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Como o homem chegou ao Brasil?

Até hoje os cientistas não têm uma resposta 100% garantido. Por enquanto, eles arriscam suas fichas em três principais. A ideia mais acolher é que o homem teria saído da Ásia, descido toda a América e parado em nossas praias.

O Ser humano chega ao Brasil

O Ser humano chega ao Brasil









Uma época muito diferente da atual: O Brasil encontrado pelos primeiros povoadores era bastante diferente do que é hoje.
O clima era mais seco e frio.
As áreas florestais eram reduzidas e a maior parte do território estava coberta de uma vegetação rasteira, como os cerrados e as caatingas.
Os animais da fauna brasileira também eram diferentes dos de hoje. Existiam tigres-de-dente-de-sabre, gliptodontes e preguiças- gigantes, animais que depois desapareceram.
Essas poucas informações que temos sobre o Brasil da época do povoamento foram obtidas graças e escavações arqueológicas que levaram a muitas descobertas. 

A origem do homem brasileiro

Esqueletos e objetos em Lagoa Santa - O estudo de fósseis humanos no Brasil começou no século XIX, com escavações nas grutas de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Ali foram encontrados ossos de animais já extintos, além da ossada de trinta humanos. Ao lado dos ossos, havia pontas de flechas, machados e outras ferramentas de pedra lascada.
As escavações continuaram em Lagoa Santa. Muitos anos depois, outra equipe de pesquisadores descobriu várias sepulturas, com mais de duzentos esqueletos. O achado mais famoso é o crânio batizado de “Luzia”.
Ao analisar esse crânio, os arqueólogos chegaram a conclusões polêmicas.
A chegada do homem à América ocorreu antes de 12 mil anos atrás, período em que povos asiáticos começaram a entrar na América atravessando o Estreito de Bering.
O crânio de Luzia teria semelhanças com crânios de africanos e australianos atuais, e não com os de asiáticos.
Essa descoberta levou alguns estudiosos norte-americanos a sugerir que os povoadores da América teriam vindo da Oceania e da África, navegando pela costa em pequenas embarcações até atingir o nosso continente. Pesquisadores brasileiros atualmente sustentam que grupos humanos com feições semelhantes a australianos e africanos provavelmente vieram pelo Estreito de Bering, pois na Ásia também se encontravam tais grupos.
O sítio de São Raimundo Nonato, no Piauí
No município de São Raimundo Nonato, no Piauí, escavações levaram à descoberta de centenas de artefatos de pedra lascada e pedaços de carvão vegetal. O sítio arqueológico Boqueirão de Pedra Furada, onde ocorreram as descobertas, é um abrigo rochoso cujas paredes estão cobertas por mais de mil figuras rupestres.
Os objetos encontrados no Piauí datariam de mais de 50 mil anos atrás, quando a área era coberta por floresta tropical úmida e nela viviam animais como os gliptodontes e as preguiças gigantes. Se essa explicação fosse plenamente aceita pelos arqueólogos, os objetos encontrados em São Raimundo Nonato passariam a ser as provas mais antigas da presença humana na América.
Muitos estudiosos, porém, não aceitam que os objetos encontrados no Piauí tenham sido produzidos por humanos. Esses pesquisadores afirmam que os artefatos de pedra e os pedaços de carvão podem ser resultado de processos naturais, como o esfacelamento das rochas e os incêndios florestais.

As tribos brasileiras

Existem estimativas de que a população indígena no Brasil até a chegada dos portugueses era de mais de um milhão de nativos, distribuídos em diversos grupos, como veremos a seguir.
Um dos mais importantes grupos indígenas era o dos tupinambás, de tronco de língua tupi, habitavam o litoral, da Bahia ao Rio de Janeiro, e que mais tarde migraram para o norte. A guerra era a atividade mais importante dos tupinambás, que exerciam constantemente contra outros grupos indígenas e, posteriormente, contra os portugueses. Praticavam o canibalismo como ritual, pois acreditavam que se comessem a carne de um valente guerreiro adquiririam suas qualidades.
Outro importante grupo era dos tupiniquins, também pertencente ao ramo dos indígenas de fala tupi. Também habitavam o litoral da Bahia e parte do Espírito Santo.
Os tamoios, também do grupo tupi, era inimigos dos tupiniquins.
Existiam vários outros pequenos grupos, como Carajás, caetés etc. Atualmente calcula-se que todas essas tribos estão reduzidas a cerca de 100 ou 200 mil nativos no máximo.

Teoria da Presença de Fenícios no Brasil 

A teoria da presença de fenícios no Brasil é uma teoria levantada por diversos autores que sugere que o Brasil haveria sido visitado por navegadores fenícios na Antiguidade, baseando-se em registro sob a forma em inscrições e de artefatos. Em complemento a estes testemunhos materiais, são apontadas também semelhanças entre as línguas indígenas do Brasil e das Américas e as antigas línguas semítica e, ainda, a semelhança de tradições indígenas brasileiras, como por exemplo a mitologia tupi-guarani, a antigas tradições mediterrâneas. Alguns dos principais proponente desta teoria são Ludwig Schwennhagen e Bernardo de Azevedo da Silva Ramos.

História

As hipóteses mais antigas de que o continente americano poderia ter sido provocado por fenícios foi proposta por Robertus Comtaeus Nortmannus em 1644 e por Georg Horn em 1652.
Schwennhagen, em sua obra sobre a história antiga do Brasil, em que expões uma teoria da presença de fenícios no território do atual, cita o trabalho de Onfroy de Thoron (Gênova, 1869), que se trata de viagens das frotas do rei Hirão de Tiro, da Fenícia, e do rei Salomão, da Judéia, no Rio Amazonas, nos anos de 993 a.C. a 960 a.C.. Em apoio a essas idéias, Schwennhagen apresenta letreiros e inscrições como evidências, afirmando serem em maior parte escritos com letras do alfabeto fenício e da escrita demótica do Egito, observando encontrarem-se também inscrições com letras de escritas suméria, antiga escrita babilônica, e letras gregas e mesmo latinas.
A obra de Silva Ramos também apresenta letreiros e inscrições do Brasil e da América, que são comparados com inscrições semelhantes dos países do velho mundo, observando-se homogeneidade da escrita.
Schwennhagen cita Diodoro Sículo, História Universal, Livro 5º, caps 19 e 20, texto em inglês) como exemplo de relato da primeira viagem de uma frota de fenícios a ter atravessado o Atlântico e chegado às costas do Nordeste do Brasil. Argumenta que, para esse fim, os navegadores fenícios teriam recorrido às correntes marítimas, propícia para a travessia.
Schwennhagen afirma que a língua tupi pertence à grande família das línguas pelasgas, sendo um ramo da língua suméria. Em seu trabalho refere que as sete tribos da nação tupi residiam em um país chamado Caraíba, um grande pedaço de terra firme localizado onde hoje fica o mar das Caraíbas, onde se tinham refugiado da desmoronada Atlântida. Chamaram-se ‘’Caris’’ e eram ligados aos povos cários, da Cária, no Mediterrâneo. Em apoio a este conceito cita a História do Brasil de Francisco Adolfo de Varnhagen, para confirmar a tradição de uma migração dos Caris-Tupis de Caraíba para o norte do continente sul-americano, tradição que sobrevive ou sobrevivia ainda entre o povo indígena da Venezuela. Cita também o padre António Vieira, que afirma que os tupinambás e tabajaras contaram-lhe que os povos tupis migraram para o Norte do Brasil pelo mar, vindos de um país não mais existente. O país Caraíba teria desaparecido progressivamente, afundando no mar, e os tupis salvaram-se rumando para o continente. Os tabajaras diziam-se o povo mais antigo do Brasil, e se chamavam por isso ‘’tupi-nambás’’, ‘’homens da legítima raça tupi’’, pagando o desprezo de parte dos outros tupis, como insulto ‘’tupiniquim’’ e ‘’tupinambarana’’, tupis de segunda classe. Sempre se conservou a tradição de que os tupis tinham sete tribos, segundo o autor. Diferencia também o povo tapuia do povo tupi, dizendo serem os tapuias verdadeiros indígenas brasileiros.
De acordo com Schwennhagen, o continente americano é a lendária Ilha das Sete Cidades. Diz o autor que tupi significa ‘’filho ou crente de Tupã’’. A religião teria aparecido no Norte do Brasil cerca de 1050 a 1000 a.C., juntamente com os fenícios, propagada por sacerdotes cários, de ordem dos piagas. Os piagas (de onde deveria pajés_ fundaram no Norte do Brasil um centro nacional dos povos tupis, denominando Piaguia a esse lugar, de onde formou-se o nome Piauí. Esse ligar era as Setes Cidades (hoje Parque Nacional de Sete Cidades). A Gruta de Ubajara teria sido fruto de escavações para retirada a da salitre, produto comercializado pelos fenícios. A cidade de Tutóia no Maranhão teria sido fundada por navegadores fenícios e por imigrantes da Ásia Menor que chegavam em navios fenícios, que escolheram o local para construir uma praça forte, de onde dominariam a foz do Rio Parnaíba.
Os relatos de navegadores do Novo Mundo em busca das índias revelam mais dos terrenos do mito do que a experiência. O coronel inglês Percy H. Fawcett, que acreditava na existência da ‘’civilização remota do Y Brazil’’ – cujas setes cidades se alinhariam do Mato Grosso à Amazônia, em busca das ‘’cidades perdidas’’ – ressaltava em seus escritos o aspecto mais fantasioso do mundo primitivo brasileiro que, desde o século XVI, deixou de ser um campo aberto à fantasia estrangeira: ocasião em que vieram as ‘’missões estrangeiras’’ em busca do ‘’El Dorado’’.
Descobertas recentes da arqueologia brasileira desconstroem a existência da ‘’Cidade das Portas de Ouro’’ e não acolhem fenícios e nem marinheiros de Salomão em suas florestas. Não podiam saber que o Brasil era a terra dos ‘’pardos nus’’, armados de arcos e flechas e com uma cultura de origem. Ambrósio Feliciano Brandão foi o primeiro a assinalar – no Diálogo das Grandezas do Brasil – que havia no estranho país sinalização de uma arte ‘’mui antiga’’.
Interessado pela antropologia, o Imperador Pedro II do Brasil contribuiu para a arqueologia como a criação de instituições de pesquisa. Com a Proclamação da República do Brasil, os museus se tornaram centro de estudos do passado remoto enquanto que, em Belém, o Zoólogo suíço Emílio Goeldi reorganizava as suas pesquisas com influência na arqueologia da região. Foram estudiosos estrangeiros que deram início à pesquisa arqueológica no Brasil no século XIX, com ênfase nos ‘’achado das pedras pintadas ou furadas’’ presentes nas narrativas do folclore. Auguste de Sainte-Hilaire e Carl Friedrich Philipp Von Martins com pesquisas voltadas especialmente para ‘’antiguidades indígenas’’ e pinturas rupestres, e o botânico Peter Wilhelm Lund. Este último, mais interessado no estudo de fósseis de animais extintos, fixou residência na aldeia de Lagoa Santa em 1834, para pesquisar as centenas de grutas da região. Lund viria a descobrir o Homem de Lagoa Santa, se não tivesse interrompido as pesquisa, em 1844. J.A Padberg-Drenkpohl foi contratado por um museu para realizar escavações arqueológicas em Lagoa Santa, entre 1926 e 1929, porém obteve resultados fracos. Kurt Nimuendaju, por exemplo, foi mais feliz com a descoberta da cultura ‘’Santarém’’.
Essa movimentação de curiosos e estudiosos resultou na publicação do primeiro manual de arqueologia brasileiro, por Angyone Costa, em 1934. Três anos depois surgiu uma contribuição na forma de ‘’primeira abordagem antropológica da arte rupestre em Sant’Ana da chapada’’, pesquisada por Herbert Baldus. Em 1941 José Anthero Pereria Jr. Rechaçou as fantasias elaboradas em torno das inscrições primitivas, dadas como presença de fenícios, hebreus e ‘’atlântidas’’.
Durante muito tempo, o ‘’novo mundo’’ foi dado como povoamento tardio, se comparado com as idades mais rêmoras do Homo Sapiens, por volta dos 14 mil anos. Demorou, até que estudos científicos aceitassem a ocupação da América do Sul como datada de muito antes, com evidências da presença humana em patamares que foram recuando, do Homem de Lagoa Santa, até 47 mil anos – datação que se aproxima daquelas obtidas recentemente pela antropologia Niède Guidon nos abrigos mais antigos do Parque Nacional Serra da Capivara, no Estado do Piauí, local do sítio arqueológico de Pedra Furada e Toca do Boqueirão – Remoto sítio pré-histórico continental o cujo acervo é também composto de pinturas e inscrições da chamada ‘’tradição Nordeste’’. A entrada dos autores dessas ‘’marcas’’, Niède Guidon acredita ter acontecido em vagas sucessivas de grupos mongolóides ‘’saindo de vários lugares e seguindo diferentes caminhos’’ pela rota do norte, através do Estreito de Bering. Ainda segundo Niède Guidon, a idade dessa ‘’movimentação’’ poderá recuar ainda mais à medida que avançavam os estudos da pré-história brasileira, cujos registros populacionais se encontram marcados em três grandes áreas: o Litoral, a Amazônia e o Interior.
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