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A Índia do período védico

A civilização floresceu na região do subcontinente indiano e tinha como base de sua cultura tanto material quanto espiritualmente, os princípios que hoje podemos encontrar nos textos védicos.
No período védico, organizou-se o bramanismo, religião predominante na Índia até os dias de hoje.

Inicio

Período védico
Por volta de 2000 a. C., a civilização do Valer do Indo começou a mostrar sinais de desagregação. Por volta de 1900 a. C., um importante rio da região, o Ghaggar-Hakra, sofreu um desvio de curso e secou, afetando a subsistência das comunidades de vários territórios. Teria ocorrido, então, uma migração em massa dessas populações para cidades como Harapa e Mohenjo-Daro, que passaram a enfrentar problemas de super-população e distúrbios sociais. As ruínas descobertas revelam que as elites locais perderam o controle da ordem pública, o que levou à decadência dessas cidades.
O empobrecimento das cidades do Vale do Indo coincidiu com a chegada dos arianos ou árias, povos nômades e guerreiros originários da Europa Oriental. Os arianos entraram na Índia e se instalaram no Vale do Rio Ganges, onde fundaram uma nova civilização. Não se tratou de uma conquista militar, mas sim da migração de povos que viviam nas proximidades do Mar Cáspio.

História

Os arianos e os Vedas - A principal fonte para o estudo da história da Índia do período ariano são livros chamados Vedas (palavra do sânscrito que significa livros do conhecimento). Trata-se de um conjunto de hinos religioso, preces, fórmulas mágicas e comentários sobre a natureza humana e o universo, transmitidos oralmente ao longo das gerações.
O mais antigo desses livros é o Rigveda, composto entre 1500 e 900 a. C. e constituído de mais de mil hinos. Eles trazem muitas informações sobre como era a sociedade e as cerimônias religiosas na Índia ariana.
A importância dos Vedas para o estudo histórico do período é tão grande que aquela época ficou conhecida como período védico.

A sociedade de castas 

Os arianos sentiam-se superiores aos nativos. Esse preconceito foi dos fatores que deram origem à sociedade de castas, ou seja, a divisão da sociedade indiana em grupos rigidamente demarcados. As principais castas eram as seguintes.
Brâmanes: Eram os sacerdotes, que compunham a casta dominante. Controlavam os rituais e interpretavam os Vedas para estabelecer as leis, além de ocupar altos cargos no Estado.
Xátrias: Formada pelos nobres guerreiros. Junto com os brâmanes, constituíam a casta dominante.
Vaixás: Eram os comerciantes, artesões e agricultores. Embora pudessem até ser muito ricos, eram obrigados a contribuir com impostos e a servir na guerra.
Sudras: Casta constituída pelos escravos. Em geral, os sudras descendiam dos antigos habitantes da Índia.
Além desses grupos, existiam os chamados intocáveis, pessoas totalmente excluídas de direitos e consideradas impuras por terem desobedecido às leis religiosas.

A evolução religiosa 

A antiga religião ariana estava fortemente relacionada às forças da natureza, como os eventos, o fogo e as tempestades. Acreditava-se que os deuses eram como os humanos, que se alegram diante de presentes e se entristecem diante do desprezo. Por isso ao solicitar um favor a eles, como uma boa colheita ou a cura de uma doença, os árias costumavam fazer sacrifícios para recompensar os feitos divinos. O sacrifício podia ser a oferta de ouro e bebidas ou, mais comumente, a imolação de animais.
Por volta do século VII a.C., mudanças importantes passaram a ocorrer na religião ariana. Apesar de as divindades védicas terem sido mantidas, introduziu-se a idéia de um deus total (Brahma), que abrangeria todo o universo. Outra mudança foi o surgimento de uma teoria para justificar o sistema de castas. Na explicação dos religiosos, a alma humana passava por várias vidas e encarnações até libertar-se do sofrimento e atingir o morsha, o estágio da libertação final.

O carma e a filosofia hindu

A crença na reencarnação continha a idéia do carma, ou seja, de que o universo seria regido por uma lei imutável, que determina a sucessão de nascimentos e mortes pelos quais o ser humano teria que passar. Assim, o tipo de vida que cada pessoa tem seria determinado pelas ações que praticou nas vidas anteriores. A libertação do carma, isto é, do ciclo de reencarnações, só seria possível se o indivíduo trilhasse alguns caminhos em vida:
O caminho do conhecimento, buscando conhecer o mundo como ele verdadeiramente é, superando as ilusões criadas pela ignorância.
O caminho da ação, que implica aceitar o sofrimento e renunciar aos desejos materiais.
O caminho da santidade individual, percorrido através da meditação, das orações e da prática da ioga.
Por essa explicação, o indivíduo comum tinha de aceitar a sua condição social no sistema de castas. Aceitando pacientemente o sofrimento, meditando e renunciando aos desejos materiais, o indivíduo alcançaria a pureza e, no final do ciclo de reencarnações, selaria para sempre sua união com Deus ou Brahma.
A crença num ser eterno e absoluto, o Brahma, e na existência de um estágio final de purificação da alma constituem a base do bramanismo, religião que predomina na Índia até os dias de hoje. Atualmente o bramanismo é mais conhecido como hinduísmo.
Os princípios da religião bramânica foram expostos nos upanixades, os últimos dos textos védicos.

Índia 

Índia, oficialmente denominada República da Índia, é um país da Ásia Meridional. É o segundo país mais populoso, o sétimo maior em área geográfica e a democracia mais populosa do mundo. Delimita ao sul pelo Oceano Índico pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía de Bengala a leste, a índia tem uma costa com 7 517 km de extensão. O pais faz fronteiras com Paquistão a oeste; Republica Popular da China, Nepal e Butão ao Bangladesch e Mianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico – Sri Lanka e Maldivas – estão localizados bem próximo da Índia. 

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Fonte: Empresas de sucesso, A Índia do período védico. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/04/a-india-do-periodo-vedico.html

Referências e Bibliografias 
1* Berquó, Paulo. "A Filosofia da introversâo na Índia Védica Antiga." Mirabilia 7 (2007): 0127-131. 
2* Calazans, José Carlos. "Para uma revolução epistemológica dos estudos indológicos." (2006). 
3* Tinoco, Carlos Alberto. O Pensamento Vedico, Uma Introducao. IBRASA, 1992. 
4* (em inglês) Bokonyi, S. 1997b. "Horse Remains from the Prehistoric Site of Surkotada, Kutch, Late 3rd Millennium BC.", South Asian Studies 13: 297-307. 
5* Civilização védica. Wikipédia, a enciclopédia livre.
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