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A arte grega

A arte grega se destacou pela beleza e equilíbrio das formas, que até hoje servem de modelo para os artistas de todo o mundo.

O equilíbrio da arte grega 

A literatura, a arquitetura, a escultura e as pinturas gregas utilizavam-se de muitos temas míticos para expressar artisticamente seus valores, ou seja, sua visão do que era certo ou errado, do que era feio ou belo.

A pintura

A arte grega
A pintura de vasos de cerâmica foi muito praticada em toda a Grécia. Pintavam-se desde personagens míticos até cenas de batalha ou da vida cotidiana.
Duas técnicas eram mais utilizadas:
A figura negra. As figuras eram pintadas com verniz negro e os detalhes eram feitos com um estilete.
A figura vermelha. A cor negra era usada como fundo e as figuras eram deixadas no vermelho.
Os edifícios públicos e os interiores das casa também eram pitados, mas poucas pinturas chegaram até os nossos dias.

O templo grego

A arte grega
Os gregos construíram templos que abrigavam o deus protetor da cidade-estado.
Os templos gregos tinham três características: 
Proporções exatas e harmonia. Para isso, os arquitetos seguiam regras matemáticas muito precisa. 
Os edifícios não eram colossais, como no Egito, e se destacavam por suas proporções. 
Todas as dimensões das partes do templo dependiam de uma unidade. Por exemplo, em alguns essa unidade era o diâmetro da coluna, em outros era o raio. Os templos eram construídos com pedra. Os mais bonitos eram revestidos com mármore branco.

O teatro grego 

A arte grega
O teatro, como conhecemos hoje, é uma invenção grega. Era um ritual de homenagem a Dioniso, deus do vinho e da alegria. Os gregos consideravam o teatro uma forma de corrigir os defeitos do ser humano e purificá-lo.
Todos os personagens do teatro eram representados por atores masculinos. As mulheres não podiam atuar. Os atores usavam máscaras nas peças, para representar diferente papéis.
Todas as pessoas podiam assistir aos espetáculos teatrais, menos os escravos, mas os espectadores pagavam pelo direito à entrada.
Os principais lugares do teatro eram reservados aos sacerdotes e às autoridades da pólis. Durante o espetáculo, vendedores ambulantes ofereciam comida e bebida ao público.
Havia dois tipos de espetáculo: a tragédia e a comédia. A tragédia provocava pavor e pena no espectador, com o objetivo de corrigir seus defeitos e formá-lo como cidadão justo e correto.
A comédia provocava o risos. Por meio do riso, era feita uma dura crítica aos aspectos da sociedade que eram considerados negativos.
Em síntese, a tragédia levava o espectador a tomar consciência dos grandes problemas da vida através do medo, e a comédia o fazia por meio do riso, sorriso ou risada engraçada.

A escultura 

A arte grega 
No primeiro período enfocado, chamado geométrico (c.900-700 a.C), a escultura se manifestava discretamente, através de estatuetas votivas de pequenas dimensões em bronze e barro, mostrando formas altamente estilizadas de pessoas animais, evidenciando uma artesania de considerável habilidade. Não foram encontrados traços de estatuária de grande porte, mas é possível que tenha existido, realizada em matérias perecíveis como a madeira. Outros artefatos como armas, jóias, camafeus e vasos podiam trazer pequenos adornos de caráter escultórico. O propósito e significado dessa produção ainda são obscuros, dada a ausência de inscrições que os descrevam, mas seu achado primariamente em contextos fúnebres leva a crer que tinham funções religiosas.

Música

A arte grega
O que se sabe da música grega deveria principalmente de fontes literárias e da iconografia. Sobrevivem escassos e fragmentários exemplos de peças musicas anotadas, cujo deciframento ainda é objeto de disputas. Também chegaram aos nossos dias tratados técnicos, o seu sistema teórico de modos, alguns vestígios de instrumentos e algumas melodias foram transmitidas por escritores medievais. A música era onipresente na sociedade grega, decorava os festivais públicos, acompanhava os guerreiros nas batalhas e os pastores nas lides do campo, e entretinha as famílias no recesso do lar. Era além disso parte da educação regular de todo membro da elite. Muitas vezes estava associada à dança e ao teatro. Fazia parte de muitos de seus mitos e desde longa data se firmou uma idéia de que era um poder efetivo, capaz de alterar a disposição do ouvinte para o bem ou para o mal. Foram registradas histórias de uso deliberado da música para influenciar populações inteiras, como no caso do cantor Terpandro, convidado por Esparta para com seu cantor apaziguar uma cidade agitada, e de Pitágoras, creditado como criador de uma terapia musical. Mais do que isso, o estudo da música entre os gregos não se resumia a uma formula para a produção de melodias, mas era uma descrição matemática e filosófica de como o universo era construído, com os astros vibrando em conjunto no que se chama de “harmonia das esferas”. A música humana deveria refletir a harmonia cósmica. Disso deriva a forte associação da música com a ética e a pedagogia.
Um estilo de música com um perfil original e tipicamente grego já havia se estabilizado em suas formas e sistemas principais desde os tempos Homéricos, quando a música passou a acompanhar a récita de poesia. O acompanhamento geralmente era feito com a lira, mais tarde com a cítara, e com instrumentos de sopro, dos quais o mais comum era o aulo. Com o tempo desenvolveu-se um rico instrumental, que incluída diversos tipos de instrumentos de percussão, sopro e cordas, usados em combinações variáveis. Os gregos também criaram o antecessor do atual órgão de tubos num instrumento chamado hidraulo (hydraulis), movida a água.
Praticamente toda a música grega era monódica e vocal, e dependia diretamente da prosódia poética para se estruturar e desenvolver. O sistema usado pelos gregos era modal, baseado numa célula de quatro notas chamada de tetracorde que podia variar na altura, cada qual criado “atmosferas” diferentes, associadas a estados de espírito e valores morais específicos. Essas permutações da escala eram definidas por relações numéricas. A prática foi sistematizada em maior profundidade com o trabalho de Pitágoras, que desenvolveu pesquisas científicas em torno dos efeitos dos sons e de suas combinações, baseado em um sistema de proporções matemáticas, e fortaleceu as antigas e estritas associações de cada modo com determinado ethos. Segundo lamentou Plantão, já em seu tempo as regras antigas começavam a sofrer uma dissolução, e os músicos passavam a explora novidades rítmicas e melódicas sem fortes associações transcendentes dos primeiros tempos, inovações defendidas por Aristóteles a partir de uma abordagem humanística e psicológica justificada pelo conceito de catarse, e não tanto de base religiosa e ética. Entre os principais legados da música da Grécia Antiga estão a forte influência que exerceu sobre a música da Roma Antiga: seu sistema de modos, que foi adotado pelos músicos medievais e, adaptado, sobrevive até hoje através do canto gregoriano; uma terminologia técnica ainda em uso atualmente; as noções de consonância e dissonância, e um sistema de afinação que permaneceu em vigor até o século XV.

Dança 

A arte grega
Sobre a dança grega sabe-se pouco e especula-se muita, dificuldade nascida da ausência de evidências diretas. Tudo que se pôde conhecer deriva de descrições literárias e registros visuais em pinturas, relevos, gemas e estatuária, muitas vezes genéricos e imprecisos. Entretanto, parece haver um consenso de que a dança era tão apreciada e disseminada quanto as outras artes, estando presente em toda a vida social grega, frequentemente associada à música, à poesia, ao teatro, ao entretenimento privado e a festividades religiosas e cívicas. Aparentemente esta arte alcançou um elevado grau de sofisticação, veiculando símbolos, evocando mitos e ilustrando eventos históricos, e a habilidade na dança era tão prestigiada como a capacidade guerreira. Aliás, a dança fazia parte da educação dos soldados e se estruturava por uma consistente normatização de movimentos, cujo rigor se comparava às manobras militares coletivas. Vários tipos de danças militares foram descritos na literatura, incluindo aquelas que se valiam de manipulação de armas e as que imitavam os movimentos dos animais. Danças deste último tipo também eram praticadas em rituais religiosos, principalmente nos cultos de mistério, onde se destacavam as danças orgiásticas executadas pelas mênades nos ritos de Dionísio. Outras formas incluíam as danças específicas para matrimônios, que tinham em geral um caráter processional ou desenhavam círculos e giros, acompanhadas de palmas e gesticulação, e as danças fúnebres, em geral procissões dinamizadas por uma gestualidade gramática, envolvendo o rasgamento de roupas, movimentação dos braços, lamentações, escarificação da face e troca de abraços. No teatro a dança estava invariavelmente presente, sendo conduzida pelo coro, fazendo uso de figurinos apropriados e realizando movimentos solenes de caráter processional.

Artes gregas decorativas e aplicadas 

A arte grega
A criatividade dos antigos gregos não se limitou às assim chamadas artes maiores: a arquitetura, a escultura e a pintura, que como se viu conheceram um extraordinário florescimento, mas cultivaram uma variedade de outras técnicas cujos produtos não causam talvez tanto impacto imediato por suas dimensões reduzidas, mas que dentro de seu âmbito igualmente atingiram altos níveis de sofisticação. Os pequenos bronzes, por exemplo, algumas vezes decorados com aplicações de ouro e prata, também abundam em todas as fases, e embora muitos deles possam se enquadrar na classificação de escultura, outros eminentemente utilitários como os vasos, as armas, os espelhos e objetos domésticos, também amiúde receberam um tratamento estético que vai além do imprescindível para cumprirem sua função e se elevaram ao nível de objetos de arte. A joalheria igualmente atingiu uma qualidade excepcional, com uma ampla variedade de artefatos como colares, brincos, camafeus e coroas.

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Fonte: Empresas de sucesso,  A arte grega . Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/05/a-arte-grega.html

Referência e bibliografia 
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