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A Resistência de indígenas e de negros escravizados no Brasil

A história da resistência dos escravos é longa e penosa. As revoltas, em movimentos grandes e pequenos, ou foram planejadas, visando à abolição geral, como nos quilombos, ou foram golpes mais modestos que previam punir um senhor ou feitor mais tirano. 
Quilombo: A resistência de negros e índios escravos no Brasil

Quilombo: A resistência de negros e índios escravos no Brasil  

Os quilombos constituíram-se em locais de refúgio dos escravos africanos e afrodescendentes em todo o continente americano. Eram entendidos pelo Conselho Ultramarino do governo português em 1740 como todo “agrupamento de negros fugidos que passe de cinco, ainda que não tenham ranchos levantados em parte despovoada nem se achem pilões neles”. A definição antropológica da Associação Brasileira de Antropologia de 1989 para esse agrupamento é toda comunidade negra rural que agrupe descendente de escravos, vivendo de cultura de subsistência e onde as manifestações culturais têm forte vinculo com o passado.
Os escravos fugiam das fazendas entre os séculos XVI e XIX, e se abrigavam nos quilombos para defender da escravidão e resgatarem a visão africana e os laços de família perdidos com a escravização. Neles existiam manifestações religiosas e lúdicas, como a música e a dança. O mais famoso deles na história do Brasil foi o de Palmares. Denominam-se “quilombolas” os habitantes dos quilombos. Atualmente, as comunidades quilombolas passam por um processo de reconhecimento legal de sua existência por parte dos governos nacionais e das organizações internacionais.

A resistência dos indígenas 

Os portugueses escravizaram os indígenas e usaram várias formas de violência contra eles. Os indígenas tentavam resistir a esse domínio, promovendo guerras contra os colonizadores e fugindo para o interior. 
Nas missões jesuíticas, os indígenas eram catequizados e obrigados a adotar costumes europeus, realizavam diversos tipos de trabalho e eram impedidos de sair de lá. Por isso, era comum muitos indígenas fugirem das missões.

A resistência dos negros escravizados no Brasil

No desenvolvimento de regime escravocrata no Brasil, notamos que os negros trazidos para o ambiente colonial aguentavam um grande número de violência. A dura rotina de trabalho era na maioria das vezes marcada por longas jornadas e a concretização de tarefas que determinavam um grande esforço físico. Dessa forma, sobretudo nas grandes propriedades, observa-se que o tempo de vida de um escravo não extrapolava o prazo de uma década.
Quando não se submetiam às tarefas impostas pelos seus senhores, os escravos eram punidos pelos feitores, que organizavam o trabalho e impediam a realização de fugas. Quando pegos infringindo qualquer norma, os escravos eram amarrados no tronco e açoitados com um chicote que abria feridas na pele. Em casos mais severos, as punições poderiam incluir a mutilação, a castração ou a amputação de alguma parte do corpo. De fato, a vida dos escravos negros no espaço colonial era rodeada pelo signo do abuso e do sofrimento.
No entanto, não podemos deixar de salientar que a população negra provocava formas de resistência que iam contra o lei escravista. Não raro, alguns escravos preparavam episódios de dano que prejudicavam a plantação de alguma fazenda. Em outros casos, tomados pelo conhecido “banzo”, os escravos entravam em um profundo estado de inapetência que poderia até levá-los à morte.
Não aguentando a dureza do trabalho ou a perda dos laços afetuosos e culturais de sua terra natal, muitos negros optavam atentar contra a própria vida. Nesse mesmo tipo de ato de resistência, algumas escravas grávidas procuravam o preparo de ervas com características abortivas. Além disso, podemos salientar que o plano de emboscadas para matar os feitores e senhores de engenho também associava esse corolário de atos contra a escravidão.
Segundo a probabilidade de alguns estudiosos, as manifestações culturais dos negros também advertiam outra prática de resistência. A associação dos orixás com santos católicos, as lutas a comida, (especialmente a capoeira) e as agilidades musicais eram outras formas de se conservar alguns dos vínculos e folclores de origem africana. Com o decorrer do tempo, diversos itens da cultura negra se concretizaram na formação cultural do povo brasileiro.

Fim da escravidão no Brasil 

Lei Áurea, oficialmente Lei Imperial n.° 3.353, sancionada em 13 de maio 1888, foi o diploma legal que extinguiu a escravidão no Brasil. Foi precedida pela lei n.° 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos, e pela lei n.° 3.270 (Lei Saraiva-Cotegipe), de 28 de setembro de 1885, que regulava “a extinção gradual do elemento servil”.
O Brasil foi o último pais independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo a abolir a escravidão foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981, pelo decreto 81.234
Em 2005 foi divulgado um relatório pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), “Uma aliança Global contra trabalho escravo”, que revela haver mais de 12 milhões de pessoas no mundo em condições de trabalho escravo e, cerca de 40% a 50% eram crianças.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso - A Resistência de indígenas e de negros escravizados no Brasil . Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/06/a-resistencia-de-indigenas-e-de-negros.html 

Referências: 
A resistência dos escravos"; Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/historiab/a-resistencia-dos-escravos.htm 
Lei Áurea: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_%C3%81urea 
Fim da escravidão no Brasil: http://www.infoescola.com/historia/fim-da-escravidao-no-brasil/
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