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Como viviam os primeiros americanos

Os primeiros habitantes do continente americano viviam principalmente de caça, da pesca e da coleta. A agricultura começou a ser praticada milhares de anos depois de sua chegada à América.

Povos nômades, caçadores e coletores

Os primeiros grupos humanos da América

Como viviam e se organizavam os primeiros povos americanos

Os primeiros americanos se organizavam em grupos bastante reduzidos, que vagavam em busca de caça. A pesca e a coleta de frutos também eram praticadas, mas como atividades complementares da caça.
Os grupos levavam uma vida nômade, deslocando-se constantemente em busca de alimentos. O deslocamento contínuo desses grupos explica a difusão dos artefatos de pedra pela América. Armas parecidas com as de Clóvis, por exemplo, foram encontradas no México e em áreas da América Central.

Mudanças climáticas

Por volta de 10 mil anos atrás, a elevação da temperatura na Terra provocou o derretimento de grande parte de camada de gelo que cobria o espaço terrestre. O clima tornou-se mais quente e úmido. Essas alterações climáticas causaram muitas mudanças no ambiente.
O aumento do volume das chuvas e da umidade levou à formação de vastas áreas florestais e à destruição dos antigos habitats dos grandes animais, as savanas. Essa mudança no clima afetou também a África, mas lá, pelo contrário, os grandes animais conseguiram deslocar-se para novas áreas de savana e sobreviveram. Por isso, hoje existem elefantes no continente africano, enquanto seus antepassados, o mamute e o mastodonte, desapareceram nas América.
A ampliação das florestas e a redução das pastagens provocaram a fome e a extinção de muitos animais, como os mamutes, os mastodontes, as preguiças-gigantes e os gliptodontes (uma espécie de tatu gigante). Apenas animais menores sobreviveram nas Américas. A Anta, por exemplo, com no máximo 2 metros de comprimento, é o maior mamífero terrestre da América do Sul.
Nas regiões mais atingidas pela elevação da temperatura, muitos rios secaram e as áreas desérticas foram ampliadas.
Essas mudanças climáticas provocaram alterações na forma de vida dos seres humanos.
Mudanças na vida humana
Nas regiões onde as mudanças climáticas foram menos acentuadas, as populações continuaram vivendo principalmente da caça de grandes animais. Mas, naquelas onde se formaram vastas florestas ou nas regiões de clima mais seco, as populações aprenderam a preparar armadilhas para aprisionar os animais menores e criaram novos hábitos alimentares, aproveitando sementes e alimentos de origem vegetal que antes não eram consumidos.
Na região andina, por exemplo, o recuo das geleiras e a consequente desertificação do litoral resultaram no esgotamento de muitos recursos vegetais e animais do meio natural. Diante desse problema, a saída foi explorar os produtos oceânicos e iniciar o cultivo da terra.

O início da agricultura na América

As primeiras experiências com a agricultura na América ocorreram nas terras do atual México, na América do Norte, por volta de 7 mil anos atrás. Os primeiros alimentos cultivados foram feijões da diferentes tipos, pimentões, abóboras, tomates e milho. Na América do Sul, as primeiras plantas cultivadas foram a batata-doce e a mandioca.
O desenvolvimento da agricultura alterou na vida das comunidades agrícolas. O cultivo da terra levou os habitantes e adotar um modo de vida mais sedentário, diversificou a alimentação e favoreceu avanços técnicos.
É importante destacar, porém que a caça e a pesca continuaram sendo praticadas por muito tempo. A agricultura, pelo menos no início, apenas complementava as necessidades das aldeias.

O sedentarismo

A permanência dos grupos humanos num mesmo território fez com que as comunidades fossem conhecendo melhor as espécies de plantas e animais dos ambientes em que viviam, esse conhecimento permitiu-lhes aprender quais plantas podiam se cultivadas e como prepara-las para alimentação.
Além da agricultura, outro fator levou os grupos humanos a se fixarem permanentemente: a necessidade de homenagear seus mortos, enterrando os corpos nas proximidades do local de residência. O culto aos mortos, com o passar dos anos, foi se transformando num ritual respeitado por toda a comunidade, sendo acompanhado de numerosas oferendas, como animais e ornamentos. Tumbas, urnas funerárias e narrativas orais que chegaram até nós revelam a importância dos rituais de homenagem aos mortos na vida religiosa dos antigos habitantes América.
Avanços técnicos
A prática agrícola possibilitou alguns avanços técnicos, como experiências com o cruzamento de plantas, a construção de canais para irrigar as áreas mais secas e o conhecimento sobre a sucessão das estações do ano.
Todas essas mudanças tiveram como efeito um grande aumento populacional, evidente na expansão do número de povoados. Novos povoamentos surgiram, alguns dos quais chegaram a reunir mais de 1.000 pessoas onde se construíram templos e pirâmides.

Logicamente essas mudanças variaram de região para região. Em algumas áreas da América, como no México e no Peru, a prática da agricultura favoreceu o surgimento de cidades. Em outras regiões, porém, a agricultura caminhou mais lentamente e os habitantes continuaram vivendo em pequenos grupos nômades, sobrevivendo da caça e da pesca.

Religião dos primeiro americanos nativos 

Nenhuma religião particular ou tradição religiosa é hemônica entre nativos americanos no EUA. A maioria dos identificados e federalmente reconhecidos como nativos americanos reivindicam a algum formulário da cristandade, alguns destes que são sínteses culturais e religiões originais ao tribo particular. Os ritos espirituais e as cerimônias dos nativos americanos são mantidos por muitos americanos de identidade nativa e não-nativa.
Origem dos primeiros americanos
Até recentemente, a interpretação mais largamente aceite baseada nos achados arqueológico era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migração da Sibéria para o Alasca através de uma língua de terra chamada Beríngia, que se formou com a queda do nível dos mares durante a ultima idade do gelo, entre 24 e 9 mil anos atrás.
Na rota do Sul mudaram o pensamento dos arqueólogos. O fóssil de uma mulher com 11 mil anos foi encontrado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970. O fóssil recebeu o nome de Luzia, apelido dado carinhosamente pelo biólogo Walter Alves Neves, do Instituto de Biociência da USP.
Ao estudar a morfologia craniana de Luzia, Neves na década de 1990, encontrou traços que lembram os atuais aborígenes da Austrália e os negros da África. Ao lado do seu colega argentino Héctor Pucciarelli, do Museu de Ciências Naturales de la Universidade La Plata, Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito provavelmente pelo estreito de Bering, mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos. A primeira teria ocorrido 14 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à Luzia. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides.
A chegada dos mongolóides na América é estimada em 11 mil anos, dos quais descendem atualmente as tribos indígenas das Américas.

Existem outras teorias sobre a origem dos nativos americanos 

Vários antropólogos, historiadores e arqueólogos têm sugerido que os nativos americanos são descendentes, de europeus, quer africanos que atravessaram o Oceano Atlântico. Algumas apontam semelhança física entre os Olmecas e os africanos. Thor Heyerdahl demonstrou que é possível navegar da África para a América numa réplica dum barco de papiro do antigo Egito.
A maioria das religiões dos nativos americanos ensinam que os humanos foram criados na América no princípio dos tempos e sempre ali viveram.
A doutrina Mórmon diz os ameríndios são descendentes de Lehi e dos nefitas, personagens do Livro de Mormon que teriam sido Israelitas que chegaram á América cerca de 590 A.C.
No século XIX e princípios do século XX, houve proponentes da existência de continentes perdidos, entre os quais Atlântida, e Lemúria, de onde poderiam ter vindo os primeiros humanos das Américas.
O mais provável, no entanto, é que as Américas tenham sido colonizadas por vagas de povos de diferentes origens, ao longo dos tempos, dando origem ao complexo mosaico de povos e línguas que hoje existem. E é possível, igualmente, que esses povos – tal como aconteceu em tempos históricos, bem documentados – tenham substituídos ou tenham se juntado com populações originais que lá já existiam.
Os primeiros colonizadores das Américas (ameríndios) não tinham tecnologia de confecção de artefatos líticos muito evoluídos, pois há indícios que seus instrumentos de caça eram pedras e cachorros domesticados para este fim. Os caçadores e coletores, evoluídos, como por exemplo, projéteis pontiagudos.

Genética dos primeiros americanos 

De acordo com um estudo genético autossônico de 2012,os ameríndios descendem de pelo menos três correntes provenientes do leste asiático. A grande maior parte dos ameríndios descende de uma população única ancestral, chamada ‘primeiros americanos’. Contudo, os que falam as línguas esquimó do Ático herdaram quase metade da sua ancestralidade de uma segunda corrente vindo do leste asiático, e os que falam as línguas na-dene, no Canadá, por sua vez, herdaram a décima parte da sua ancestralidade de uma terceira corrente. O povoamento inicial seguiu expansão para o sul, pela costa, com pouco fluxo gênico posterior, especialmente na América do Sul. Uma exceção a isso são os que falam a língua chibcha, que têm ancestralidade tanto do norte como do sul da América.
Um outro estudo realizado, focado no DNA mitocondrial (aquele que é herdado pela linhagem materna), revelou que os nativos do continente americano têm sua ancestralidade materna traçada a um pequeno número de linhagens do leste asiático, que teria chegado pelo estreito de Bering. De acordo com o estudo, é provável que os antepassados dos ameríndios tenham ficado por um tempo na região do estreito de Bering, após o que teria havido um rápido movimento de povoamento das Américas, o qual teria levado todas as linhagens fundadoras até a América do Sul.
Análises linguísticas corroboram os estudos genéticos, tendo sido encontrados antigas relações e padrões de similaridade entre as línguas faladas na Sibéria e aquelas faladas no continente americano.

Nomes dados aos primeiros habitantes da América 

Povos ameríndios: Índios, indígena, ou nativo americano são os nomes dados aos habitantes da América antes da chegada dos europeus, e os seus descendentes atuais. A hipótese mais aceita para sua origem é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia, atravessando a pé o Estreito de Bering, no final da idade do gelo, há 12 mil anos.
O termo “índio” provém do fato de que Cristovão Colombo, quando chegou á América, estava convencido de que tinha chegado à Índia, haja vista que o gentílio espanhol para a pessoa nativa da Índia é indio (índio), e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. Por essa razão também, ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como índias Ocidentais.
Mais tarde, estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas. O termo ameríndos é usado para designar os nativos do continente americano, em substituição às palavras “índios”,”indígenas” e outras consideradas preconceituosas.
Na América do Norte, estes povos são conhecidos também pelas expressões povos aborígenes, índios americanos, primeiras nações (principalmente no Canadá), nativos do Alasca ou povos indígenas da América. No entanto, os esquimós (inuit, yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá, que têm um cultura e genética diferente dos restantes, nem sempre são considerados naqueles grupos.
Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos, estados e grupos étnicos, muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso, Como viviam os primeiros americanos. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/04/como-viviam-os-primeiros-americanos.html

Referência e Bibliografia
1* BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 14,15.
2* REVISTA DE ATUALIDADE INDÍGENA. Cultura. p. 32-33. In: Revista de Atualidade Indígena. Brasília, Fundação Nacional do Índio. 1977, ano I, nº 4, 64p.
3* Anderson, William L., ed. Cherokee Removal: Before and After. Athens, Georgia: University of Georgia Press, 1991.
4* Brown, Dee. "Bury My Heart at Wounded Knee: An Indian History of the American West".
5* Povos ameríndios
6* Povos nativos dos Estados Unidos
7* Native American. Encyclopædia Britannica.
8* Charles Kappler. «Indian affairs: laws and treaties Vol. II, Treaties». Government Printing Office.
9* História demográfica dos povos indígenas das Américas
10* Genocídio indígena nos Estados Unidos
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