Pesquisar este blog

Breaking News
recent

O luxo da dinastia Han

A dinastia Han, fundada pelo camponês e líder rebelde Liu Bang, foi a segunda dinastia imperial da China.

A formação do império Chinês 

Por volta do século VIII a.C., a dinastia Chou demonstrava sinais de fraqueza, enquanto os nobres se tornavam cada vez mais fortes. O enfraquecimento dessa dinastia levou à formação de vários reinos, que passaram a guerrear pelo poder.
Enquanto isso, a oeste, um novo reino se expandia, o Ch’in. Cerca de 250 anos antes de Cristo, os Ch’in anexaram as terras dos Chou e unificaram toda a China sob a autoridade de um único governante, o rei Ch’in Che Huang Ti. Com o rei Ch’in Che, o primeiro imperador, nasceu uma China unificada.
O império Ch’in teve curta duração, mas sua obra permanece viva até hoje. Preocupado com as constantes ameaças de invasão ao norte, o imperador mandou construir a Muralha da China, uma linha de defesa de 3 mil quilômetros de extensão.
Para reforça o poder real, Ch’in Che tomou medidas importantes, como a construção de grandes obras de irrigação e a imposição de uma única moeda e de um único sistema de escrita para toda a China.
Quando morreu, este governante foi enterrado em um túmulo funerário maciço, descoberto em 1974. Na tumba foram encontradas mais de 6 mil figuras de terracota (humanas e de cavalos). Acredita-se que as figuras representavam o exército do imperador, composto por oficiais perfeitamente equipados, arqueiros e soldados a pé.

A dinastia Han no poder 

A morte de Ch’in Che iniciou um período de agitações políticas revoltas que se encerrou com a súbita dinastia Han ao poder, por volta de 205 a.C.
Os imperadores da nova dinastia expandiram as fronteiras do império e procuraram manter o poder centralizado. Para isso, reforçaram o exército, estabeleceram uma língua oficial para todo o império, o mandarim, e impuseram um sistema padrão de peso e medidas.
A ampliação do contato da China com Ocidente, por meio de rotas comerciais, favoreceu o surgimento de uma nobreza urbana e um maior interesse pelas artes.

Os ricos da dinastia Han 

Os ricos da dinastia Han
A ampliação das comunicações dentro e fora do império permitiu a formação de um novo grupo de homens ricos, em geral grandes comerciantes, dirigentes do exército e grandes proprietários de terra, que viviam luxuosamente na capital, a cidade de Chang’na.
Na capital, os nobres tinham uma vida parecida com a do imperador em seu palácio. Em sua casa, viviam rodeados de escravos, funcionários administrativos, mulheres e criados. Depois de se levantarem e de se vestirem segundo os costumes de sua condição social, eles passavam o dia envolvidos nos estudos ou tratando de negócios com seus funcionários.
Nas residências mais luxuosas, o dono da casa costumava promover banquetes, contratando bailarinos profissionais para animar os convidados.

A expansão das letras e das artes 

Os imperadores da dinastia Han decidiram recuperar a literatura chinesa, que havia sido perseguida no império Ch’in. Iniciou-se um período de intensa criatividade, em que os letrados se voltaram ao estudo das tradições, presentes nos textos que haviam sobrevivido. Além de estudar textos antigos, os letrados elaboraram textos novos, que valorizavam as crenças populares.
A expansão do comércio e o maior contato com outras regiões também estimularam o gosto pelas artes. Surgiu então uma arte refinada, que refletia uma sociedade preocupada com o luxo e, ao mesmo tempo, voltada para as crenças do passado. Espelhos, baixelas de bronze, tapetes, esculturas, peças de terracota e objetos decorativos de laca são alguns exemplos dessa arte sedutora e majestosa.

Fim da Dinastia Han 

No século I da era cristã, a luta iniciada na dinastia anterior contra os “bárbaros do oeste”, como eram chamados os homens da estepes (hunos da atual Mongólia, descendentes de turco-mongóis), prosseguiu, passando eles à condição de vassalos dos chineses. O longo período de governo dos Han possibilitou a formação de uma nação chinesa. Os dialetos foram unificados e ocorreu a miscigenação dos diversos grupos étnicos que viviam na região. Entretanto, no final da dinastia, os homens das estepes voltaram à ofensiva, o que juntamente com revoltas internas da nobreza, gerou uma série de lutas, que duraram cerca de 75 anos. A dinastia Han foi destronada. O território chinês foi dividido em três reinos – Cao Wei, Shu Han e Wu Oriental – começando então uma era de conflitos entre os três estados.
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.