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Mesopotâmia

Mesopotâmia, em grego, significa “entre rios’’. Nessa região se desenvolveu o primeiro sistema de escrita da história, além de estudos de astronomia e matemática.

Terras entre rios

O que significa Mesopotâmia

Mapa da Mesopotâmia

Mesopotâmia nome dado pelos antigos gregos ao território situado entre os rios Tigre e Eufrates, onde se localizam hoje o Iraque e o Kuwait. É uma área de montanhas e desertos, que tem um clima quente e seco na maior parte do ano. Por essa razão, há registros da construção de sistemas de canais, desde o Neolítico, para conduzir as águas dos rios para as terras mais distantes e áridas.
Graças à irrigação, as aldeias na Mesopotâmia produzir mais alimentos do que consumiam. O excedente era distribuído por um governo centralizado – estabelecimento em palácios-, que empregava funcionários e trabalhadores especializados para manter funcionando o sistema de canais de irrigação e cobrar impostos.
Às margens dos rios Tigre e Eufrates formaram-se então várias cidades, habitadas por milhares de pessoas. Nessas cidades os moradores praticaram a agricultura, desenvolveram estudos de astronomia e de matemática e criaram o primeiro sistema de escrita da história.

Homens livres e escravos

Na Mesopotâmia havia dois grupos sociais principais: o das pessoas livres e o dos escravos. A população livre, com direitos de cidadãos, formava o grupo mais numeroso. Mas entre eles existiam muitas diferenças sociais: incluía os artesãos, os criadores de gado, os escribas, os camponeses e as pessoas mais ricas, que formavam a aristocracia. Faziam parte desse grupo mais rico os funcionários do palácio, o rei e sua família, os sacerdotes, os grandes comerciantes e os generais.
Na Mesopotâmia, os escravos constituíam uma minoria. Eram prisioneiros de guerra ou, em alguns casos, pessoas livres que haviam se vendido ou sido vendidas por suas famílias para os mercadores de escravos.

Uma religião com muitos deuses

Os mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, cultuavam muitos deuses. Entre estes destacavam-se Na, deus do céu, Enlil, deus do ar, Enki, deus da água, e Ninhursag, a deusa da mãe-terra.
Para os mesopotâmicos, os deuses eram semelhantes aos seres humanos, com a diferença de que eram poderosos e imortais. Eles casavam, tinham filhos, ficavam tristes, zangados, e podiam ser cruéis, invejosos ou caridosos.
Os templos representavam a moradia dos deuses na Terra. Normalmente eram construídos sobre uma torre de escadas chamada zigurate (“prédio alto”). Nas salas dos templos, os sacerdotes realizavam diferentes rituais religiosos: sacrifícios de animais, práticas mágicas e oferendas de estátuas aos deuses.

As grandes contribuições da Mesopotâmia

Na Mesopotâmia, a atividade religiosa favoreceu o desenvolvimento das ciências. Isto porque foi principalmente nos templos religiosos que os mesopotâmicos desenvolveram a escrita e a astronomia, as áreas em que eles mais se destacaram.

Os primeiros registros escritos

Os registros escritos mais antigos foram encontrados em ruínas de um templo na cidade de Uruk, onde hoje se encontra o Iraque, com data aproximadamente de 3200 a.C. esses registros eram sinais que representavam um som ou uma idéia. Cada sinal, gravado na argila úmida com a ponta de um estilete de vime, tinha a forma de cunha. Por isso esse sistema de escrita recebeu o nome de cuneiforme.
Os textos em escrita cuneiforme mais importantes descobertos foram os da biblioteca de Nínive, antiga capital da Assíria, situada no norte da Mesopotâmia. Nas escavações, os arqueólogos encontraram textos religiosos, escritos sobre astronomia, além de obras literárias de mais de 2.500 anos.

A evolução da escrita

A escrita cuneiforme evoluiu lentamente a partir de imagens de objetos. Inicialmente, a escrita era pictográfica, ou seja, representava objetos, animais e pessoas, entre outras coisas. Com o tempo, os desenhos ficaram mais simples e passaram a representar idéias e sentimentos. Por exemplo, os sinais que significavam pássaro ao lado dos sinais que significavam ovo designavam a ação de dar à luz. Esse tipo de escrita se chama ideográfica.  Como se formaram os sinais representando pássaro, peixe e cevada.

A astronomia

Para os mesopotâmicos, os astros celestes eram sinais da vontade e dos avisos dos deuses. Essa crença os levou a observar e a estudar as estrelas, os planetas e os demais corpos celestes.
As grandes realizações dos mesopotâmicos na astronomia foram:
A previsão dos eclipses do Sol e da Lua
A elaboração de um calendário lunar de 12 meses. A cada quatro anos era acrescido um mês para o calendário lunar coincidir com as estações do ano.
Os estudos astronômicos feitos pelos povos da Mesopotâmia se desenvolveram paralelamente com a agricultura, pois para planejar a semeadura e a colheita, por exemplo, era necessário um calendário preciso.
Os progressos na astronomia foram possibilitados pelos conhecimentos matemáticos que os mesopotâmicos também desenvolveram. Eles criaram um sistema sexagesimal completo, que depois combinaram com um sistema decimal, montaram um sistema de pesos e medidas e produziram modelos de problemas de geometria e aritmética, que eram solucionados com fórmulas matemáticas.

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