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O surgimento das cidades

As primeiras cidades desenvolveram-se nas proximidades de grandes rios, onde se iniciou atividade agrícola. 

A história das cidades 

A história das cidades, em geral remete a período da antiguidade, sendo que as primeiras cidades teriam surgido entre quinze a cinco mil anos, dependendo das diversas interpretações sobre o que delimita exatamente um antigo assentamento permanente de uma cidade. As primeiras verdadeiras cidades são por vezes consideradas grandes assentamentos permanentes nos quais seus habitantes não são mais simplesmente fazendeiros da área que cerca o assentamento, mas passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas na cidade, onde o comércio, o estoque da produção agrícola e o poder foram centralizados.
A história das cidades

Crescimento da População

O cultivo da terra permitiu que as sociedades produzissem mais alimentos. Com isso, a população humana cresceu mais rapidamente. A consequência do aumento da população foi necessidade de ampliar as áreas cultivadas e de desenvolver novas técnicas para melhorar a produtividade do solo.
As pequenas comunidades a aldeias começaram a se unir para construir sistemas de irrigação e aproveitar melhor as margens férteis dos rios. A união das aldeias provocou a formação de cidades.
As primeiras cidades formaram-se nas proximidades de grandes rios, pois a água era essencial à agricultura. 
O surgimento das cidades indicava o nascimento das primeiras civilizações. Por se localizarem as margens de rios, ficaram conhecidas como civilizações fluviais.
No Vale do Rio Nilo, as cidades egípcias; 
Entre os rios Tigre e Eufrates, as cidades dos diferentes povos mesopotâmicos;
Nos vales dos rios Hoang-Ho (Amarelo) e Yang Tse-Kiang (Azul), as cidades chinesas; e
No Vale do Rio Indo, as cidades indianas.
Ao contrário dos agrupamentos humanos anteriores, as cidades tinham duas características básicas: maior divisão do trabalho e centralização política.

O comércio e a divisão do trabalho 

A maior parte da população das cidades trabalhava na agricultura e na criação de animais. A construção de sistemas de irrigação e de outras técnicas agrícolas ajudou na produção de excedentes, ou seja, mais alimentos do que o necessário para o consumo. Esses excedentes puderam ser trocados com os excedentes de outros povos, dando origem ao comércio.
Como se produzia mais que o necessário para sua sobrevivência, o excedente de alimentos sustentava também um grupo de trabalhadores que se dedicavam à prestação de serviços (médicos, soldados, sacerdotes etc.) ou à fabricação de objetos (cerâmica, instrumentos de metal, tecidos). A especialização de trabalhadores em determinadas atividades profissionais é o que chamamos de processo de divisão do trabalho.
A especialização do trabalho permitiu duas inovações técnicas muito importantes: a confecção de tecidos e a cerâmica.
Os tecidos eram feitos com lã de animais, como a ovelha. Primeiro, com fusos de osso, fiava-se a lã; depois, os fios eram tecidos em teares muito simples.
Os objetivos de cerâmica eram produzidos com argila modelada à mão e cozida em fogueiras. Usando essa técnica os artesãos produziam vasilhas para armazenar alimentos, pratos, vasos decorativos e outros objetos.
Algumas peças de cerâmica eram decoradas com pinturas. As mais belas serviam também como meio de troca por produtos necessários à população das aldeias.
A necessidade de melhorar a produtividade agrícola e a divisão do trabalho também levaram as comunidades neolíticas a produzir uma importante invenção, o arado, que facilitava e agilizava o preparo da terra para o cultivo. 

A centralização política 

Com o desenvolvimento da agricultura e o aumento populacional, tornou-se necessário organizar melhor o trabalho na sociedade. Esse trabalho de coordenação era feito pela família da aldeia mais poderosa, que assumia o controle da produção de alimentos e da construção de obras públicas, como canais de irrigação e diques. O chefe dessa família passava então a ser um rei.
Para conseguir estender esse controle sobre toda a população, o rei utilizava seus próprios servidores. Entre esses servidores, uns eram encarregados de registrar as colheitas, outros eram responsáveis pelo armazenamento dos grãos, e assim por diante.
Originou-se assim uma organização de pessoas com plena autoridade sobre a população, que podiam, por exemplo, criar e cobrar impostos, organizar a defesa, fazer as leis e julgar os crimes. É o que chamamos de processo de centralização política ou de formação do Estado. O palácio era locais onde essas pessoas se reuniam com o rei.
Além do palácio, existiam os templos, onde os sacerdotes cultuavam os deuses protetores da cidade.

A escrita 

Um dos principais resultados do surgimento das cidades foi o desenvolvimento da escrita, por volta de 4000 a. C. Isso se deveu a vários fatores, entre eles:
A necessidade de contabilizar os produtos comercializados e os impostos arrecadados pelos servidores do rei;
O levantamento da estrutura das obras, que exigiu a criação de um sistema de sinais numéricos, para a realização dos cálculos geométricos.
Com a escrita, o ser humano criou também uma forma de registrar suas ideias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que a vida de hoje seja conhecida pelas gerações futuras.

Economia 

Inicialmente, as vilas eram pequenas dependiam basicamente da agricultura. À medida que novos e melhores métodos de cultivo e domesticação e criação de animais surgiram, mais pessoas deixaram de trabalhar na agricultura e foram para as cidades, em busca de trabalho e entretenimento. Muitos passaram a trabalhar em ocupações dentro destas vilas, passando a não trabalharem mais no campo, tornando-se artesãos, fabricantes de roupas, calçados e outros suprimentos, vendendo os produtos fabricados ou oferecendo serviços para outros habitantes da comunidade urbana e rural.
A criação de estradas conectando várias cidades e vilas entre si, inovações tecnológicas permitiu o surgimento de veículos movido à tração animal, fez com que a importância da agricultura e a proximidade de minérios fosse reduzida. Os agricultores e criadores de animais passaram a mandar seus produtos até uma feira comercial, onde então eram vendidos. Também surgiram os mercadores ambulantes, comerciais que vendiam produtos produzidos por outras pessoas. Estes mercadores geralmente compravam produtos de locais distantes, transportando-nos veículos movidos à tração animal até os mercados, onde eram vendidos por altos preços.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo 
Fonte: Empresas de sucesso - O surgimento das cidades. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2014/12/o-surgimento-das-cidades.html

Bibliografia 
1* Guarinello, Norberto Luiz. "Cidades-estado na antiguidade clássica." História da cidadania. São Paulo: Contexto (2003): 29-47. 
2* SANTOS, Raphael Freire. O Novo Império no Antigo Egito. São Paulo: Raphael Freire Santos, 2012. 
3* Pirenne, Henri, and Carlos Montenegro Miguel. As cidades da idade média: ensaio de história econômica e social. 1989.

Referência interna
1* "A revolução agrícola - Empresas de sucesso"
Empresas de sucesso

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Um comentário:

  1. Obrigado por citar meu livro. Sucesso em sua caminhada. Forte abraço.

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