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História e Arte do Milho

O milho é um dos principais produtos agrícolas e um dos alimentos mais usados pelos brasileiros todos nós sabemos.
Origem
Em diferentes formas e na composição de dezenas de pratos, é um dos cereais mais comuns em nosso dia-a-dia. O que nem todos conhecem é a história do milho. Afinal, de onde vem este que é um dos ingredientes mais usados na culinária e na produção agrícola não só brasileira, mas mundial?
O nome do cereal, de origem caribenha, significa ‘’o sustento da vida’’. Vários povos indígenas reverenciam o milho em rituais artísticos e religioso. Dificilmente se encontra um alimento que tenha tantas utilidades e seja presença tão constante no dia-a-dia de grande parte da população mundial. Várias cidades promovem eventos em homenagem ao milho, como festas e exposições. Pelo menos duas cidades brasileiras, Patos de Minas-MG e Xanxerê-SC, se auto-intitulam ‘’capital do milho’’. Por falar em festas, estão se aproximando as juninas, quando por quase todo o Brasil, com destaque o Nordeste, dança-se, canta-se e festeja-se, tendo no milho uma das presenças marcantes.

Origem 

O milho é uma espécie da família das gramíneas, sendo o único cereal nativo do Novo Mundo. É o terceiro cereal mais cultivado no planeta. A cultura está espalhada numa vasta região do globo, em altitudes que vão desde o nível do mar até 3 mil metros.
Este cereal não é nativo do Brasil e, assim, é importante ressaltar que não somo o centro de origem dessa cultura, como, equivocadamente, muitos podem imaginar. Apenas o México e a Guatemala são considerados países que deram origem ao milho que conhecemos hoje. A mais antiga espiga de milho foi encontrada no vale Tehucan, na região onde hoje se localiza o México, datada de 7.000 a.C. o Teosinte ou ‘’alimento dos deuses’’, como era chamado pelos maias, deu origem ao milho por meio de um processo de seleção artificial (feito pelo homem). O Teosinte ainda é encontrado na América Central.
Ao longo do tempo, o homem promoveu uma crescente domesticação do milho por meio da seleção visual no campo, considerando importantes características, tais como a produtividade resistência a doenças e capacidade de adaptação, dentre outras, dando origem às variedades hoje conhecidas.

Mundo

O milho é largamente cultivado em diversas regiões do mundo. Os Estados Unidos respondem por quase cinquenta por cento da produção mundial. Os outros grandes produtores são a República Popular da China, a Índia, o Brasil, a França, a Indonésia e a África do Sul. A produção mundial foi de 600 000 000 de toneladas em 2003. O milho semeado aproveitando-se das chuvas da primavera. Seu sistema de raízes é fraco e a planta é dependente de chuvas constantes, ou irrigação. Nos Estados Unidos, uma boa colheita é prevista tradicionalmente se o milho está ‘’na altura do joelho por volta de 4 de Julho’’ (knee-high by the Fourth of July), embora híbridos modernos frequentemente excedam essa taxa de crescimento.
Milho utilizado com silagem é colhido enquanto a planta está verde, e o fruto imaturo. De outro modo, o milho é deixado no campo até o outono, de modo a secar. Ás vezes, não é colhido até o inverno, ou até o início da primavera. Em outras regiões e circunstâncias, são utilizados agrotóxicos para secar o milho mais rápido, e aproveitar altas no preço do grão. Na América do Norte, os campos são frequentemente plantados utilizando a rotação de culturas com uma plantação fixadora de nitrogênio, como feijão ou soja.

Brasil

Cultivado em todo Brasil, terceiro maior produtor mundial, o milho é usado tanto diretamente como alimento, quanto para usos alternativos. A maior parte de sua produção é utilizada como ração de bovinos, suínos, aves e peixes. Atualmente, somente cerca de quinze por cento da produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve provavelmente à fala de informação sobre o milho e suas qualidades e ao costume culinário brasileiro de utiliza mais os grãos de arroz e feijão.
Ao lado da soja, A cultura de milho é uma das pontas de lança da recente expansão da atividade agrícola brasileira. O cultivo de milho é altamente beneficiado pela tecnologia e pelas inovações da pesquisa agrícola, sendo um dos principais casos de sucesso da chamada revolução verde. Além dos benéficos óbvios decorrentes da exportação (como a geração de divisas para o país), a cultura de milho adquire importância estratégica quando se leva em conta a vantagem de mercado que uma grande produção nacional de milho traz para atividades agrícolas que usam a ração animal como base, como a bovinocultura, a avicultura, a suinocultura e até a piscicultura.
Os estados líderes na produção de milho são Paraná e Mato Grosso. Afora o seu alto prestígio no agronegócio, o milho também é uma das culturas mais cultivadas pela agricultura familiar brasileira, tanto para a subsistência quanto para a venda local.

Cultivo do Milho

O milho tem alto potencial produtivo e é bastante responsivo à tecnologia. O nível tecnológico da cultura está entre o médio e o alto. O cultivo é idealmente mecanizado e se beneficia bastante da técnica de plantio direto. A utilização de discos de plantio é adequada para a sua peneira.
O plantio de milho é feito tanto na chamada ‘’safrinha’’ quanto na safra principal (ou seja, a safra de verão). Na Região Sudeste do Brasil, o mês de plantio mais indicado geralmente é setembro, mas o plantio pode ser feito até em novembro. Dependendo do mês de plantio, o espaçamento entre as linhas e a quantidade de sementes por metro deve variar. O ciclo do plantio varia entre 115 e 135 dias.
A adubação deve ser feita conforme a análise do solo. O controle de pragas e ervas daninhas só deve ser feito se necessário. Nem sempre há necessidade de irrigação intensiva: pelo menos nas regiões tradicionalmente produtoras, a precipitação é suficiente para as necessidades hídricas da planta. Lavouras bem-sucedidas apresentam valor médio de germinação na faixa de 95 por cento%. A produtividade média varia entre 250 a 350 sacas por alqueire. Nas regiões de produtividade recorde do Brasil, há produtores que chegam a alcançar 520 sacas por alqueire.

Colheita 

Antes da Segunda Guerra Mundial, a maior parte do milho era colhida à mão. Isso frequentemente envolvia grandes números de trabalhadores, e eventos sociais associados. Um ou dois pequenos tratores eram utilizados, mas as colheitadeiras mecânicas não foram utilizadas até o fim da guerra. Na mãos ou através da colheitadeira, a espiga inteira é coletada e a separação dos grãos e do sabugo é uma operação separada. Anteriormente, isso era feito em uma máquina especial. Hoje, as colheitadeiras modernas têm unidades de separação de grãos anexas. Elas cortam o milho próximo à base, separam os grãos da espiga com rolos de metal e armazenam somente os grãos.

Características da Planta 

O milho pertence ao grupo das angiospermas, ou seja produz as semente no fruto. A planta do milho chega a uma altura de 2,5 metros, embora haja variedades bem mais baixas. O caule tem aparência de bambu e as juntas estão geralmente a cinquenta centímetros de distância umas das outras. A fixação da raiz é relativamente fraca. A espiga é cilíndrica, e costume nascer na metade da altura da planta.
Os grãos são do tamanho de ervilhas, e estão dispostos em fileiras regulares presas no sabugo, que formam a espiga. Eles têm dimensões, peso e textura variáveis. Cada espiga contém de duzentos a quatrocentos grãos. Dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos, brancos, vermelhos, pretos, azuis ou marrons. O núcleo da semente tem um pericarpo que é utilizado como revestimento.

Domesticação – Ação do Homem

A partir da gramínea Teosinte, na região hoje ocupada pelo México, o homem foi selecionando variações genéticas naturais, que, gradativamente, deram origem ao milho domesticado. Inicialmente, os grãos eram expostos fora da casca, formando um sabugo, parecido com a forma que conhecemos atualmente.
Essa estrutura, que reteve os grãos e os organizou em pequenos pares de fileiras, atraiu os nativos antecessores dos astecas. Mais tarde, esses nativos, por meio de um processo inconsciente de seleção, escolhiam as espigas fáceis de serem colhidas e armazenadas. Isso levou, naturalmente, à redução do número de espigas por plantar e ao aumento do número de fileiras de grãos no comprimento das espigas, que se tornaram maiores. Como o tempo, eram colhidas as plantas mais vigorosas, produtivas e de maior qualidade. Essas variações mais ‘’fortes’’ contribuíram para o surgimento de variedades com capacidade de adaptação em altas e baixas altitudes, como é o relevo da Américas Central.

A Genética Clássica no desenvolvimento do Milho

A partir do início do século XX, vários programas de melhoramento genético usando bases científicas foram iniciados. O desenvolvimento de linhas puras, ou linhagens, oriundas do processo de autofecundação (pólen da planta fecundando a si própria) das plantas de milho por várias gerações, e do vigor híbrido, ou heterose – resultante do cruzamento dessas linhagens -, foram os responsáveis pelo impulso que melhoramento genético convencional tomou no início do século passado.
Esse conhecimento permitiu que os programas de melhoramento conseguissem introduzir novas características ao milho como resistência a doenças e pragas, maior proteção dos grãos por meio do melhor empalhamento, maior respostas às práticas de manejo, melhor qualidade nutricional e menor tombamento e quebramento de plantas. Esse conjunto de melhorias – cuja participação de pesquisadores brasileiros foi de extrema importância – fez com que o milho se adaptasse a diferentes regiões, condições de clima, solo e finalidade de uso.

A Contribuição da Biotecnologia para o Desenvolvimento de Novas Cultivares

Após a descoberta da estrutura da molécula básica da vida, o DNA – e a revelação de que o código genético correspondente é universal -, os pesquisadores começaram a trabalhar, a partir da década de 70, com a possibilidade de adicionar características específicas por meio da transferência de genes de uma espécie para outra. Assim, uma planta pode terá qualidade nutritiva aprimorada ou adquirir a resistência a uma praga, a tolerância a um herbicida ou resistência à seca, ao frio, etc.
Surgia de fato a Biotecnologia como uma forte aliada aos programas de melhoramento convencional. A possibilidade de contribuir com benefícios no médio prazo ao consumidor – e, de imediato, um aumento de competitividade ao agronegócio, principalmente ao serem privadas do setor, universidades e centro de pesquisas investissem nessa ciência. Recursos financeiros e humanos foram direcionados para ganhar a Biotecnologia como ferramenta de apoio aos programas de melhoramento. Com isso, modificar as demais existentes na planta receptora do novo gene.
Até agora, a maior parte dos trabalhos com milho ligados à Biotecnologia envolve o controle de insetos e tolerância a herbicidas. Muitos desses genes são provenientes do Bacillus thuringiensis (Bt), um microorganismo encontrado no solo de várias regiões do Brasil. Essa bactéria tem sido usada como inseticida é tóxica para o homem, mas apenas para os insetos praga, e é amplamente utilizada na agricultura orgânica.
Diferentes genes Bt têm sido isolados e incorporados ao milho. Dentre eles, Cry1Ab, Cry1F e Cry1Ac, que produzem proteínas capazes de controlar a população de lagartas, como as mais destrutivas praga do milho, alagarta-do-cartucho. Com melhor controle de insetos que atacam as espigas, os grãos são menos danificados por fungos que produzem mico toxinas, substâncias causadoras de problemas sérios à saúde animal e humana.
Outros genes Bt, como o Cry34Ab1 e Cry3Bb1, produzem proteínas que controlam larvas, como a larva-alfinete, que ataca raízes. Genes que conferem às plantas tolerância aos herbicidas à base de glifosato, glufosinato e imidazolinona também têm sido amplamente pesquisados e inseridos em milho. Em vários países já estão cultivados híbrido e milho com genes combinados, como o de resistência à praga e o de tolerância a herbicida.
Genes estão sendo incorporados ao cereal para aumentar a estabilidade e a produtividade das plantas de milho, por meio de tolerância à seca e resistência a doenças. Estão em andamento de pesquisas com genes que melhoram a qualidade nutritiva dos grãos, conferindo aumento do teor de aminoácidos essenciais, como a lisina. Também estão sendo estudados genes que melhoram a composição de proteínas, aumentando a solubilidade no trato digestivo e a absorção de minerais pelos suínos.

A Importância Técnica e a Econômica do Milho 

O milho é a terceira cultura mais cultivada no mundo. No Brasil, são colhidos em média 12 milhões de hectares a cada safra, o que coloca o país como o terceiro no ranking mundial de área colhida. Além da sua importância econômica como principal componente na alimentação de aves, suínos e bovinos, o milho cumpre papel técnico importante para a viabilidade de outras culturas, como a soja e o algodão, por meio da rotação de culturas, minimizando possíveis problemas como nematóides de galha, nematóide de cisto e doenças como o mofo branco e outras, dando sustentabilidade para diferentes sistemas de produção em muitas regiões agrícolas do Brasil e o do mundo.

Curiosidades 

Entres as diferenças formas de utilização do milho, foram encontrados nada menos do que 74 produtos derivados dele ou que têm seus componentes isolados ou transformados industrialmente. O levantamento foi publicado na Circula Técnica 73, editada pela Embrapa Milho e Sorgo em Dezembro de 2006. A autora é a cientista de alimentas Maria Cristina Dias Paes. Entre as dezenas e usos do milho, há alguns curiosos e até inesperado, como filmes fotográficos, cerveja, giz para quadro negro, maioneses, refrigerante e tintas látex. Cora Coralina, poetisa brasileira nascida na cidade de Goiás, no estado de mesmo nome, dedicou ao milho um poema. Mulher de hábitos simples e doceira de profissão, ela produziu uma obra poética em que são marcantes traços e momentos característicos do interior do país, em particular do que acontece nos becos e nas ruas históricas da cidade onde nasceu. Ao poema que fez em homenagem ao milho, Cora (nascida Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas) deu o nome de ‘’Oração do Milho’’.

Variedades Especiais do Milho

Milho Amarelo: A norma oficial mexicana define-o como aquele milho de grãos amarelos ou amarelos com um pedaço avermelhados, e que tenha um valor menor ou igual a 6% de milhos de outra cor.
A norma venezuelana COVENIN indica que é o milho de grãos amarelos ou amarelos com um pedaço avermelhado, e que tenham um valor menor ou igual a 6% de milhos de outra cor.
O departamento de Agricultura dos Estados Unidos menciona que é aquele milho composto por grãos de cor amarelo, e poder conter como máximo 5% de milhos de outras cores. Os grãos ligeiramente tingidos de vermelho se considerarão como amarelo desde que a cor vermelha escuro cubra menos de 50%, se não se consideram com milhos de outras cores.
Este milho é processado na indústria almidonera, já que o glúten forrajero e muito cobiçado pelos ganadeiros, devido a seu conteúdo de carotenos (precursores da vitamina A). Também se utiliza na fabricação de frituras de milho, dada a coloração final do produto.
Milho Pinto: A norma oficial mexicana define-o como todo aquele milho branco, amarelo e misturado que contenham mais de 5% de milhos escuros (vermelho, azul e morado).
A norma venezuelana COVENIN e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos não qualificam este tipo de milho; provavelmente deve-se a que nestes países a variabilidade em cores não e tão ampla como em Méjico.
Este milho não é muito aceitado pela indústria harinera, já que a dá uma coloração não deseja ao produto final.
Para a determinação da cor em Méjico e Venezuela utiliza-se uma submuetra de 100 g da amostra original, após haver separado as impurezas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estabelece que esta determinação deve ser feita de uma submuestra de 250 g obtido da amostra original, após tirar o grão avariado e as impurezas.
Milho Branco: Uma das variedades mais difundidas no Brasil é o milho. Tem, como principais finalidades, a produção da canjica, grãos e silagem. A planta tem altura próxima de 2,20 metros, sendo que a espiga nasce a 1,10 metro do solo. A espiga é grande cilíndrica e apresenta alta compensação. O sabugo é fino, os grãos são brancos, profundo, pesados e de textura media. O colmo tem alta resistência física e boa sanidade. A raiz tem boa fixação.
A planta é especialmente resistente às principais doenças foliares do milho, em diferentes altitudes e épocas de plantio. Podem ser escolhidas até duas safras de milho branco por ano. Em algumas épocas e regiões do Brasil, a cotação da saca de milho branco pode ser até cinquenta por cento superior à do milho tradicional. O auge da demanda ocorre no período imediatamente anterior à quaresma, pois a canjica é um prato típico destas festividades.
No Brasil, o milho branco é bastante difundido nos estados do Paraná e São Paulo, mas há também plantações isoladas nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso. Entre os principais municípios produtores, estão Londrina, Irati e Pato Branco no Paraná e Quadra – que é considerada a ‘’Capital do Milho Branco’’ -, Tatuí e Itapetininga, em São Paulo. Nos Estados Unidos, a produção de milho branco em 2004 correspondia a três por cento do total. Embora ainda minoritário, o milho branco tem ganho espaço no mercado nos últimos anos, e a área plantada tem refletido o aumento na demanda. Um dos motivos é que o mercado reconhece que ainda não existem variedades transgênicas de milho branco, o que automaticamente aumenta seu valor de mercado em nichos específicos.
Milho Misturado: A norma oficial mexicana estipula dos tipos diferentes de misturado:
Misturado 1. Define-o como todo aquele milho branco que contenha entre o 5.1 e o 10% de milhos amarelos, bem como o milho amarelo que apresenta um valor entre o 5.1 e o 10% de milhos brancos. Ambos sem ultrapassar o 5% de milhões escuros.
Misturado 2. São aqueles milhos brancos que apresentam mais de 10% de milhos amarelos, bem como os milhos amarelos que contenham mais de 10% de grãos brancos. Ambos sem ultrapassar o 5% de milhos escuros.
A norma venezuelana COVENIN indica que todo o milho branco e amarelo que apresente um valor maior de 3% e o 6% respectivamente, de outras cores será qualificado como milho misturado.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos menciona que todo milho branco e amarelo que apresentem valores que ultrapassem o 2% e o 5% respectivamente de grãos de outras cores, será classificado como misturado.
Milho Transgênico: A variedade transgênica mais conhecida é desenvolvida pela Monsanto, e é conhecida com RR GA21 (tolerante ao herbicida glifosato). Ela é utilizada extensivamente nos Estados Unidos. Outras empresas atuantes no ramo incluem a Syngenta, A BASE, a Bayer e a DuPont. Em 1999, a Novartis foi a primeira empresa a receber autorização do governo brasileiro para realizar testes no país como o milho transgênico BT, resistente a insetos.
Segundo os produtores de semente, o milho transgênico traz um aumento médio de oito por cento na produtividade. Nos Estados Unidos, mais de setenta por cento do milho semeado é transgênico. A produção de variedades transgênicas na Argentina e no Brasil é crescente, embora nem sempre a prática do cultivo dessas variedades seja legal. Há também relatos de milho transgênico em Honduras (terra de origem do milho), onde variedades transgênicas ‘’contaminaram’’ as variedades locais. No México, o milho transgênico também enfrenta séria oposição governamental: em 1998, foi proibida a experimentação, o cultivo e a importação de milho transgênico.
O milho é um exemplo da manipulação de espécies pelo Homem, sendo utilizado tanto pelos defensores quanto pelos opositores dos transgênicos. O milho cultivado pelos índios mal lembra o milho atual: as espigas eram pequenas, cheias de grãos faltando, e boa parte da produção era perdida para doenças e pragas. Através do melhoramento genético, o milho atingiu sua forma atual. Os defensores dos transgênicos utilizam este exemplo para dizer que a manipulação das características genéticas de vegetais não é novidade e já foi feita anteriormente, com muito menos controle do que atualmente. Os opositores dos transgênicos utilizam o mesmo exemplo para defender que há alternativas para a manipulação direta dos genes de espécies vegetais, técnica à qual se opõem.
Nem sempre as remessas de milho importado dos Estados Unidos chegam aos países da América Latina com rotulagem indicando isso aos consumidores. Apesar disso, pesquisas mexicanas indicam que a contaminação do milho nativo pode ter sido causada pela polinização acidental, que talvez tenha ocorrido também em outros países centro-americanos. Os milhos transgênicos, de propriedade de algumas poucas empresas, ao entrar em contato com o ambiente natural, se espalham. Há casos nos Estados Unidos em que um pequeno agricultor planta milho e depois precisa pagar royalties, pois tais espigas eram transgênicas e estavam patenteadas por grupos financeiros. Já que o milho transgênico está tomando o lugar com o milho ‘’de verdade’’, natural, tais acontecimentos têm sido cada vez mais comuns.

Componentes do Milho 

O grão do milho, quando cortado na vertical, revela seus componentes básicos. São eles:
Endosperma – corresponde à maior parte do grão de milho e é composto basicamente de amigo (quase 61&) além 7% de glúten que envolve os grânulos de amido e de pequena porcentagem de gordura e demais componentes.
Película – é a parte que recobre o grão. Devidamente processada, ela é empregada como ingrediente em rações animais.
Água – corresponde a aproximadamente 16% do grão de milho. A água também é utilizada no processo inicial de maceração. O liquor resultante da maceração é rico em vitaminas, especialmente do complexo B. Ele é normalmente usado em rações, além de ser aplicado na fabricação de antibióticos.
Germe – é a parte vegetativa do grão e fonte de óleo do milho. O germe é um componente importante para alimentos, produtos farmacêuticos e aplicações industriais. As frações remanescentes do germe são processadas e podem ser utilizadas como ingredientes em rações animais.

Benefícios do Milho 

O milho é um dos alimentos mais nutritivos que existem. Puro ou como ingrediente de outros produtos, é uma importante fonte energética para o homem.
Ao contrário do trigo e o arroz, que são refinados durante seus processos de industrialização, o milho conserva sua casca, que é rica em fibras, fundamental para a eliminação das toxinas do organismo humano.
Além das fibras, o grão de milho é constituído de calorias, gorduras puras, vitaminas (B e complexo A), sais naturais (metal, isuqieo, fóssio, cálcio), óleo e grandes quantidades de açúcares, gorduras e celulose.
Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana. Ele pode ser consumido diretamente ou como componente para a fabricação de balas, biscoitos, pães, chocolates, geleias, sorvetes, maionese e até cerveja.
Nos Estados Unidos, o uso do milho na alimentação humana direta é relativamente pequeno – embora haja grande produção de cereais matinais como flocos de cereais ou corn flakes e xarope de milho, utilizado como adoçante. No México o seu uso é muito importante, sendo à base da alimentação da população (é o ingrediente principal das tortilhas, e outros pratos da culinária mexicana).
No Brasil, é a matéria-prima principal de vários pratos da culinária típica brasileira como canjica, cuscuz, polenta, angu, mingaus, pamonhas, cremes, entre outros como bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido. Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana.
Atualmente somente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos, sendo a maior parte de sua produção é utilizada na alimentação animal e chega até nós através dos diversos tipos de carne (bovina, suína, aves e peixes).
Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos. O uso primário do milho nos Estados Unidos e no Canadá é na alimentação para animais. O Brasil tem situação parecida: 65% do milho é utilizado na alimentação animal, e 11% é consumido pela indústria, para diversos fins.
Seu uso industrial não restringe à indústria alimentícia. É largamente utilizado na produção de elementos espessantes e colantes (para diversos fins) e na produção de óleo e de etanol. O etanol é utilizado como aditivo na gasolina, para aumentar a octanagem. Algumas formas da planta são ocasionalmente cultivadas na jardinagem.
Para este propósito, são usadas espécies com folhas de cores e formas variadas, assim como espécies com espigas de cores vibrantes.
O milho, afinal, é um cereal de elevado valor energético – justamente a principal deficiência nutricional da população de baixa renda. Cada cem gramas do milho em grãos contém aproximadamente 360 kcal – o que representa perto de 20% da necessidade calórica de uma adulto, em torno de 2.100 kcal diárias.
Trata-se, de outra parte, de um alimento de grande penetração popular, sobretudo sob a formulação de farinhas e misturas.
Não por acaso, o Ministério da Saúde escolheu a farinha de milho, juntamente com a de trigo, para a incorporação de ferro e a vitamina B9 (ácido fólico).
Com a adição desses produtos à farinha, os técnicos do Ministério da Saúde pretendem, acertadamente, reduzir substancialmente os índices de anemia e de mielomeningocele, doença que provoca a paralisia dos membros inferiores e de órgãos internos, dentre outras sequelas.
Pesquisadores do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Granada, da Rede Nacional de Pesquisa do Envelhecimento da Espanha, concluíram estudo que demonstrou que o consumo de milho adia o envelhecimento, devido ao alto conteúdo de melatonina, substância produzida em pequenas quantidades pelo corpo, com propriedades antioxidantes que retardam a degeneração neuronial.
O milho cumpre ainda o importante papel de ajudar a prevenir doenças crônico-degenerativas por possuir a substância ß-glucano, que protege contra enfermidades cardiovasculares. O uso do milho está presente também na industrial farmacêutica, onde é empregado em aproximadamente 85 tipos diferentes de antibióticos.
Além de ser uma resposta à altura para as demandas e necessidades da população brasileira, o aumento do consumo humano de milho encerra outro benefício: a oportunidade de conferir ganho de qualidade e de abrir novas frentes de negócios para a cadeia produtiva.
O aumento do consumo humano de milho, com efeito, abre um enorme e virtuoso campo de operação para o empresário rural, que pode investir num sistema de produção que agregue maior valor – o milho destinado ao consumo humano, afinal, é um produto sofisticado, mais ‘’limpo’’, de maior qualidade nutricional e, portanto, mais valorizado.
Os demais elos da corrente também só têm a ganhar com o desenvolvimento desse segmento – fabricante de insumos, produtores de sementes, fornecedores de máquinas às indústrias processadoras de alimento. A constituição de uma massa crítica em torno dessa cadeia produtiva concorre, por fim, para abrir mercados externo de valor agregado mais apurado.

Milho e seus Derivados na Alimentação Humana 

Muito energético, o milho traz em sua composição vitaminas A e do complexo B, proteínas, gorduras, carboidratos, cálcio, ferro, fósforo e amido, além de ser rico em fibras. Cada 100 gramas do alimento tem cerca de 360 Kcal, sendo 70% de glicídios, 10 de protídeos e 4,5% de lipídios.
O milho pode receber genes para alterar a composição química de carboidratos, proteínas e aminoácidos e produzir variedades com finalidades especiais. Alguns genes, quando inseridos no milho comum, podem bloquear a síntese de amido e acumular açúcar nos grão, dando origem ao milho doce, ideal para o consumo ‘’innatura’’ e enlatamento. Outros genes podem modificar do amido no milho comum, dando origem a variedades amplamente utilizadas na indústria de alimentos. O milho pode suprir boa parte das necessidades nutricionais da população, além de ser excelente complemento alimentar, ‘’in natura’’ ou em forma de farinha de milho, fubá, canjica, polenta, cuscuz e outras.
Além das fibras, o grão de milho é constituído de carboidratos, proteínas, vitaminas (complexo B), sais mineiras (ferro, fósforo, potássio e cálcio), óleo e grandes quantidades de açúcares, gorduras, celulose e calorias.
Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana. Ele pode consumido diretamente ou como componente para a fabricação de balas, biscoitos, pães, chocolates, geleias, sorvetes, maionese e até cerveja. Atualmente, somente cerca de 15% de produção nacional se destina ao consumo humano, de maneira indireta na composição de outros produtos.

Alimentação Animal

O milho é o principal componente da dieta animal: participa com mais de 60% do volume utilizado na alimentação animal de bovinos, aves e suínos. O milho assegura a parte energética das rações. Combinados com outros ingredientes, o milho permite ajustar a formulação de reações específicas para a dieta balanceada de acordo com o tipo e a destinação dos animais, a exemplo de suínos em geral, leitões, matrizes, aves poedeiras ou de corte, gado leiteiros ou de corte. O milho pode ser processado e utilizado por dois principais processos (seco e úmido) para produção de produtos como: farelo de milho moído, farelo de gérmen de milho peletizado, farinhas pré-gelatinizadas, milho em grãos, fubá grosso, glúten de milho, farelo de glúten de milho e farelo de milho.
Além das rações, o milho pode ser utilizado na forma de silagem inteira, para uso em bovinos, e de grãos úmido, para uso, principalmente, em suínos.

Outras utilizações do Milho

O milho hidratado serve como meio de fermentação para a produção de penicilina e estreptomicina, além de outras aplicações no campo farmacêutico. O xarope de glicose de ilho é usado na fabricação de cosméticos, soluções medicinais, graxas e resinas.
Já nas fábricas de aviões, os derivados de milho são utilizados nos moldes de areia para a fabricação de fôrma e peças fundidas. Também na extração de minério e petróleo o milho está presente, assim como em outras áreas pouco divulgadas, como as de explosivos, baterias elétricas, cabeças de fósforo, etc. Além disse, os amidos de milho entram na formulação de produtos de limpeza, filmes fotográficos, plásticos, pneus de borracha, tintas, fogos de artifício’, papéis tecidos.

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Fonte: Empresas de sucesso, História e Arte do Milho .Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2014/10/milho.html

Referência e Bibliografia
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8* O milho na alimentação humana - Resumos e trabalhos
9* Milho e suas riquezas – História - M&S SindMilho & Soja
10* Milho: História e a arte - Grão em Grão: Embrapa
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