de distribuição espacial dos fenômenos e as relações que conectam pontos os padrões de distribuição do espaço. Nesse sentido, a geografia precisava entender a lógica do comportamento dos agentes sociais para poder explicar a localização das atividades humanas e os fluxos de pessoas, mercadorias e informações que se conectam os lugares. Mas, de meados dos anos 1970 em diante, o conceito de espaço que foi totalmente redefinido pela geografia crítica. Essa corrente afirma que, assim como a cultura, a política e a economia são instâncias da sociedade, o mesmo ocorre com o espaço, que, como produto social, reflete os processos e conflitos sociais, ao mesmo tempo em que influi neles. Para a maior parte dos geógrafos críticos, como Milton Santos, Ruy Moreira, David Harvey, entre outros, o objeto de estudo da geografia é o espaço, concebido de forma humanizada e politizada como uma instância social. Segundo essa última concepção, que a predominante na atualidade, a sociedade se expressa inteira no espaço geográfico, num feixe de relações sociais, políticas e econômicas que as pessoas estabelecem entre si e delas como o espaço. As relações entre as pessoas são construídas na família, no trabalho, na escola, na universidade, no lazer, na igreja, etc. As relações de trabalho nos últimos anos passam por uma enorme transformação provoca pela rapidez do avanço tecnológico e sua aplicação nos processos produtivos.
As paisagens mudam porque precisam incorporar novos objetos que a ciência descobriu e novos elementos que a técnica cria por meio do trabalho do ser humano. É partindo da ciência e da tecnologia que objeto são fabricados pelos homens. Alguns desses objetos são incorporados á nossa rotina sem maiores implicações, como o telefone celular, por exemplo. Outros objetos exigem implantação de novos arranjos espaciais que facilitem o seu uso pelas pessoas, no dia a dia, sabe: derruba isso constrói aquilo. E assim a paisagem muda. Isso sem considerar os fenômenos naturais, e como os terremotos, as inundações, os deslizamentos da terra e outros.
Nem sempre, porém, há essa mudança. Em certas paisagens geografias, existem elementos culturais que pertencem a épocas diferentes da atual. Esses elementos foram preservados como memória de outro tempo, de outro modo como as pessoas organizavam a vida em sociedade.

Teorias Demográficas - Vídeo

A expansão da população mundial

A população mundial levou alguns milênios antes de encontra, nestes dois últimos séculos, um processo de crescimento sustentado. Antes, a curva da população total, como a dos diversos continentes, regiões ou países, oscilavam consideravelmente e, sobretudo ao sabor de fatores naturais. Quando foi possível trasladar e adaptar espécies vegetais e animais de um lugar a outro, os riscos de fome resultantes de safras desastrosas diminuíram. Quando os progressos da navegação permitiram que navios fossem maiores e mais velozes, tornou-se possível transportar de um continente a outro grandes quantidades de cereais e de carne, ao nascerem os navios frigoríficos. Os avanços da industrialização e sua repercussão em todo o mundo levam a lentamente obtidos nos séculos anteriores, se multiplicam desde o fim do século XIX. Então, o crescimento demográfico torna-se estável, graças à queda da mortalidade e à normalização ou ao aumento da natalidade. Aliás, esses últimos fenômenos são muito mais sensíveis nos países “novos” ou “subdesenvolvidos”. Da instabilidade da curva demográfica, passamos a um crescimento galopante da população mundial. A aceleração da expansão demográfica é cumulativa. Entre a época neolítica, quando houve a grande revolução que gerou o homo sapiens, até os inícios da cristandade, um período que se conta em milênios (três? cinco?), a população do planeta apenas dobra, passando de cem ou cento e vinte milhões a duzentos e cinquenta milhões de habitantes. Para que a população dobrasse outra vez, foram necessários quase quinze séculos, entre a época romana e o reinado de Luíz XIV, quando os efetivos humanos somavam quinhentos milhões, para alcançar quinhentos e quarenta e cinco milhões em 1750. A nova duplicação do estoque humano vai dar-se em apenas um século, pois em torno de 1850 havia entre 1850 havia entre um bilhão e cem milhões e um bilhão e duzentos milhões em 1950. Daí para cá, a aceleração se torna prodigiosa. Quinze anos depois, em 1965, contamos três bilhões e meio de criaturas sobre a face da terra. Somos hoje quase cinco bilhões e se admite que na virada do século a sociedade humana esteja formada por quase seis bilhões e quinhentos milhões de viventes.

Evolução global da população mundial

Evolução global da população só pode ser complemente entendida se considerarmos ao menos três dados essenciais. Primeiro, a distribuição da população entre diversas áreas do Globo e dentro de cada país evolui de maneira desigual. Depois, como isso não é apenas o resultado do excesso de nascimento sobre o de morte, temos de levar em conta as migrações internas e internacionais, cada vez mais freqüente. Mas também, as porções de território ocupados pelo homem vão desigualmente mudando de natureza e de composição, exigindo uma nova definição. As noções de espaço habitado como de terra habitada vão brutalmente alterando-se depois da Revolução Industrial e especialmente após os anos 50 desde século. Enquanto a Europa e a parte asiática da atual União Soviética levam um século, entre 1860 e 1960, para ver duplicada a sua população, o mesmo resultado é obtido em sessenta anos pela Ásia e pela África; em quarenta anos para a América do Norte e em trinta anos para a América do Sul. Quanto ao Brasil, a população mais do que duplica em trinta anos, entre 1920 e triplica nos quarenta anos que separam 1940 e 1980. Nos últimos vinte anos ela praticamente dobra, passando dos setenta milhões contados em 1960, para os aproximadamente cento e trinta e cinco milhões atuais.
Uma das características do espaço habitado é, pois, heterogeneidade, seja em termo da distribuição numérica entre continentes e países (e também dentro destes), seja em termos de sua evolução. Aliás, essas duas dimensões escondem e incluem outra: a enorme diversidade qualitativa sobre a superfície da terra, quanto a raça, culturas, credos, níveis de vida etc.

Região

Geógrafos dos mais renomados e das mais diversas origens tiveram na região um domínio de aprofundados estudos, tanto ao nível da teorização, como no campo dos trabalhos empíricos. O enforques são múltiplos, conforme R. Lobato Corrêa nos mostra muito (1986).
Durante um longo período muitos a estudaram isoladamente do mundo como um todo. Viam-na como uma entidade autônoma, com aspectos particulares, o que equivale a dividir o mundo em uma infinidade de regiões auto-suficientes, mantendo poucas relações entre si. Mas o mundo mudou e as transformações são cada vez mais intensas e velozes. O território a cada momento foi organizando-se de maneira diversa, muitas reorganizações do espaço se deram e continuam acontecendo, atendendo aos reclamos da população da qual é arcabouço.
Merecem destaque especial as transformações ocorridas a partir de meados deste século, que representaram muito mais do que uma simples mudança. Assim no processo de escala mundial tenha resultados distintos, particulares, segundo os lugares.
Num estudo regional se deve tentar detalhar sua composição enquanto organização social, política, econômica e cultural, abordando-lhe os fatos concretos, para reconhecer como a área se insere na ordem econômica internacional, levando em conta o preexistente e o novo, para captar o elenco de causas e consequências do fenômeno.
Os elementos que se agrupam dando a configuração espacial de um lugar têm que passar por um estudo aprofundado, desde o homem até as instituições que vão dirigir, juntamente com as firmas, as formas de materialização da sociedade. Destrinchar as relações existentes entre estes elementos, tornando os conceitos em realidades empíricas, permitirá que se vislumbre, no tempo e no espaço, a transformação.
A busca da explicação das transformações passa pela compreensão dos grandes grupos de variáveis, que compõem o território, a começar pelos indicadores mais comuns a este tipo de trabalho até os mais complexos, reveladores das grandes mudanças ocorridas no período técnico-científico – tipologia das tecnologias, dos capitais, da produção, do produto, das firmas, instituições; intensidade, qualidade e natureza dos fluxos; captação dos circuitos espaciais de produção; peso dos componentes técnicos modernos na produção etc. Tais variáveis são interdependentes, umas sendo causa e consequências de outras, não tendo, portanto, real valor, se não analisadas em conjunto.
Hoje, a noção de região inclui-se num contexto maior, onde, também, não podemos mais falar da clássica noção de rede urbana; assim também como não podemos mais referir-nos às clássicas noções de relação cidade-campo. Não é que existam ainda hoje estas relações, mas mudaram de conteúdo e de manter relações intensas com outras muito distantes, mesmo fora de seu país. Por exemplo, uma indústria mecânica localizada na cidade de Sertãozinho, que pertence à Sexta Região administrativa do Estado de São Paulo, composta por oitenta municípios, mantém relações comerciais, tanto de compra quanto de venda, com apenas umas seis cidades locais; no entanto, ela mantém relações intensas com a capital do Estado e com outros países, já que exporta grande parte de sua produção anual de máquinas.
O mundo encontra-se organizado em sub-espaços articulares dentro de uma lógica global. Não podemos mais falar de circuitos regionais de produção. Com a crescente especialização regional, com os-1 inúmeros fluxos de todos os tipos, intensidades e direções, temos que falar de circuitos espaciais da produção. Estes seriam as diversas etapas pelas quais passaria um produto, desde o começo do processo de produção até chegar ao consumo final.

Paisagem e Espaço

O espaço está no centro das preocupações dos mais variados profissionais. Para alguns, objetos de conhecimento, para outros simples meio de trabalho. Há desde os que o vêem como um produto histórico, até como um processo histórico. Podemos dizer que o espaço é o mais interdisciplinar dos objetos concretos (Santos e Souza, 1986, p.1).
Todos os espaços são geográficos porque são determinados pelo movimento da sociedade, da produção. Mas tanto a paisagem quanto o espaço resultam de movimentos superficiais e de fundo da sociedade, uma realidade de funcionamento unitário, um mosaico de relações, de formas, funções e sentidos.

Paisagem, o que é? 

Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons etc.
Nossa visão depende da localização em que se está, se no chão, em um andar baixo ou alto de um edifício, num miradouro estratégico, num avião. A paisagem toma escalas diferentes e assoma diversamente aos nossos olhos, segundo onde estejamos, ampliando-se quando mais se sobe em altura, porque desse modo desaparecem ou se atenuam os obstáculos à visão, e o horizonte vislumbrado não se rompe.
A dimensão da paisagem é a dimensão da percepção, o que chega aos sentidos. Por isso, o aparelho cognitivo tem importância crucial nessa apreensão, pelo fato de que toda nossa educação, formal ou informal, é feita de forma seletiva, pessoas diferentes apresentam diversas versões do mesmo fato. Por exemplo, coisas que um arquiteto, um artista vêem outros não podem ver ou fazem de maneira distinta. Isso é válido, também, para profissionais com diferente formação e para o homem comum.
A percepção é sempre um processo seletivo de apreensão. Se a realidade é apenas uma, cada pessoa a vê de forma diferenciada; dessa forma, a visão pelo homem das coisas materiais é deformada. Nossa tarefa é a de ultrapassar a paisagem como aspecto, para chegar ao seu significado. A percepção não é ainda o conhecimento, que depende de sua interpretação e esta será tanto mais válida quanto mais limitarmos o risco de tomar por verdadeiro o que é só aparência.
Já houve tempo em que, para muitos, a geografia teria como objeto o estudo da paisagem. Mas sorre introduzia uma ressalva, distinguindo o fenômeno geográfico de sua mera expressão corpórea. Dizia o grande mestre francês que o geógrafo devia utilizar em sua descrição, “a noção capital de complexo geográfico local, cuja expressão concreta é a paisagem”. E acrescentava: “eis o verdadeiro dado geográfico” (Megale, 1984, p.126), como se quisesse mostrar o interesse de alcançar a essência do acontecer geográfico.

Conclusão 

O espaço geográfico é construído num processo que não termina. A natureza do lugar não acabou. Foi transformada, humanizada. Passa a fazer parte da cultura humana. As necessidades vitais permanecem: as plantas continuam a processar a fotossíntese para fornecer oxigênio à respiração; chuvas para reabastecer nossos mananciais; água limpa para o nosso consumo doméstico; irradiação solar; beleza dos patrimônios naturais dos ambientes protegidos.

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Fonte: Empresas de sucesso, Níveis e dimensões do espaço geográfico. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2014/06/niveis-e-dimensoes-do-espaco-geografico.html

 
*Fernandes, Bernardo Mançano. "Os campos da pesquisa em educação do campo: espaço e território como categorias essenciais." MOLINA, Mônica. A pesquisa em Educação do Campo. Brasília: Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (2006). 
*SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnicae tempo, razão e emoção. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 1999. [1996] 
*BARRIOS, Sônia. A produção do espaço. In:SANTOS, Milton & SOUZA, Maria Adélia (Orgs.). A construção do espaço. São Paulo: Nobel, 1986.
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