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A religião e a escrita no Antigo Egito

Para os egípcios, tudo o que acontecia na sua vida diária dependia da vontade dos deuses. Por exemplo, as cheias do Rio Nilo, uma batalha, um período longo de seca etc.

A religião dos Egípcios

Os egípcios eram politeístas. O deus principal era Rá, o deus Sol, também chamado de Amon e Aton. Outros deuses importantes eram Ísis, Osíris e Hórus. Os egípcios também adoravam elementos da natureza, como o Sol e o Rio Nilo, e o faraó, considerava o filho de Rá.
A crença no além foi, sem dúvida, favorecida e influenciada pelas condições geográficas do Egito. A aridez do solo e o clima seco ajudavam a manter os corpos em bom estado de conservação após a morte, o que deve ter estimulado fortemente a convicção de que a vida continuava no além-túmulo.
No início, só o faraó e sua família eram considerados divinos e imortais. Mais tarde, com a difusão dos textos sagrados, antes reservados aos faraós, os rituais funerários ligados à crença na imortalidade estenderam-se à população em geral. A preocupação com a vida após a morte levava as famílias a pagar um sacerdote para rezar uma prece para o morto e, assim, garantir-lhe a vida além-túmulo.
Os egípcios mumificavam os mortos
Os egípcios acreditavam que a alma abandonava o corpo na hora da morte, mas o reencontrava na eternidade. Por isso, eles mumificavam os mortos, para que o corpo não apodrecesse.

Hieróglifo primeira escrita no Egito

A escrita no Egito
Hieróglifo é um termo originário de duas palavras gregas: (hierós) ‘’sagrado’’, e (glýphein) ‘’escrita’’. Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais ‘’sagrados’’.

A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo, e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro, e ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo, a escrita evoluiu para demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados, havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.

Uso ao longo dos tempos

Os hieróglifos foram usados durante um período de 3.500 anos para escrever a antiga língua do povo egípcio.

Existem inscrições desde antes de 3000 a. C. até 24 de Agosto de 394, data aparente da última inscrição hieroglífica, numa parede no templo da ilha de File.

Constituíam uma escrita monumental e religiosa, pois eram nas paredes dos templos, túmulos, etc. Existem poucas evidências de outras utilizações.

Durante os mais de três milênios em que foram usados, os egípcios inventaram cerca de 6.900 sinais. Um texto escrito nas épocas dinásticas não continha mais do que 700 sinais, mas no final desta civilização já eram usados milhares de hieróglifos, o que complicava muito a leitura, sendo isso mais um dos fatores que tornavam impraticável o seu uso e levaram ao seu desaparecimento. 

A Escrita Hierático

A escrita sacerdotal é a qualidade relativa às coisas sacerdotais, sagradas ou religiosas. Na arte, hieratismo é estilo que obedece aos parâmetros religiosos do tema sempre com acentuada majestade e rigidez. Na literatura, diz-se hierática a escrita de difícil compreensão porque destinada ao leitor iniciado ou da classe sacerdotal.
A escrita hierática no Antigo Egito permitia aos escribas escrever rapidamente, simplificando os hieróglifos quando o faziam em papiros, e estava intimamente relacionada com a escrita hieroglífica.

A escrita demótica 

A escrita demótica, ou sekh shat (escrita para o dia-a-dia) para os egípcios, surgiu no início da 26º dinastia do Egito (667-525 a. C). É provável que tenha aparecido pela primeira vez na região do delta do Nilo, tendo se espalhado rapidamente pelo país. Acredita-se que o estado egípcio, na época de Psamético I, tendo em vista a centralização da administração do país, empenhou-se para que a escrita demótica se tornasse padrão no Egito.
Antecessora da demótica, a escrita hierática já representava uma grande evolução em relação aos hieróglifos deram lugar a representação abstratas, em uma escrita cursiva, mais veloz, e realizada em um único sentido (da direita para a esquerda). A demótica, ainda mais abstrata e rápida, se constituiu como uma reformulação da escrita hierática.
Em parte por sua anatomia, em parte pelo incentivo do estado, a escrita demótica pessoa a ser utilizada na maioria dos registros das atividades dos egípcios, e boa parte dos seus corpus sobreviventes consiste de documentos legais. Geralmente esses texto são muito bem escritos, isso sugere quem em sua a maioria são produto de uma elite alfabetizada: escribas públicos, funcionários dos templos e representantes das classes ricas.
Apesar de existirem níveis da escrita que eram mais resistentes a mudança, com o seu uso, a demótica se transformou e evolui. Responsáveis por cunhar o termo demótica, os gregos também nomearam três estágios da escrita: a demótica precoce (650 e 400 a. C), a média demótica (400-30 a. C) e a demótica tardia (30 a. C – 452 d. C). Foi na média demótica que a escrita atingiu o seu auge, passando a ser empregada também em texto literários e religiosos.
A maioria dos textos em demótica é de autoria anônima, no entanto é possível distinguir alguns autores individuais: Petiesi de El-hibeh, no Médio Egito, escreveu, ou pelo menos ditou, o Papiro Rylands IX, considerada a obra-prima do antigo demótico. Outro criador de texto demóticos é Hor de Sebenitos, no Delta Central, que floresceu na primeira metade do século II dC, período da demótica tardia.
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