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História dos Fenícios

História dos Fenícios - Resumo: um povo de navegantes - Além de serem excelentes navegadores e comerciantes, os fenícios nos deixaram por herança o alfabeto.

O território e cultura da civilização fenícia 

O território da civilização fenícia
A cultura fenícia começou a desenvolver-se por volta do século XIV a.C. Os fenícios ocupavam uma estreita faixa de terra situada entre o litoral do Mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano. Uma parte do território era muito fértil, onde a população explorava a agricultura de trigo e oliveiras, para produção de azeite de oliva, azeitonas, e o corte de madeiras nobres, como o cedro; a outra parte do território era muito quente e árida, com secas praticamente o ano inteiro.
As altas montanhas impediam os fenícios de adentrar pelo continente e, por essa razão, eles voltaram seus esforços para o mar. O cedro das florestas possibilitou o desenvolvimento de estaleiros para a construção de embarcações.

As cidades-Estado fenícias 

Com as áreas férteis e que permitiam a ocupação humana eram muito estreias e isoladas por montanhas, as cidades fenícias se desenvolveram de modo independente uma das outras, ao longo da costa ou em ilhas do Mar Mediterrâneo. As principais foram as cidades portuárias de Biblos, Sídon e Tiro.
O isolamento geográfico contribuiu para que os fenícios não formassem um Estado unificado. Por isso não existiu um reino unificado nem um império chamado Fenícia, mas um grupo de cidades-estados independentes que rivalizavam entre si e lutavam contra vizinhos poderosos, como os hititas, os egípcios, os assírios e os babilônicos. Cada cidade-estado tinha seu próprio rei, que era auxiliado por uma assembleia composta, em geral, pelos ricos comerciantes ou construtores de navios.
A influência dos fenícios pode ser percebida ainda hoje, tanto por suas contribuições culturais como pelas ruínas de suas cidades na costa do Mar Mediterrâneo, visitadas por milhares de turistas.

Fenícios: grandes artesãos e comerciantes 

Os fenícios foram artesãos: produziam tecidos, joias, perfumes, vidros, cerâmica e decorada, armas, objetos de marfim.
Antes de se lançarem ao mar, o comércio era feito em caravanas através do Deserto da Arábia. Compravam lã na Mesopotâmia, linho, marfim e pedras preciosas no Egito.
Depois, eles desenvolveram conhecimentos relacionados à navegação, conquistando os mares e tornando-se os grandes navegantes do mundo antigo. Os fenícios eram tímidos pelos gregos por suas atividades de piratas. Na Antiguidade era comum os marinheiros das embarcações mercantes atacarem outros navios para roubarem suas mercadorias ou para capturarem seus tripulantes para vendê-los como escravos.
A navegação avançada permitiu aos fenícios cruzar o Mar Mediterrâneo e chegar ao Oceano Atlântico, onde eles fundaram colônias, chamadas empórios, na costa da África e na Espanha, voltadas para o comércio e troca de mercadorias. Nestes locais, eles adquiriam ouro, prata, estanho, cereais e também escravos.

O alfabeto fenício

O alfabeto fenício começou a ser difundido a partir do ano 1000 a.C
O comércio possibilitou aos fenícios entrar em contato com povos do Oriente e do Ocidente. Essa capacidade de adaptar experiências de outros povos para criar expressões próprias permitiu-lhes superar a escrita cuneiforme dos sumérios e os hieróglifos dos egípcios e criar um alfabeto de apenas 22 letras. Cada caractere representava o som de uma consoante.
O alfabeto fenício começou a ser difundido a partir do ano 1000 a.C. e foi o precursor dos sistemas alfabéticos modernos. Ele foi adaptado pelos gregos, que acrescentaram as vogais.

A religião dos fenícios 

Apesar de estarem ligados ao mar, a agricultura e o pastoreio foram a base da alimentação dos fenícios. Talvez isso explique a razão de suas divindades religiosas estarem associadas às forças da natureza, aos astros e à fertilidade.
A religião fenícia sofreu muita influência dos mitos caldeus e egípcios. Os deuses fenícios são chamados Baal e Baalat, “senhor”, porque era proibido pronunciar seus verdadeiros nomes. O culto aos deuses era feito com oferendas de vegetais e animais, e, ocasionalmente, com sacrifícios humanos, inclusive de crianças.

A Fenícia e os impérios 

A Fenícia se localizava em uma região de passagem entre os povos da Ásia e o Egito. Por essa razão, todos os grandes impérios da Antiguidade, formados nas proximidades do Mar Mediterrâneo, apoderaram-se do território. É o caso dos impérios egípcio, assírio, caldeu, macedônico e romano. O resultado disso foi que os fenícios receberam diversas influências culturais, que depois eles se encarregaram de adaptar e difundir pela região do Mediterrâneo.

Influência fenícia na região do Mediterrâneo 

A cultura fenícia teve um grande impacto sobre as culturas da bacia do Mediterrâneo no início da Idade do Ferro, que por sua vez também os influenciaram enormemente. Na Fenícia, por exemplo, a divisão tripartida entre Baal, mot e Yam parece ter sido influenciada pela divisão que havia na mitologia grega entre Zeus, Hades e Posidon. Os templos fenícios dedicados a Melcarte nos diversos portos mediterrâneos passaram a ser conhecidos, durante o período clássico da história grega, como sagrados para Héracles. Histórias como o Rapto de Europa e a chegada de Cadmo também apresentam influências fenícias.
A recuperação da economia mediterrânea, após o colapso ocorrido no fim da Idade de Bronze, parece ser em grande parte obra dos comerciantes e príncipes-mercadores fenícios, que restabeleceram o comércio de longa distância, como o existente entre o Egito e a Mesopotâmia, durante o século X a.C. A revolução jônia foi, pelo menos na história lendária, liderada por filósofos como Tales de Mileto e Pitágoras, ambos filhos de pais fenícios. Motivo fenícios também estão presentes no período orientalizante da arte grega, e desempenharam um papel formativo na civilização, na região da toscana, da península Itálica.
Existem diversos países e cidades no mundo cujos nomes são derivados da língua fenícia, como Altiburius, cidade da Argélia, a sudoeste de Cartago, que vem do fenício “Iltabrush”, Bosa, na Sardenha, do fenício “Bis’en”; Cádis, na Espanha, do fenício “Gadir”; Dhali (Idalion), no centro da ilha de Chipre, do fenício “Idyal”; Érice (Erice), na Sicília, do fenício “Eryx”; Malta, ilha no Mediterrâneo, do fenício “Malat” (‘refúgio’); Marion, cidade no Chipre ocidental, do fenício “ Aymar”; Oed Dekri, na Argélia, do fenício “Idiqra”, e Espanha, do fenício “I-Shaphan” (‘Terra dos Híraces’), latinizado posteriormente como Hispania (“Hispânia”).

O fenício Hirão na Bíblia

O fenício Hirão, na Bíblia, foi associado com a construção do Templo de Salomão:
II Crônicas 2:14 – Filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmezim, e é hábil para toda a obra do buril, e para toda a espécie de invenções, qualquer coisa que se lhe propuser...
Hirão seria Hiram Abiff, arquiteto do templo segundo a crença maçônica; ambos teriam sido muito famosos por sua tinta púrpura.
Posteriormente, profeta Elias execrou Jezebel, princesa de Tiro que se tornou consorte do rei Acabe e introduziu o culto de seus deuses, entre eles baal.
Muito depois da cultura fenícia ter florescido, ou mesmo da existência da Fenícia como entidade política, os canaanitas helenizados naturais da região ainda eram conhecidos como “siro-fenícios”, como no Evangelho de Marcos, 7:26 “E esta mulher era grega, sirofenício de nação...”
O termo Bíblia, que vem do grego antigo “biblion”,”livro”, deu origem ao nome da cidade fenícia helenizada de Biblos, que até então era chamada de Gebal. Os gregos deram-lhe este nome porque era de lá que vinha o papiro egípcio que era importado pelas cidades da Grécia. A Biblos atual é conhecida em árabe como Jbeil (Gubayl), que vem de Gebal.

Ligações Fenícia com a mitologia grega 

Cadmo: Tanto na mitologia fenícia quanto na grega Cadmo é um príncipe fenício, filho de Agenor, rei de Tiro. Heródoto atribui a Cadmo o mérito de levar o alfabeto fenício à Grécia, aproximadamente seiscentos anos antes da época em que o próprio Heródoto viveu, ou seja, por volta de 1000 a.C.
“Os fenícios que haviam acompanhado Cadmo e no número dos quais figuravam os gefireus, introduziram na Grécia, durante sua permanência nesse país, vários conhecimentos, entre eles os alfabetos que eram, na minha opinião, até então desconhecidos no país. A princípio, os gregos fizeram uso dos caracteres fenícios, mas com o correr do tempo. As letras foram-se modificando com a língua e tomaram outra forma.

Deuses fenícios do mar 

Devido ao grande números de divindades que seguem o modelo de “Senhor dos Mares” nas mitologia clássicas, é difícil atribuir um nome específico à divindade marinha da religião fenícia. Esta figura “Posídon-Netuno” é mencionada por autores e em diversas inscrições como muito importante para mercadores e marinheiros, porém o seu nome específico ainda está por ser descoberto. Existem, no entanto, nomes específicos usados para cada cidade-Estado, separadamente, a suas divindades marinhas locais. O deus dos mares de Ugarit, por exemplo, era Yamm. Yamm e Baal, o deus das tempestades da mitologia ugarítica, frequentemente associado a Zeus, se enfrentam numa batalha épica pelo domínio do universo. Como Yamm é um deus dos mares, ele representa o vasto caos. Baal, por outro lado, representa a ordem. Na mitologia ugarítica, Baal derrota Yamm; em algumas versões do mito, ele o mata com uma clava feita especialmente para ele, e, em outras, a deusa astarte (Athtart) salva Yamm e lhe ordena que fique em seus próprios domínios, já que fora derrotado. Yamm é o irmão do deus da morte, Mot.
Alguns estudiosos identificaram Yamm com Posídon, embora ele também tenha sido identificado com Ponto.

Os fenícios no Brasil

A teoria da presença de fenícios no Brasil é uma teoria levantada por vários autores que sugere que o Brasil teria sido visitado por navegadores fenícios na Antiguidade, baseando-se em registros sob a forma em inscrições e de artefatos. Em complemento a estes testemunhos matérias, são apontados também semelhanças entre, a semelhança de tradições indígenas brasileiras, como por exemplo a mitologia tupi-guarani, as antigas tradições mediterrâneas. Alguns dos principais proponentes desta teoria são Ludwig Schwennhagen e Bernardo de Azevedo da Silva Ramos.
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