Pesquisar este blog

Breaking News
recent

As primeiras descoberta de ouro e de diamantes do Brasil

Até o fim do século XVII, o açúcar foi a principal fonte de lucros do Brasil. Nessa época, porém, os holandeses começaram a produzir cana-de-açúcar nas Antilhas. O açúcar holandês era vendido na Europa por preço menor que o produzido no Brasil, diminuindo as vendas do açúcar português. A redução dos lucros obtidos com o açúcar levou os colonos portugueses a buscar outras fontes de riqueza na colônia.
As primeiras descoberta de ouro e de diamantes do Brasil

História

As primeiras expedições às terras da região Centro Oeste aconteceram durante o século XVII, no atual Estado de Mato Grosso, realizadas por bandeirantes paulistas que exploravam a região buscando índios e minerais preciosas. A descoberta de riquezas minerais atraiu populações que se fixaram nas áreas larva, efetivamente assim o povoamento do Centro Oeste, possibilitando o desenvolvimento de atividade como a pecuária e a criação de animais de carga, que após o esgotamento das reservas extratíveis com a tecnologia disponível, se tornariam a atividade econômica predominante. O atual Estado do Mato Grosso começou a ser ocupado por migrantes interessados na exploração do ouro e diamante descobertos na região (Lamoso, 2001): neste Estado, a primeira povoação originada da atividade mineradora foi Cuiabá, fundada em 1719 pelo bandeirante Pascoal Moreira Cabral, após a descoberta de ouro no rio Cuiapó-Mirim (Martins e Brito, 1989). Foram criadas rotas terrestres para esta região do Estado de Goiás, e Cuiabá, na época, passou a ser uma das cidades mais populosas do Brasil, desenvolvendo também localidades próximas, como a Vila Bela da Santíssima Trindade, fundada em 1752, que se tornou capital da Capitania de Mato Grosso.

Descoberta 

Em 1777 foram descobertas as minas de Beripoconé, na beira do Pantanal Mato-grossense, na área em que se localiza atualmente a cidade de Poconé, distante 90 km de Cuiabá (Veiga e Fernandes, 1991).
No Estado de Goiás, o ouro foi descoberto 1726 por bandeirantes que saíram de São Paulo, comandados por Bueno Filho e João Leite da Silva Ortiz; o metal foi descoberto nas localidades de Ponte do meio e Batatal (Martins e Brito, 1989). Seguiram-se descobertas em Capela da Barra, Arraial do Ferreira, ouro Fino e Natividade, em 1734; São Félix, em 1736; Jarragua, em 1737; Cavalcante, em 1740 e Guarinos, em 1741; em Guarinos chegaram a ser utilizados 3000 escravos (Soares, 1999). Além do ouro, a exploração do diamante foi outro promotor do povoamento da região, dando origem, em 1728, ao arraial de Diamantino, na confluência dos rios do Ouro e Paraguai; desenvolveu também a região do Rio Araguaia e Cocalinho, além de regiões mineradoras no sul de Goiás, alcançadas com a travessia do Rio Araguaia através de Alto Araguaia (Santa Rita do Araguaia), Ponte Branca, Barra do Graças, Araguaina (Registro do Araguaia) e Toxixoréu, antigo porto para abastecimento da região (Martins e Brito), 1989). De maneira geral, as larvas de minerais preciosos no Centro Oeste foram de curta duração, não possibilitando a instalação de pólos urbanos e administrativos de controle das minas, como ocorreu em Minas Gerais. Após a ocupação inicial estimulada pela mineração, a principal atividade econômica da região passa a ser a pecuária extensiva e a agricultura de subsistência, caracterizado a ocupação do Centro Oeste por grandes propriedades pastorais, em áreas de grandes vazios demográficos (Oliveira, 1997). Em Goiás, a mineração de ouro praticamente desapareceu por volta de 1820, e só foi retomada entre 1918 e 1922, com os serviços de implantação e exploração da Mina do Chapéu do Sol, em Crixás, que tiveram curta duração (Soares, 1999).
Já no século XX, após décadas de estagnação, ocorre um segundo ciclo do ouro na região, que se inicia com a substancial elevada dos preços de ouro ocorrida no inicio da década de 70, causada em grande parte pela desestabilização do acordo de Bretton-Woods, que fixava o valor da onça-troy de ouro U$$ 35. Ao fim de 1974, o valor da onça-troy de ouro U$$ 195, com aumentos crescentes que atingiram seu pico em 1980. A tendência recente é de queda nos preços do ouro, o que provoca problemas em municípios que cresceram apoiados na mineração durante os anos 80.
Os aumentos nos preços internacionais de ouro levam à retomada da mineração de jazida até então consideradas de baixo teor, e no início dos anos 1983 e 1984, nos municípios de Crixás, Guarinos, Pilar do Goiás, Crixás e Guarinos, Pilar de Goias, Jaraguá, Goianésia, Ceres, Pirenópolis, São Domingos, Monte Alegre e outros; em pilar do Goiás, Crixás e Guarinos intalam-se na década de 70 a Metago (criada em 1961) e mineradoras subsidiárias das Multinacionais (INCO E SHELL) e (hoje INCO e Morro Velho), que requerem e detém alvarás de pesquisas (Soares, 1999).
Além da exploração de metais preciosos, teve grande peso econômico no Centro Oeste expandido a extração de minérais de menor valor, explorados em grande escala. Este setor se desenvolve no período de construção de indústria de base no Brasil, durante a década de 30, com destaque para a siderurgia e a indústria de construção civil, com forte crescimento na extração de minerais ferrosos e de minerais usados na construção civil.

A mineração no Centro Oeste expandindo 

A mineração no Centro Oeste expandindo, apesar de ter sido a atividade econômica que iniciou a colonização da região, tem atualmente uma pequena participação na produção nacional. Contudo, a atividade mineradora na região sempre foi um importante atrator de população (especialmente nas áreas de garimpo), tendo um peso significativo na dinâmica demográfica da região, como ocorreu recentemente em Rondônia, com os garimpos de cassiterita. Outro aspecto importante são os impactos que a mineração tem sobre os ecossistemas da região, especialmente as áreas de cerrado e Amazônia, ecossistemas do país. Por suas características, a mineração cria passivos ambientais visíveis mesmo após a suspensão destas atividades, mais intensamente em áreas de garimpo irregular, nas quais não são adotados medidas de recuperação das áreas degradadas. Nos Estados do Centro Oeste expandido, como no Brasil, predominam as pequenas minas.

Inicio das atividades no Mato Grosso do Sul

No mato grosso do Sul a atividade mineradora se inicia na década de 20, em garimpos de ouro e diamante; atualmente, além da extração e beneficiamento de ferro, manganês e calcário para cimento nos municipios de Ladário e Corumbá, se produz calcário para uso agrícola nos munícipios de Bonito e Jardim (Silva, 1990). Em 1955 foi implantada em Corumbá a empresa produtora de cimento Companhia de cimento Portland Corumbá, do grupo Votorantim, hoje com a marca companhia Portland de Cimento Itaú; em 1983 o grupo Camargo Correa instalou uma fábrica em Bodoquena, MS, com a marca cimento Eldorado. O calário é geralmente wxtraido próximo a centros urbanos, e causa poluições do ar e sonora, devido às detonações e britagem, que produzem pó, vibração e ruído (DNPM, 1986). O maior contingente de trabalhadores no setor mineral do Mato Grosso do Sul está na região da planície do pantanal, na maioria mão de obra irregular contratada por empresas informais, extratoras de argila e areia (Silva, 1990).
Em Goiás, na mineração industrial, destaca-se a produção de rocha fosfática no município de Catalão; a produção deste mineral ganha impulso a partir do PNFCA (1974-79), efetuando durante o Governo Geisel, quando se adotaram políticas para desenvolver o setor de insumos agrículas; participaram do PNFCA o BNDE, a Petrobrás, o DNPM, o CETEM, e o MIC. Em 1979 a Metago, associada à Petrobrás e ao BNDE/FIBASE, fundou a Goiás fértil, viabilizando o projeto da mina de rocha fosfática de Catalão (Kulanif, 1999). Em Catalão também se explora o nióbio, na empresa Mineração Catalão de Goiás, na bacia do Rio Paranaíba (Machado Júnior, 1991).

Referência: 
*DE SAINT-HILAIRE, A. U. G. U. S. T. O. "Viagens pelo distrito dos diamantes e litoral do Brasil." (1974).
* Chaves, Mario Luiz de Sá Carneiro. Geologia e mineralogia do diamante da Serra do Espinhaço em Minas Gerais. Diss. Universidade de São Paulo, 1997.
*CALÓGERAS, João Pandiá. As minas do Brasil e sua legislação.Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1904. 3vol
*BARBOSA, O. Diamante no Brasil- Histórico, ocorrência, prospecção e lavra. CPRM, Brasília, 1991
* Lambertucci, José Roberto, et al. "A esquistossomose mansoni em Minas Gerais." Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 20.1 (1987): 47-52.
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.