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A cultura brasileira: uma rica mistura de várias culturas

A cultura brasileira resulta da mistura de outras culturas - os diferentes povos que contribuíram para formar a população brasileira influenciaram também na formação da cultura do país. A alimentação, as artes, as crenças, os costumes e demais características da cultura desses povos.
A influência indígena é marcante na cultura brasileira

A influência indígena é marcante na cultura brasileira 

A colonização do território brasileiro pelos portugueses representou grande parte a destruição física e cultura dos indígenas através de guerras e escravidão, tendo resistido apenas uma pequena parte dos povos indígenas. A tradição indígena foi também parcialmente, extinguida pela ação da catequese e intensa miscigenação com diversas etnias. Hoje em dia, apenas algumas poucas nações indígenas ainda vivem e obtêm manter parte da sua cultura original.
Apesar disso, a cultura e os ricos conhecimentos dos indígenas sobre a terra foram decisivos durante a colonização, influenciar a língua, a culinária, o folclore e o manuseio de objetos caseiros.
Um dos aspectos mais claros da influencia indígena foi a avocada língua geral (Língua geral paulista, Neheengatu, uma língua derivada do tupi-guarani com termos da língua portuguesa que serviu de língua franca no interior do Brasil até meados do século XVII, especialmente nas regiões de influencia paulista e na região amazônica.
O português do Brasil guarda, de fato, numerosos termos de origem indígena, principalmente derivados do Tupi-Gaurani. De maneira geral, nomes de procedência indígena são frequentes na qualificação de animais e plantas nativos (jaguar, ipê, capivara, jacarandá etc), além de serem muito frequentes na toponía por todo o território.
A influencia nativa é também forte no folclore do interior brasileiro, povoação de seres fantásticos como o Saci-Pererê, o curupira, o boitatá e a iara, entre diversos. Na culinária brasileira, a erva-mate, a mandioca, o açaí, a jabuticaba, diversos pescados e outros frutos da terra, além de pratos como os pirões, ingressaram na alimentação brasileira por influencia da culinária indígena no Brasil.

A influência africana na cultura brasileira 

A cultura africana chegou ao Brasil com povos escravizados trazidos da África durante o longo período em que durou o tráfico negreiro transatlântico. A variedade cultural da África refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas. Os africanos trazidos ao Brasil incluíram nagôs, bantos e jejes, cujas crenças religiosas deram origem às religiões afro-brasileiras, maês e hauçás de região islâmica e alfabetizados em árabe. Assim como a cultura indígena, a cultura africana foi geralmente suprimida pelos colonizadores.
Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: música, dança, culinária e idioma. Essa influencia se faz notar em grande parte do pais; em certos estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Rio de Janeiro, Minas gerais, e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em benefício da migração dos escravos.
A influência da cultura africana é também presente na culinária regional, principalmente na Bahia, onde foi inserido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se retira o azeite-de-dendê. Este azeite é usado em vários pratos de influencia africana como o caruru, o vatapá, e o acarajé.

A influência de Imigrantes na cultura brasileira 

A maior parte da população brasileira no século XIX era combinada por negros e mestiços. Para povoar o território, suprir o fim da mão-de-obra escrava mas também para “branquear” a população e cultura brasileira, foi excitada a imigração da Europa para o Brasil durante os séculos XIX e XX. Dentre os diferentes grupos de imigrantes que chegaram no Brasil, foram os italianos que vieram em maior número, quando analisada a faixa de tempo entre 1870 e 1950. Eles se alastraram desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sendo a maior parte na região de São Paulo. A estes se acompanharam os portugueses, com o mesmo número que os italianos. Destacaram-se também os alemães, que vieram em fluxo continuo desde 1824. Esses se estabeleceram primariamente na Região Sul do Brasil, onde diversas regiões herdaram influencias germânicas desses colonos.
Os imigrantes que se fixaram na zona rural do Brasil meridional, vivendo em pequenas propriedades familiares (sobretudo alemães e italianos), conseguiram manter seus costumes do pais de origem, criando no Brasil uma cópia das terras que deixaram na Europa. Alguns povoados fundados por colonos europeus conservaram a língua dos seus antepassados durante muito tempo. Em contrapartida, os imigrantes que se fixaram nas grandes fazendas e nos centros urbanos do Sudeste (portugueses, espanhóis, italianos e árabes), rapidamente se juntaram na sociedade brasileira, perdendo muitos aspectos da herança cultural do pais de origem. A contribuição japonesa veio com a imigração asiática, porem de forma mais limitada.

A influência dos imigrantes na culinária brasileira 

A culinária brasileira é fruto de uma combinação de ingredientes indígenas, europeus e africanos. A refeição do brasileiro médio incide em arroz, feijão e carne. O prato internacionalmente mais representativo do país é a feijoada. Os hábitos alimentares mudam de região para região. No norte há a influência indígena, no uso da mandioca e de peixes de água doce. No Sudeste há pratos diversos como o feijão tropeiro e o angu, em minas gerais é a pizza em São Paulo. No Nordeste há grande influência africana na culinária, com destaque para o acarajé, molho de pimenta e vatapá. No Sul do pais há forte influência da culinária italiana, em pratos como a polenta, e também da culinária alemã. O churrasco é típico do Rio Grande do Sul, que também é uma característica muito forte na cultura brasileira. O Brasil não possui carnes de qualidade tão elevada como a da argentina e Uruguai que se destaca nessa área pelo seu terreno geográfico. No entanto, o brasileiro é um amante do bom churrasco acompanhado de bebidas como a cerveja, chopp, e caipirinha deixando o vinho para outras ocasiões.

A influência de imigrantes na religião 

O Brasil é um país religiosamente diverso, com tendência de tolerância e mobilidade entre as religiões. A população brasileira é majoritariamente cristã (89%), sendo sua maior parte católica. Herança da colonização, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado Laico.
A mão de obra escrava, vinda principalmente da África, trouxa suas próprias práticas religiosas, que sobreviveram à opressão dos colonizadores, dando origem às religiões afro-brasileiras.
Na segunda metade do século XIX, começa a ser divulgado o espiritismo no Brasil, que hoje é o país com maior número de espíritas no mundo. Nas últimas décadas, as religiões protestantes têm crescido rapidamente em número de adeptos, alcançando atualmente uma parcela significativa da população. Do mesmo modo, aumenta o percentual daqueles que declaram não ter religião, grupo superado em número apenas pelos católicos nominais e evangélicos.
Muitos praticantes das religiões afro-brasileiros, assim como alguns simpatizantes do espiritismo, também se dominam ‘’católicos’’, e seguem alguns ritos da Igreja Católica. Esse tipo de tolerância com o sincretismo é um traço histórico peculiar da religiosidade no país.

A influência de Imigrantes na música brasileira 

A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e escravos.
Até o século XIX Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente europeia. O primeiro grande compositor brasileiro foi José Maurício Nunes Garcia, o autor de peças sacras com notável influência do classicismo vienense. A maior contribuição do elemento africano foi à diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas imposições cultura colonizadora.

A influência de Imigrantes no Folclore Brasileiro 

O folclore é uma das principais manifestações culturais brasileira, pode ser definido como conjunto de mitos e lendas criados por pessoas espalhadas por todo o Brasil sendo passada de geração em geração até os dias de hoje. Sendo uma as principais manifestações culturais o folclore representa uma identidade social em que através da cultura e atividades feitas em grupo se torna um bem mais precioso para o nosso país. Com misturas e contribuições de vários países, o folclore se torna rico e cada vez mais admirado e diversificado, contribuindo e muito não somente para enriquecer e divulgar as manifestações culturais, mas também é muito importante para a economia do país gerando muitos empregos. Falar de folclores nos remete aos contos como o do Boitatá Boto Cor-de-rosa, Curupira, Lobisomem, Mula –sem–Cabeça, Saci Pererê entre outros que são orgulho por serem principais manifestações culturais brasileiras.
O folclore brasileiro é um conjunto de mitos, lendas, usos e costumes transmitidos em geral oralmente através das gerações com a finalidade de ensinar algo, ou meramente nascidos da imaginação do povo. Por ser o Brasil um país de dimensões continentais, possui um folclore bastante rico e diversificado e suas histórias enaltecem o conhecimento popular e enaltecem o conhecimento popular e encantam os que as escutam.

Folclore e superstições alimentares 

A maioria das superstições brasileiras à mesa tem origem portuguesa. Algumas tribos indígenas evitavam apenas comer seus animais totem e os escravos tinham o costume de não deixar restos de comida no prato para que não pudessem ser utilizados por seus inimigos.
A base das restrições envolve a mistura de comidas e a ingestão de bebidas após certos alimentos. A salada de frutas, por exemplo, era mal vista a isso. Da mesma forma, a ingestão de cachaça após certos alimentos como leite, mangas, melancias, bananas e farinha, ou o leite com pinhas, banana-anã, jacas e principalmente, mangas. O leite, aliás, por ser visto como um alimento completo não necessitaria de outros e por isso a mistura faria mal à saúde. Outras restrições envolvem o comer em excesso que causaria doenças, como o consumo da cana-de-açúcar e de melancias ao sol e ainda outros alimentos teriam efeitos medicinais, como a cachaça que cortava os efeitos da gripe e dos resfriados e as frutas cítricas.
Algumas crenças envolviam o credo religioso católico, quando evitavam falar “nomes feios” à mesa, comer despido, ou de chapéu, por acreditar que fosse uma ofensa a Jesus, ao Anjo da Guarda ou a algum santo que estivesse presente durante as refeições. Ainda devido a religião era o tabu dos treze convivas à mesa, isso porque durante a utima ceia, havia treze pessoas à mesa.
A quando da utilização do fogão à lenha algumas superstições envolviam o acendimento e o apagamento da chama. Por exemplo, a utilização de papel para acender o fogo, fazia com que a comida ficasse sem sabor. Não se devia apagar o fogo com água, ou pisando-se sobre as brasas, nem acendê-lo pelo meio ou atiçá-lo com objetos metálicos. Jogava-se alho ao fogo para afugentar o diabo quando o fogo estivesse soltando faíscas.
Durante o preparo, há ainda a crendice da boa e da má mão. Ter boa mão é preparar a comida com qualidade, de forma rápida. Culpa-se a má mão quando não se acertam os temperos ou o preparo. Ainda outras crenças envolvendo o preparo incluem o mexer a comida em uma única direção e por uma única pessoa e a proibição de bater na borda da panela com a colher o que poderia ameaçar o preparo, “fazê-lo desandar”.

Bebidas

As bebidas alcoólicas indígenas e africanas não eram destiladas, apenas fermentadas. Havia por sua vez, três principais bebidas consumidas na África: o vinho da palma da palmeira do dendê; uma mistura de sementes, do sorgo e de milhetos amassados; e uma feita de milho. Com a criação da indústria do açúcar, os portugueses criaram também a indústria do álcool no Brasil.
No campo da escultura, igualmente o barroco foi o momento fundador, deixando uma imensa produção de trabalhos de talha dourada nas igrejas e estatuária sacra, cujo coroamento é o ciclo de esculturas das Estações da Via Sacra e dos 12 profetas no Santuária de Bom Jesus de Matosinhos, obra de Aleijadinho. Experimentando um período de retraimento na primeira metade do século XIX, a escultura nacional só voltaria a brilhar nas últimas décadas do século, em torno da Acadêmia Imperial de belas Artes e através da atuação de Rodolfo Bernardelli. Desde lá o gênero vem florescendo sem mais interrupções pela mão de mestres do quilate de Victor Brecheret, um dos precursores da arte moderna brasileira, e depois dele Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Franz Weissmann, Frans Krajcberg, Amilcar de Castro e uma série de outros, que têm levado a produção brasileira aos fóruns internacionais da arte.
Da metade do século XX em diante outras modalidades de artes visuais têm merecido a atenção dos artistas brasileiros, e nota-se um rápido e grande desenvolvimento na gravura, no desenho, na cerâmica artística, e nos processos mistos como instalações e performances, com resultados que se equiparam à melhor produção internacional.
Para beber água os indígenas dirigiam-se a fontes, riachos e poços e além de bebidas refrescantes feitas somando-se frutas, como o aluá e o açaí, faziam bebidas alcoólicas mascando mandioca, milho e batatas cozidas e deixando-os fermentar, após o quê a massa era fervida tarefa, entretanto, exclusiva das mulheres. As bebidas alcoólicas eram utilizadas em rituais para consumo em grupo. Cada cabana produzia a sua bebida e os indígenas iam de cabana em cabana bebendo em época de colheita. Também não costumavam beber enquanto comiam.
Entre o século XVII e o início do XVIII, a borra da cana recebia o nome de cagassa ou cachassa, nome de origem espanhola, país onde a borá do vinho recebia esse nome. Com a abundância dessa sobra do processo de produção do açúcar, os portugueses cogitaram destilá-la à imitação das técnicas de produção do rum e da tafia ou ratafia, bebida consumida na América Central. O nome se popularizou na segunda metade do século XVIII e já no século XIX havia inúmeros pequenos engenhos espalhados pelo país para a fabricação de paradura e aguardente.
As bebidas mais populares eram, por exemplo, a sangria, mistura de vinho com açúcar e água e os licores de técnica local ou importados da França e de Portugal e que só ganharam prestígio no Segundo reinado, quando eram servidos ao fim dos jantares da aristocracia. Outras bebidas foram introduzidas no país acompanhando os estrangeiros, com a abertura dos portos em1808. A cerveja tornou-se comum no século XIX, mas havia sido introduzida no país desde fins do século XVIII. Havia diversas cervejarias a princípio nas cidades litorâneas, mas depois nas maiores cidades e a Antártica e a Brahma foram fundadas em 1885 e 1885 respectivamente. Era consumida apenas em bares e botequins até a popularização da geladeira.
O café, cafezinho, demorou a se popularizar sendo consumido a princípio como remédio ou sedativo. Formou-se o hábito de ser servido para visitas, preparado na hora e também tomado em padarias e confeitarias. Atualmente, o Brasil produz uma grande variedade de vinhos brancos e tintos, além dos sucos de uva. Tem se tornado referência internacional na produção de espumantes. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) o país é o quinto maior produtor no hemisfério sul. Essa história iniciou em 1532 com a introdução das primeiras videiras e difundiu-se, mais tarde, com a chegada da emigração italiana. Os estados que se destacam na produção, comercialização e consumo da bebida são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e a região do Vale de São Francisco.

Artes visuais 

O Brasil tem uma grande herança no campo das artes visuais. Na pintura, desde o barraco se desenvolveu uma riquíssima tradição de decoração de igrejas que deixou exemplos na maior parte dos templos coloniais, com destaque para os localizados nos centros da Bahia, Pernambuco e sobretudo em Minas gerais, onde a atuação de Mestre Ataíde foi um dos marcos deste período. No século XIX, com a fundação da Escola de Belas Artes, criou-se um núcleo acadêmico de pintura que formaria gerações de notáveis artistas, que encontram até hoje entre os melhores da história do Brasil, como Victor Meirelles, Pedro Alexandrino, Pedro Américo, Rodolfo Amoedo e legião de outros. Com o advento do Modernismo no início do século XX, o Brasil acompanhou o movimento internacional de renovação das artes plásticas e criadores como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Guignard, Di Cavalcanti e Portinari determinaram os novos rumos da pintura nacional, que até os dias de hoje não cessou de se desenvolver e formar grandes mestres.

Literatura do Brasil 

A literatura brasileira, considerando seu desenvolvimento baseada na língua portuguesa, faz parte do espectro cultural lusófono, sendo um desdobramento da literatura em língua portuguesa. Faz parte também da Literatura latina-americana, a única em língua portuguesa. Ela surgiu a partir da atividade literária incentivada pelos jesuítas após o descobrimento do Brasil durante o século XVI. Bastante ligada, de princípio, à literatura metropolitana, ela foi ganhando independência com o tempo, iniciando o processo durante o século XIX com os movimentos romântico e realista e atingindo o ápice com a Semana de Arte Moderna em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo com as literaturas de outros países, formando-se, portanto, a partir do Modernismo e suas gerações as primeiras escolas de escritores verdadeiramente independentes. São dessa época grandes nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles.
A literatura produzida no Brasil tem papel de destaque na esfera cultural do país: todos os principais jornais do país dedicam grande parte de seus cadernos culturais à análise e crítica literária, assim como o ensino da disciplina é obrigatório no Ensino Médio.

Romantismo no Brasil

Neoclassicismo durou por um tempo anormalmente longo e acabou por sufocar a inovação e restringir a criação literária. Foi só em1836 que o romantismo começou ao influenciar a poesia brasileira em larga escala, principalmente por meio dos esforços do poeta expatriado Gonçalves de Magalhães. Vários jovens poetas, como Casimiro de Abreu, começaram a fazer experiências com o novo estilo logo depois. Este período produziu algumas das primeiras obras-primas da literatura brasileira.
As principais características da literatura do então recém-nascido país era o exagero, o nacionalismo, a celebração da natureza e a introdução inicial da linguagem coloquial. A literatura romântica logo se tornou muito popular. Romancistas como Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar publicaram suas obras em forma de série em jornais e se tornaram celebridades nacionais.
Por volta de 1850, uma transição começou centrada em torno de Álvares de Azevedo. O romance Noite na Taverna de Azevedo e sua poesia, recolhida postumamente em Lira dos Vinte Anos, tornaram-se influentes e o escritor foi largamente influenciado pela obra de Lord Byron. Esta segunda geração romântica era obcecada com a morbidade e a morte.
Ao mesmo tempo, poetas como Castro Alves, que escreveu sobre os horrores da escravidão (O Navio Negreiro), começaram a escrever obras com uma agenda social progressista específica. As duas tendências coincidiram em uma das realizações mais importantes da era romântica: o estabelecimento de uma identidade nacional brasileira a partir de ascendência indígena e da rica natureza do país. Estes traços apareceram pela primeira vez no poema épico I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, mas logo tornaram-se generalizados. A consolidação deste sub-gênero (indianismo) é encontrada em dois romances famosos de José de Alencar: O Guarani, sobre uma família de colonos portugueses que tomaram índios como servos, mas depois foram mortos por uma tribo inimiga, e Iracema, que conta a história de um náufrago português que vive entre os índios e se casa com uma linda mulher nativa. A obra Iracema é especialmente lírica, abrindo com cinco parágrafos de pura poesia em prosa de estilo livre descrevendo a personagem-título.

Belle Époque brasileira 

A Belle Époque Brasileira, também conhecida como Belle Époque Tropical ou Era Dourada, vertente tropical da Bella Époque Européia. Foi um período de mudança artístico, cultural e político do Brasil, que começou em fins do Império e prolongou até fins da república velha (1889-1931).
A Belle Époque, no Brasil, difere de outros países, seja pela duração do período, seja pelo avanço tecnológico, que se deu, principalmente, nas duas regiões mais prósperas do país na época: a região do ciclo da borracha (Amazonas, Rondônia e Pará) e a região cafeeira (São Paulo e Minas Gerais).

Etimologia do Brasil 

As raízes etimológicas do termo “Brasil” são de difícil reconstrução. O filólogo Adelino José da Silva Azevedo postulou que se trata de uma palavra de procedência celta (uma lenda que fala de uma “terra de delícias”, vista entre nuvens), mas advertiu também que as origens mais remotas do termo poderiam ser encontradas na língua dos antigos fenícios. Na época colonial, cronistas da importância de João de Barros, frei Vicente do Salvador e Pero de Magalhães Gândavo apresentaram explicações concordantes acerca da origem do nome “Brasil”. De acordo com eles, o nome “Brasil” é derivado dessa forma, bem antes de “pau-brasil”, desgnação dada a um tipo de madeira empregada na tinturaria de tecidos e também na construção do cérebre Cruzeiro da denominada por Pedro Álvares Cabral de “Terra do Santo – Cruzeiro de Brasil” armados nos altares nas duas missas celebradas na época da conquista portuguesa aos piratas, com apoio de nativos – amigos e de soldados e artilharias de terra e mar presentes na batalha, e em frota de treze navios fortalezas e consequente descoberta para o mundo civilizado conforme a verdadeira História do Descobrimento em livro de Armador (Capitão – mor ou Marechal de Armada) Pedro Álvares Cabral publicado em Editora da Biblioteca Real de Lisboa da Imprensa Régia, em 1501.
Na época dos descobrimentos, era comum aos exploradores guardar cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espelhar na Europa que haviam descoberto certa ‘’Ilha Brasil’’ (em vez de Terra – continental) no meio do oceano Atlântico, de onde extraíam o conhecido desde antiguidade o pau-brasil (madeira cor de brasa).
Antes de ficar com a designação atual. ‘’Brasil’’, as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Nova Lusitânia, Cabrália, etc. Sempre e com o fim estratégico – militar de Segurança de evitar-se a verdadeira dimensão – continental – de – Império, ‘’Brasil nasceu Imperial’’, Segundo Pedro Álvares Cabral em seu cérebre livro de 1501.
Em 1967, com a primeira constituição da ditadura militar, o Brasil passou a chamar-se República (Coisa Pública, no conceito grego de Platão, Sócrates e Aristóteles – Filósofos Políticos) Federativa do Brasil, nome que a Constituição Federal Brasileira de 1988 conserva até hoje. Antes, na época da monarquia constitucional, de acordo com a primeira constituição, a constituição imperial brasileira de 1824, baseada essa constituição nas chamadas ‘’Ordenações de Maria – Primeira, Imperadora’’, era Império do Brasil, e depois, com a proclamação da República Brasileira em 1889, o nome foi alterado para Estados Unidos do Brasil.
Os habitantes naturais do Brasil são denominados brasileiros, cujo gentílico é registrado em português a partir de 1706 que se refira inicialmente apenas aos que comercializavam pau-Brasil. Entretanto, foi apenas em 1824, na primeira constituição brasileira, que o gentílico ‘’brasileiro’’ passou legalmente designar as pessoas naturais do Brasil. Há ainda a possibilidade do uso de gentílicos como brasiliano, brasílico, Basílio e brasiliense (esse último também atribuído aos habitantes de Brasília) para designar os naturais do Brasil.

Pau-Brasil 

O nome proveniente de árvore Pau-Brasil, chamado assim por causa de sua cor vermelha, que lembrava brasas de fogo; A origem derivada já era defendida na época colonial, onde cronistas da importância de João de Barros, Frei Vicente do Salvador e Pedro de Magalhães Gandavo apresentam explicações concordantes acerca da origem do nome ‘’Brasil’’. De acordo com eles, o nome ‘’Brasil’’ deriva de ‘’pau-brasil’’, a designação de um tipo de madeira empregada na tinturaria de tecidos. Na época dos descobrimentos, era comum aos explorados guarda cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam descoberto certa ‘’ilha Brasil’’ no meio do Atlântico, de onde extraíam o pau-brasil. Essa teoria é oficial e ensinada nas escolas brasileiras e portuguesas.

Ilha Brasil 

O nome proveniente de uma ilha mítica chamada Brazil (com z). Essa lenda teria surgido entre os Celtas que diziam ser uma ilha no meio do oceano que pegava fogo constantemente. Por volta de 1339, muitos documentos da época mostram que já existia essa ilha no meio do Oceano Atlântico a oeste da ilha de Açores, porém a localização exata variava entre galegos e germânicos. O nome Brazil deu origem ao sobrenome de uma família da Idade Média e ainda hoje presente na Irlanda.

Brasile 

O nome proveniente da derivação de ‘’Balj ibn Bishr’’, primeiro chefe muçulmano a conquistar Andaluzia (na Espanha). Este famoso guerreiro teve seu nome pronunciado de diversas formas e, com o passar dos anos, seu nome ficou para a história como ‘’Brasile’’.

Brasileiro 

O gentílico ‘’brasileiro’’ surgiu no século XVI, referindo-se inicialmente apenas aos que comercializavam pau-brasil. Passou depois a ser usado informal e costumeiramente para identificar os nascidos na colônia e diferenciá-los dos vindos de Portugal; entretanto foi só em 1824, na primeira constituição brasileira, que o gentílico ‘’brasileiro’’ passou legalmente a designar as pessoas naturais do Brasil. Há ainda a possibilidade do uso do gentílico brasiliano para designar os naturais da os naturais da República Federativa do Brasil.

Outras Denominações 

Antes de ficar com a designação atual ‘’Brasil’’ as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Nova Lusitânia, Cabrália, etc.
Mesmo após a adoção do nome ‘’Brasil’’, a denominação oficial do Estado Brasileiro ainda mudou algumas vezes. Durante período do Brasil Colônia, ainda foram usados os nomes ‘’Principado do Brasil’’, ‘’Vice-reino do Brasil’’ e Reino do Brasil’’.
Como Estado soberano, em 7 de Setembro de 1822, o ‘’Reino Independente do Brasil’’ declara-se independente do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Contudo, já em 12 de Outubro do mesmo ano, o nome foi trocado para ‘’Império do Brasil’’. Assim o Brasil ficou até a proclamação da República, quando a designação oficial passou a ser ‘’República dos Estados Unidos do Brasil’’. E finalmente de 24 de janeiro de 1967, data na qual a Constituição Brasileira de 1967 foi votada, o atual nome ‘’República Federativa do Brasil’’ foi escolhido e perdura na atualidade.
Na Língua Guarani, uma língua oficial do Paraguai, o país é chamado de ‘’Pindorama’’. Este era o nome que os índios davam à região, significando ‘’terra de palmeiras’’.

História do Brasil 

Estima-se que os primeiros seres humanos tenham ocupando a região que compreende o território brasileiro atual há cerca de 60 mil anos. Quando encontrado pelos portugueses em 1500, estima-se que a costa oriental da América do Sul era habitada por cerca de dois milhões de nativos, do norte ao sul.
A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos tupi-guarani, macro-jê e aruaque. Os primeiros eram subdivididos em guaranis, tupiniquins e tupinambás, entre inúmeros outros. Os tupis se espelhavam do atual Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte de hoje, sendo ‘’a primeira raça indígena que teve contato com colonizador e decorrentemente a de maior presença, com influência no mameluco, no mestiço, no luso-brasileiro que nascia e no europeu que se fixava’’.
As fronteiras entre estes grupos e seus subgrupos, antes da chegada dos europeus, eram demarcadas pelas guerras entre os mesmos, oriundas das diferenças de cultura, língua e costumes. Guerras estas que também envolviam ações bélicas em larga escala, em terra e na água, com a antropofagia ritual sobre os prisioneiros de guerra.
Embora a hereditariedade tivesse algum peso, a liderança era um status mais conquistado ao longo do tempo, do que atribuído em cerimônias e convenções sucessórias. A escravidão entre os índios tinha um significado diferente da escravidão europeia, uma vez que se originava de uma organização socioeconômica diversa, na qual as assimetrias eram traduzidas em relações de parentesco.

Cultura e modernidade no Brasil hoje

O tema da modernidade é muito constante no Brasil e tem ocupado a intelectualidade em diferentes épocas. Trata-se de saber como estão os brasileiros em relação ao ‘’mundo adiantado’’: primeiro a Europa e, mais tarde, os Estados Unidos. No Brasil, a modernidade, frequentemente, é vista como algo que vem de fora e que deve ou ser admirado e adotado, ou, ao contrário, considerado com cautela tanto pelas elites como pelo povo. A importação se dá por meio dos intelectuais que vão ao centro buscar as ideias e modelos lá vigentes, aclimatando-se num novo solo, que é a sociedade brasileira. A modernidade também se confunde com a ideia de contemporaneidade, uma vez que aderir a tudo que está em voga nos lugares adiantados é, muitas vezes, entendido como moderno.
O pensamento da intelectualidade brasileira tem oscilado no que diz respeito a estas questões. Assim, em certos momentos, a cultura brasileira é profundamente desvalorizada pelas elites, tomando-se em seu lugar a cultura européia (ou mais recentemente a norte-americana) como modelo de modernidade a ser alcançada. Como reação, em outras épocas, nota-se que certas manifestações da cultura brasileira passam a ser profundamente valorizadas, exaltando-se símbolos como Macunaíma – o herói brasileiro sem nenhum caráter e preguiçoso de nascença, personagem do romance homônimo modernista (Mário de Andrade, 1993) – a figura do malandro, o carnaval, o samba, o futebol, etc. (Oliven, 1989).

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso, A cultura brasileira: uma rica mistura de várias culturas. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/02/a-cultura-brasileira-uma-rica-mistura.html

Referências e Bibliografia
1* Protas e Umberto Almeida Camargo, José Fernando da Silva e Umberto Almeida (2011). Vitivinicultura brasileira : panorama setorial de 2010 1a. ed. (Brasília e Bento Gonçalves: SEBRAE e IBRAVIN : Embrapa Uva e Vinho). p. 109.
2* COSTA NETO, Eraldo Medeiros. Antropoentomofagia: sobre o consumo de insetos. P. 17-37. In: COSTA NETO, Eraldo Medeiros. Antropoentomofagia: Insetos na alimentação humana. Feira de Santana. UEFS Editora. 2011, 255 p.
3* CLAVERY, Luiz Felipe; A verdadeira Cultura Brasileira: História e Fantasia; Rio de Janeiro: Editora Alves e Letras, 2008, ISNB.
4* CAMPOS SALLES, Manuel Ferraz de, Da Propaganda à Presidência, Editora UNB, 1983.
5* VISCONTI, Tobias Stourdzé et allii. Eliseu Visconti - A arte em movimento. Rio de Janeiro: Holos Consultores Associados, 2012.
6* "Histoire d'un voyage faict en la terre du Brési" (História de uma viagem feita na terra do Brasil), primeira edição (1578), Nova edição de Frank Lestrignant,Presses du Languedoc/Max Chaleil Editeur,1992, ISBN 2-84062-002-2
7* "Constituição brasileira de 1891". Presidência da República. Consultado em 10 de maio de 2010.
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