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O capitalismo industrial

A segunda fase do capitalismo industrial

A segunda fase do capitalismo industrialA segunda fase do capitalismo foi marcada principalmente pelos fatos que, em conjunto, ficaram conhecidos como Revolução Industrial. Um de seus aspectos mais importantes foi o aumento da capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização de máquinas movidas pela queima de carvão mineral, o que tornou possível o aumento da produção de diversos bens, multiplicando os lucros de muitos países. Houve também uma crescente aceleração da circulação de pessoas, de fatores de produção e de mercadorias. Isso foi possível com expansão das redes de transporte terrestre – com o trem a vapor – e marítimo – com o barco a vapor.

Lucro

O comércio não era mais a essência do sistema. Nessa nova fase, o lucro provinha basicamente da produção de mercadorias. Mas de que modo se lucrava com a produção em série de tecidos, máquinas, ferramentas e armas? Ou como os rápidos avanços nos transportes, graças ao surgimento dos trens e barcos a vapor?
Foi Karl Marx (1818-1883), um dos mais influentes pensadores do século XIX, que desvendou o mecanismo da exploração capitalista, definido o conceito de mais-valia. A toda jornada de trabalho corresponde uma remuneração, que permitirá a subsistência do trabalhador. No entanto, o trabalhador produz um valor a mais do que recebe na forma de salário, e a quantidade de trabalho não-pago permanece em poder dos proprietários das fábricas, lojas, fazendas, minas e outros empreendimentos. Dessa forma, em todo produto ou serviço vendido está embutido esse valor, que, entretanto, não é transferido a quem o produziu, permitindo o acúmulo de lucro pelos capitalistas.

Regime assalariado

O regime assalariado é, portanto, a relação de trabalho mais adequada ao capitalismo. É uma relação tipicamente capitalista, pois se disseminou à medida que o capital se acumulava em grande escala, provocando uma crescente necessidade de expansão dos mercados consumidores. O trabalhador, assalariado, além de apresentar maior produtividade que o escravo, tem renda disponível para o consumo. Por isso a escravidão, relação típica da fase comercial do capitalismo – o escravo, mais que produtor, era mercadoria -, entrou em decadência, e o trabalho passou a predominar.
com o aumento da produção industrial, a partir de meados do século XIX, as fábricas passaram a necessitar de matérias-primas, de energia, de mão-de-obra e de mercados para seus produtos. A industrialização não mais se restringia ao Reino Unido, mas expandira para outros países europeus, como a Bélgica, a França, a Alemanha, a Itália, e até para fora da Europa, alcançando os Estados Unidos e, de forma incipiente, o Japão e o Canadá.
Ao contrário do período mercantilista, nessa nova etapa do capitalismo o Estado não mais intervinha na economia, que passou a funcionar segundo a lógica do mercado, guiado pela livre concorrência. Consolidava por dois economistas britânicos: Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823). Adam Smith defendia o indivíduo contra o poder do Estado e acreditava que cada um, ao buscar seu próprio interesse econômico, contribuiria para o interesse coletivo de modo mais eficiente. Por isso era contrário à intervenção do Estado na economia e defendia a `` mão invisível ´´ do mercado, ideia que foi expressa pelas palavras francesas laissez- faire, laissez-passer (`` deixai fazer, deixai passar ´´ - ou seja, a eliminação das interferências do Estado em assuntos econômicos).
Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam rapidamente; aprofundava-se a divisão de trabalho e crescia a fabricação em série. Nessa época, final do século XIX, estava ocorrendo o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial, quando o capitalismo entrou em sua fase financeira e monopolista, marcada pela origem de muitas das atuais grandes corporações e pela expansão imperialista.


Assista ao vídeo logo abaixo e conheça as:

Três fases do capitalismo industrial

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