Pesquisar este blog

Breaking News
recent

A cultura harapense

Por volta de 2500 a. C., quando os europeus ainda viviam em pequenas aldeias, na Índia já existiam imensas cidades, como Harapa e Mohenjo-Daro. Elas se localizavam no Vale do Rio Indo, onde hoje está o Paquistão. A população dessas cidades podia usufruir de sistemas eficientes de fornecimento de água e de coleta de esgotos. Acredita-se que seus moradores tinham relações comercias com as cidades da Mesopotâmia e estenderam seus domínios para outras regiões da Índia.
Embora não tenham sido encontradas até agora evidências de grandes templos ou palácios, escavações arqueólogas têm encontrado vestígios de grandes populações de artesões que estocavam suas mercadorias em armazéns públicos e as identificavam com sinetes (selos de argila).
Por quase sete séculos a cidade de Harapa foi o maior e mais poderoso centro econômico e político do Vale do Indo. Entre 40 mil e 80 mil pessoas podem ter vivido na cidade. Essa cidade era circulada por grandes muralhas e tinha grandes avenidas separando os seus vários bairros.
História da cultura harapense

A atividade agrícola 

A agricultura constituía a base econômica da civilização harapense. Os camponeses cultivavam trigo, cevada, ervilha, melão, damasco, gergelim e outros produtos. Os habitantes do Vale do Indo foram os primeiros cultivadores do algodão, cujas fibras eram usadas para produzir tecidos. As boas colheitas também resultavam da construção de reservatórios de água e canais de irrigação.

A produção artesanal 

Os harapenses desenvolveram um artesanato bastante variado, voltado tanto para o uso doméstico como para a troca.
Instrumentos e armas: martelos, facas, machados, brocas, espadas e flechas, feitos de pedra, osso, madeira, bronze e cobre.
Utensílios domésticos: panelas, travessas, jarras, potes e copos. Esses objetos eram feitos de argila e podiam servir tanto para o uso diário como para fins decorativos.
Jóias: braceletes, pentes e agulhas de ouro, objetos preferidos pelas mulheres, além de ornamentos feitos com fiança, jade, turquesa e outras pedras semipreciosas.
Acredita-se que as joias harapenses tenham sido exportadas para o Oriente Médio. Nas terras próximas ao Golfo de Omã, por exemplo, foram encontradas numerosas pérolas e armas de bronze típicas da civilização harapense, além de peças de cerâmica características daquela cultura. Nas terras próximas ao Golfo de Omã, por exemplo, foram encontradas numerosas pérolas e armas de bronze típicas da civilização harapense, além de peças de cerâmicas características.

A vida religiosa 

O pouco que se sabe das crenças harapense baseia-se no estudo de sinetes encontrados por arqueólogos nas ruínas de Harapa e Mohenjo-Daro. Os sinetes eram selos de pedra entalhada usada pelos mercadores para marcar suas propriedades. Neles havia figuras de plantas, animais e seres humanos. Essas figuras levaram os estudiosos algumas conclusões.
Os harapenses adoravam a deusa-mão, representada com seios grandes, quadris largos e cabelos cuidadosamente penteados. Com o tempo, eles passaram a adorar outras entidades, como o unicórnio e o Minotauro.
Acredita-se que a principal divindade harapense tenha sido uma figura masculina com chifres e múltiplas faces, que aparece nos sinetes rodeada de animais. Às vezes, a entidade está sentada em um banco; em outras ela se coloca na posição tradicional da ioga.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso - A cultura harapense. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/03/a-cultura-harapense.html

Referências
1* Cunningham, Alexander. Archaeological Survey of India, Report for the Year 1872-73 (1875).
2* Harappa Ancestry Project (http://www.harappadna.org/)
3* Ancient Indus Valley Civilization Slideshows (https://www.harappa.com/slideshows)
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.