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A origem dos hebreus

A principal fonte histórica para o estudo do povo hebreu são os cinco primeiros livros da Bíblia, chamados Torá pelo povo judeu, e Pentateuco, pelos cristãos.

A origem e o inicio da história dos hebreus 

O nome “hebreus” vem do hebraico “Ivrim”, que significa “povo do outro lado do rio”. O livro de Gênesis, capítulo 10, a partir do versículo 21 diz que Noé gerou a Sem; este gerou a Arfaxade, que gerou Salá, que gerou Héber; este gerou a Pelegue, que gerou Reú, que gerou Serugue, que gerou Naor, que gerou Tera, que então gerou a Abrão 9que significa “pai exaltado, mais tarde tendo seu nome mudado pra Abraão, que significa “pai de muitas nações), sendo este considerado o patriarca do povo de Israel.
Segundo a Bíblia, Abraão era um velho pastor nômade que vivia na Mesopotâmia com sua família. Um dia Deus o chamou e mandou que ele partisse dali com todos os membros de seu grupo e bens e fossem à procura de uma terra onde houvesse pastagens melhores para seu rebanho. Isso aconteceu, segundo a Bíblia, por volta do século XVIII a.C. Então, Abraão partiu para a Palestina (chamada de Canaã), em busca da Terra Prometida.
Uma vez estabelecidos nessa terra, os hebreus continuaram como pastores nômades, organizados em grupos familiares, chefiados por anciãos que receberam o nome de patriarcas. Os primeiros patriarcas foram Abraão, seu filho Isaac e Jacó, filho de Isaac que teve seu nome mudado para Israel. Os descendentes de Jacó passaram a ser chamados de israelitas.

A transferência para o Egito 

Ainda segundo a Bíblia, um período de seca prolongado obrigou Israel e seus descendentes a emigrar para o Egito, na época governado por um povo estrangeiro, os hicsos.
Enquanto durou o domínio dos hicsos, os hebreus desfrutaram de prosperidade. Mas depois que os egípcios expulsaram os invasores e reconquistaram o poder, os hebreus foram acusados por eles de terem colaborado com o invasor estrangeiro e foram transformados em escravos.
Por volta do ano 1220 a.C., surgiu a figura de Moisés, filho de hebreus criado pela filha do faraó, que dizia ter sido orientado por Deus para livrar seu povo da escravidão no Egito e conduzi-lo de volta à Terra Prometida.
De acordo com a narrativa bíblica no livro do Êxodo (em grego, “saída”), a libertação dos hebreus foi precedida de muitos sinais, conhecidos como “as dez pragas do Egito”.
Durante quarenta anos Moisés conduziu o povo em direção à Terra Prometida, atravessando o deserto do Sinai. Ao chegar aos limites de Canaã, Moisés morreu e a liderança do povo foi assumida por Josué.

A posse da terra 

A posse de Canaã foi lenta e difícil, pois os hebreus tiveram de enfrentar os povos que já habitavam o território. À frente das tribos de Israel, Josué cruzou o Rio Jordão e conquistou primeiro as cidades de Jericó e Ai. Depois, derrotou uma aliança de cidades do Sul lideradas pelo rei de Jerusalém e tomou as cidades localizadas nas montanhas e nas planícies de Judá. Por fim, derrotou a aliança das cidades do Norte.
A maior parte das terras de Canaã passou o domínio dos israelitas. De acordo com a Bíblia, coube a Josué a divisão da região entre as doze tribos em que estavam organizados os descendentes de Israel e a delimitação de suas fronteiras. Duas tribos que se dedicavam à criação de gado decidiram não cruzar o Rio Jordão, pois a região da margem oriental desse rio era muito propícia à atividade pastoril.
Os descendentes do filho de Israel chamado de Levi, os levitas, ficaram responsáveis pela vida religiosa, pelas cerimônias, pelos sacrifícios rituais e pelos utensílios usados nos cultos. Assim, na área que cada tribo recebeu, os levitas receberam cidades nas quais passaram a habitar.
As tribos formaram uma confederação que não tinha uma capital ou exercito permanente.
A cidade de Jerusalém foi escolhida para sediar o santuário no qual uma vez por ano todo o povo deveria se reunir para prestar culto ao seu Deus (Javé).

O período dos juízes

Nos primeiros séculos em que os hebreus habitaram Canaã, entre 1200 e 1000 a.C., ainda não havia um poder centralizado. Cada tribo era liderada por um chefe político e militar, em geral um ancião da família mais importante. Alguns indivíduos tinham maior autoridade e eram chamados “juízes”. Esses juízes eram responsáveis pela resolução dos conflitos internos e pela organização da defesa militar contra ataques de povos vizinhos. Uma vez passado o momento da crise, o juiz deixava de atuar e as questões voltavam a ser resolvidas pelos anciãos de cada tribo.
Entre os juízes destacaram-se Sansão e Samuel. Durante o período em que Sansão foi juiz, o povo de Israel teve como principal inimigo o povo filisteus eram militarmente muito bem equipados que os israelitas.
Conta a Bíblia que os filisteus utilizaram uma mulher, Dalila, para descobrir a origem da força de Sansão. Ao perceber que ela estava nos cabelos, Dalila o teria feito adormecer e chamado um homem para cortá-los. Enfraquecido, Sansão teve os olhos perfurados e foi escravizado pelos filisteus.
Samuel foi o último juiz de Israel e quem convocou a assembleia que escolheu o primeiro rei: Saul.

Os Reis hebreus 

A sequência de lutas e problemas sociais criou a necessidade de um comando militar único. Os hebreus adotaram então, a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus.
O primeiro rei dos hebreus foi Saul (1010 a.C. Depois veio o rei Davi (1006-966 a.C), conhecido por ter vencido os filisteus (segundo a Bíblia, Davi derrotou o gigante filisteu Golias). Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou-se a capital política e religiosa dos hebreus.
O sucessor de Davi foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica e seu reinado marcou o apogeu do reino hebraico. Durante o reinado de Salomão (966-926 a.C), houve um grande desenvolvimento comercial, foram construidos palácios, fortificações, a construção do Templo de Jerusalém, criou um poderoso exército, organizou a administração e o sistema de impostos. Montou uma luxuosa corte, com muitos funcionários e grandes despesas.
Para poder sustentar uma corte tão luxuosa, Salomão obrigava o povo hebreu a pagar pesados impostos. O preço dessa exploração foi o surgimento de revoltas sociais. Com a morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão religiosa e política das tribos e o fim da monarquia unificada.
Formaram-se dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o reino de Israel, com capital em Samaria e, ao sul as duas tribos restantes formaram o reino de Judá, com capital em Jerusalém.

A dominação estrangeira

O Reino de Israel, desde o inicio viveu na idolatria; isto fez que a ira de Deus se manifestasse sobre ele permitindo que no ano 722 a.C., fosse conquistado por Sargão II, da Assíria, e seu povo fosse levado para o cativeiro, sendo seu território habitado por outros povos, ali colocados por ordem do rei da Assíria.
O castigo de Deus veio sobre ela através do rei Nabucodonosor, da Babilônia, no ano 586 a.C. A cidade santa, Jerusalém, foi destruida e o Templo queimado e os nobres eram amarrados e levados para o cativeiro.
O cativeiro durou até os dias de Ciro, rei da Pérsia que permitiu que o povo que estava escravizado na Caldéia, regressar a Palestina e reerguer o Templo de Jerusakém (536 a.C). A seguir a Palestina foi invadida por Alexandre da Macedônia (322 a.C.). Depois passou a seu protetorado egípcio (301 a.C), colônia Síria (198 a.C.), e província romana (63 a.C).
No ano 70 da era cristã, após uma fracassada revolta contra a denominação romana, Jerusalém foi conquistada por Tito e seus exércitos, ocorrendo uma segunda destruição do Templo. Atualmente do templo de Jerusalém resta apenas um murro, conhecido como o Muro das Lamentações.
No ano 70 da era cristã, após uma fracassada revolta contra a dominação romana, Jerusalém foi conquistada por Tito e seus exércitos, ocorrendo uma segunda destruição do Templo. Atualmente do templo de Jerusalém resta apenas um muro, conhecido como o Muro das Lamentações.
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