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A Grande Muralha da China um patrimônio ameaçado

A Grande Muralha da China resistiu durante 2.000 anos ao assédio dos guerreiros nômades, mas parece incapaz de
Grande Muralha da China
sobreviver ao assédio dos bárbaros modernos. O clima de vale-tudo que dá o tom do acelerado crescimento econômico do país e o desinteresse das autoridades chinesas pela preservação do patrimônio histórico contribuem para acelerar a destruição da fortificação, considerada a maior obra já feita pelo homem. Dois terços da construção já viraram ruína. Uma parte considerável foi tragada pela areia do Deserto de Góbi. Outra foi depredada por camponeses, que usam as pedras cortadas há 1.000 anos como material de construção. A situação é igualmente preocupante nos trechos mais conservados, situados em cidades próximas e Pequim. Eles foram transformados em atração turística e são administrados como se fossem um parque de diversões. Em Badaling, a Muralha divide a paisagem com um shopping de bugigangas e uma antena de recepção de celulares. Em Mutianyu, é possível subir ao ponto mais alto da construção a bordo de um teleférico e desce num tobogã. Em Huanghuancheg, uma torre de 500 anos abriga uma lanchonete. Pichações e lixo estão em toda a parte.
A degradação é tão evidente que chamou a atenção de preservacionistas estrangeiros. O inglês William Lindesay, autor de vários livros sobre a fortificação, criou uma fundação em Pequim dedicada a buscar apoio no Ocidente para sua preservação.
No ano de 2003, a Grande Muralha entrou na lista de 100 monumentos mais ameaçados do mundo, preparada por uma ONG nova-iorquina.
Sua construção teve início em 221 a. C., por ordem do primeiro imperador da China, Qin Shi Huangdi, para conter os invasores do norte, militarmente mais fortes.
Por volta do século XVI a muralha deixou de servir como barreira e foi abandonada pelos novos líderes. Coube Deng Xiaoping no século XX, recupera a muralha como símbolo nacional e estimular uma campanha de restauração, nos anos 80. Os resultados não poderiam ter sido piores. Em Jiayuguan, no extremo oeste, um trecho feito originalmente de argamassa e pedra recebeu um reforço de cimento – e o peso do novo material ajudou a ruir o que restava de uma torre de 630 anos. A decisão de transformar a muralha numa atração turística, sem respeita normas mínimas para protegê-la, ajudou a deteriorar os trechos mais conservados. Os preservacionistas lutam agora para que trechos selvagens do interior permaneçam inacessíveis. É uma forma de impedir que o que restou da Grande Muralha siga o exemplo de outro símbolo chinês ameaçado de extinção, o panda, e desapareça de vez.
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