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As províncias geológicas e as Bacias sedimentares

Os processos tectônicos estudados condicionam estruturas na superfície das terras emersas do nosso planeta. Elas podem ser classificadas em três grandes províncias geológicas, ou seja, regiões com a mesma origem e formação geológica: escudos cristalinos, dobramentos modernos e bacias sedimentares. 
Os escudos cristalinos constituem a formação mais antiga da crosta terrestre. Nos escudos mais antigos (arqueanos) estão os minerais não-metálicos (granitos, ardósia etc.). Nos mais recentes (proterozóicos e os do início da era Paleozóica) estão os metálicos (ferro, manganês, ouro, cobre etc.); por isso os escudos mais recentes são bastante explorados economicamente.
Como são as províncias geológicas
A formação de grandes cadeias orogênicas em consequência da movimentação das placas ocorreu no início do período Terciária (final da era Mesozóica e início da Cenozóica). História geológica do planeta Em relação à história geológica do planeta, essas ocorrências são relativamente recentes; por isso convencionou-se denomina-las dobramentos modernos ou dobramentos terciários. Tais cadeias, como a cordilheira dos Andes, a do Himalaia, as cadeias rochosas e a cadeia dos Alpes, apresentam elevadas altitudes e forte instabilidade tectônica. Nos dobramentos modernos, o terreno só erguido pelo movimento das placas pode conter vários tipos de minerais metálicos e não-metálicos. Há outros tipos de montanhas, de origem vulcânica. 

Bacias sedimentares 

As bacias sedimentares são depressões do relevo preenchidas por fragmentos minerais de rochas erodidas e por sedimentos orgânicos; estes últimos ao longo do tempo geológico podem transformar-se em combustíveis fósseis. No caso de soterramentos ocorridos em antigos mares e lagos ambientes aquáticos ricos em plâncton e algas, é possível encontrar petróleo. Já no caso do soterramento de antigos pântanos e florestas, ricos em celulose, há a possibilidade de ocorrência de carvão mineral. 
As principais reservas petrolíferas e carboníferas do planeta datam, respectivamente, das eras Mesozóica (período Cretáceo) e Paleozóica (período Carbonífero). Nas bacias sedimentares ainda se pode encontrar o xisto betuminoso (rocha sedimentar que possui betume em sua composição e da qual se extrair óleo combustível).

Bacias Intracratônicas 

As bacias intracratônicas localizam-se no interior de regiões tectonicamente estáveis – os cratões. São vastas depressões ovais ou arredondadas, onde se depositam sedimentos numa relação profundidade/diâmetro que varia entre 1/100 1/50. Esses sedimentos são normalmente provenientes da erosão dos relevos situados na sua periferia.
A taxa e sedimentação em bacias situadas a baixa altitude, depende dos movimentos de transgressão e regressão marinhas, relacionados com a subsidência do substrato e com variações eustáticas do nível dos mares. Por exemplos, a transgressão do Cretácio superior foi provocada por uma elevação de 400 metros do nível dos mares do mundo inteiro. Assim, depressões como as bacias do Mar do Norte, de Paris e o Orinoco são exemplos de bacias que sempre foram sensíveis às variações eustáticas, sendo que a sua estratigrafia reflete a sequência de regressões e transgressões que as afetou.
A distribuição e o tipo de depósitos sedimentares é controlada pelo clima. Quando o clima árido formam-se frequentemente depósitos evaporíticos (tais côo sal-gema e gesso) e a sedimentação é a mais lenta e irregular. Quando o clima se torna mais úmido, aumenta a taxa de sedimentação e a acumulação de matéria carbonosa, o que favorece o processo que leva à formação de carvão. Nas bacias situadas nos bordos dos cratões, sujeitas aos efeitos das transgressões marinhas, surgem ambientes de petróleo.
Um exemplo sul-americano de bacia intracratónica é a Bacia do Paraná, uma ampla bacia que se desenvolveu durante as eras Paleozoica e Mesozoica.

Classificação das bacias sedimentares 

Os critérios utilizados para a classificação das bacias sedimentares são essencialmente tectônicos, tais como a localização relativamente aos limites das placas, à natureza do substrato da crosta, à evolução tectônica e ao grau de deformação. Assim, podem-se considerar os seguintes tipos:
Fossas de afundamento (grabens), riftes 
Bacias intracratónicas 
Bacias oceânicas Margens continentais 
Bacias frontais 
Bacias de retroarco 
Bacias intramontanhosas 
Bacias de pull-apart 
Bacias sedimentares brasileiras

Ver também: Lista de bacias sedimentares do Brasil 

A área de bacias sedimentares no Brasil totaliza 6436 200 km², dos quais 4.898.050 (76%) km² estão em terra a 1538 150 (24%) km² em plataforma continental. Da área de bacias sedimentares em terra, 4 513 450 km² (70%) são interiores e 384 600 km² estão na costa. Da área de bacias situadas no mar, há 776 460 km² com menos de 400m de lâmina de água e 761 690 km², mais de 400m de lâmina de água.
As bacias sedimentares do Brasil datan do Paleozoico, do Mesozoico e do Cenozoico. As maiores são a Amazônica, a do Parnaíba – também chamada do Meio – Norte -, a do Paraná ou Paranaica e a Central. As de menor extensão a do Recôncavo, Tucano (produtoras de petróleo), do Pantanal Mato – Grossense, do São Francisco ou Sanfranciscana, e a Litorânea.
As bacias do Pantanal Mato – Grossense, Litorânea, bem como alguns trechos que margeiam os rios da bacia hidrográfica Amazônica, foram formadas no Cenozoico. São do Mesozoico as bacias sediamentares Paranaica, Sanfranciscana e a do Meio – Norte, sendo que a formação da Paranaica e da Sanfranciscana, as mais antigas, já se inicia no Paleozóico.
Atualmente, nove das bacias sedimentares brasileiras (Campos, Espírito Santo, Tucano, Recôncavo,Santos, Sergipe – Alagoas, Potiguar, Ceará e Solimões), totalizando 1645 330 km² (25,6% da área total), são produtoras de petróleo.
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