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Capitalismo financeiro

O capitalismo financeiro é também chamado de capitalismo monopolista, pois se traduz na fusão entre capital industrial e capital bancário.
Capitalismo financeiro mundial

Crescimento da economia capitalista no século XIX

Uma das consequências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista no final do século XIX foi o marcante processo de concentração e centralização de capitais. Empresas foram criadas e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais etc. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram na formação de monopólios ou oligopólios em muitos setores da economia. É bom lembrar que, por ser intrínseco à economia capitalista, esse processo continua acontecendo. Também é importante destacar que grandes corporações da atualidade foram fundadas nessa época.
Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo. Pela primeira vez, tendo como pioneiros os Estados Unidos, a ciência era apropriada pelo capital, ou seja, estava a serviço da produção, não mais como na Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, quando os avanços tecnológicos eram resultantes de pesquisas espontâneas e autônomas. Passou a haver um esforço das grandes empresas, como as destacadas acima, e dos Estados para a pesquisa científica visando desenvolver novas técnicas de produção. O resultado desse esforço conjunto foram os primeiros laboratórios de pesquisa das atuais grandes corporações multinacionais. (Empregaremos o termo multinacional, embora seja frequente encontramos a expressão transnacional.)
A siderurgia significativamente, assim como a indústria mecânica, graças ao aperfeiçoamento da fabricação do aço. Na indústria química, com a descoberta de novos elementos e materiais, ampliaram-se as possibilidades para novos setores, como o petroquímico. A descoberta da eletricidade beneficiou as indústrias e a sociedade, pois proporcionou melhora na qualidade de vida. O desenvolvimento do motor a combustão interna e a consequente utilização de combustíveis derivados de petróleo abriram novos horizontes para as indústrias automobilísticas e aeronáuticas, possibilitando sua expansão e a dinamização dos transportes.
Com o crescente aumento da produção e a industrialização expandindo-se para outros países, acirrou-se a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de garantir novos mercados consumidores, novas fontes de matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi nesse contexto do capitalismo que ocorreu a expansão imperialista européia na África e na Ásia. Na Conferência de Berlim (1884-1885) as potências da Europa retalharam o continente africano, partilhando-o entre elas.
Divisão internacional do trabalho
A partilha imperialista estabelecida pelas potências industriais consolidou a divisão internacional do trabalho, pela qual as colônias se especializaram em fornecer matérias-primas baratas para os países que então se industrializavam. Essa divisão, inicialmente delineada no capitalismo comercial, consolidou-se na fase do capitalismo industrial. Estruturou-se nas colônias uma economia complementar e subordinada à da potências imperialistas.
O imperialismo americano sobre a América no século XIX
No final do século XIX também surgia uma potência industrial fora Europa: os Estados Unidos da América. O imperialismo americano sobre a América Latina foi um pouco diferente do europeu sobre a Ásia e a África. Enquanto as colônias desses continentes eram, na prática, uma continuidade dos territórios das potências européias, havendo sobre eles um controle político e militar direto, os norte-americanos exercia um controle indireto, patrocinando golpes de Estado e apoiando a ascensão de ditadores locais favoráveis aos Estados Unidos. As intervenções militares eram localizadas e temporárias, como o controle exercido sobre Cuba de 1899 a 1920.
A partir de então torna-se cada vez mais difícil distinguir o capital industrial (também o agrícola, comercial e de serviços) do capital bancário. Uma melhor denominação passa ser, então, capital financeiro. Os bancos assumem um papel mais importante como financiadores da produção. Afinal, bancos incorporam indústrias, que, por sua vez, incorporam ou criam bancos para lhes dar suporte financeiro.
Ao mesmo tempo vai se consolidando, particularmente nos Estados Unidos, um vigoroso mercado de capitais. As empresas vão deixando de ser familiares e se transformam em sociedades anônimas de capital aberto, ou seja, em empresas que negociam suas ações em bolsas de valores. Isso milhares de acionistas. Em geral, essa grandes empresas têm um acionista majoritário, que pode ser uma pessoa, uma família, uma função, um banco ou uma holding, ao passo que o restante (muita vezes milhões de ações) está nas mãos de pequenos investidores. No Brasil, uma empresa de capital aberto leva sua razão social S.A., de Sociedade Anônima.
O liberalismo permanece apenas como ideologia capitalista, pois o mercado passa a ser dominado por grandes corporações em substituição à livre concorrência e ao livre mercado, característicos da fase industrial, na qual predominavam empresas menores. O Estado, por sua vez, intervém na economia, sobretudo como agente planejado, coordenador, produtor ou empresário. Essa atuação intensificou-se após a crise de 1929, que, como mostra o gráfico, provocou acentuada que da produção industrial e do comércio no mundo e aumento do desemprego.
Em 1933, foi posto em prática, pelo então presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, um plano de combate à crise. Chamado New Deal (´´ou`` novo acordo´´, em inglês), foi um plano clássico exemplo do intervenção do Estado na economia. Baseado em um audacioso plano de construção de obras públicas e de estímulos a produção, visando reduzir o desemprego, o New Deal foi fundamental para a recuperação da economia norte-americana e, posteriormente, do restante do mundo. Essa política de intervenção estatal numa economia em que predominava o oligopólio ficou conhecida com keynesianismo, por ter sido o economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946) seu principal teórico e defensor.

Períodos do capitalismo em que os Trustes passam a predominar

Nesse momento do capitalismo, em cada setor da economia – petrolífero, elétrico, siderúrgico, têxtil, naval, ferroviário etc. – passam a predominar alguns grandes grupos. São os trustes, que controlas as etapas da produção, desde a retirada da matéria-prima da natureza e a transformação em produtos até a distribuição das mercadorias. Quando os trustes, ou empresas de menor porte, fazem acordo entre si estabelecendo um preço comum, dividindo os mercados potenciais e, portanto, inviabilizando a livre concorrendo num determinado setor da economia, criam um cartel.
Diferentemente do que aconteceu no truste, no cartel não há a perda de autonomia das empresas envolvidas. O truste é resultado de processos tipicamente capitalistas (concentração e centralização de capitais), que levam a fusões e incorporações de empresas de uma cadeia produtiva em determinado setor de atividade. Já o cartel é consequência de acordos entre grandes empresas com o intuito de compartilhar determinados mercados ou setores da economia.
Muitos trustes, constituídos no final do século XIX, e início do século XX, transformaram-se em conglomerados. Resultantes de um amplo processo de concentração e centralização de capitais, de uma crescente ampliação e diversificação dos negócios, com o intuito de dominar a oferta de determinados produtos ou serviços no mercado, os conglomerados, também chamados grupos ou corporações, são o exemplo mais bem acabado de empresas do capitalismo monopolista. Controlados por um holding, eles atuam em diferentes setores da economia. O objetivo básico é a manutenção da estabilidade do grupo, garantido uma lucratividade média, já que há rentabilidades diferentes em cada setor.
Os maiores conglomerados são norte-americanos e japoneses. Por exemplo, a General Electric, uma das maiores e amis internacionalizadas empresas do mundo, atua em diversos setores a fabrica uma grande variedade de produtos: lâmpadas, fogões, geladeira, equipamentos médicos, motores de avião, turbinas para hidrelétricas etc. Há vários exemplos de conglomerados que atuam em diversos setores e têm interesses globais: General Motors (Estados Unidos), Sony (Japão), Fiat (Itália), Nestlé (Suíça), Unilever (Reino Unidos/Países Baixos), Hyundai Motor (Coréia do Sul) etc.
No Brasil também há conglomerados importantes como a Petrobras, a Companhia Vale do Rio Doce, a Votorantim, a Ambev, a Gerdau etc. Embora muitos grupos nacionais, como os citados, já tenham iniciado um processo de internacionalização, sobretudo na América Latina, ainda não se encontram no estágio de mundialização das corporações estrangeiras mencionadas.
O desfecho da Segunda Guerra agravou o processo de decadência das antigas potências europeias, que já vinha ocorrendo desde o final da Primeira Guerra. Aos poucos, elas foram perdendo os seus domínios coloniais na Ásia e na África, com a destruição provocada pela guerra, houve o deslocamento do centro de poder mundial com a emergência de duas superpotência: os Estados Unidos e a União soviética.
Do ponto de vista econômico, e período pós-segunda Guerra foi marcada por acentuada mundialização da economia capitalista, sob o comando dos grandes conglomerados, agora chamados multinacionais. Foi a época de gestação das profundas transformações econômicas pelas quais o mundo iria passar, sobretudo a partir do final dos anos 1970, com a Terceira Revolução Industrial e o processo de globalização da economia.
Empresas de sucesso

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