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Mito e religião na Grécia antiga

Mito e religião na Grécia: Com seus mitos os gregos procuravam explicar a origem do mundo e também expressar seus sentimentos cívicos, isto é, de respeito à cidade em que viviam. 
A mitologia grega

A mitologia grega 

Por “mitologia grega” entendemos um conjunto de narrativas que tratam de deuses e heróis.
Os deuses gregos assemelhavam-se aos humanos. Como os homens, os deuses gregos viviam em constantes conflitos, o que provocava guerras. Mas também estabeleciam relações de amizade e casamento, e geravam filhos.
A principal diferença entre os deuses e os homens era a imortalidade. Os deuses não morriam, ao contrário dos seres humanos.

Religião Grega 

A religião grega tinha uma grande mitologia, que consiste em sua maior parte das histórias dos deuses e de como eles afetaram os humanos na Terra. Os mitos frequentemente giravam em torno de heróis e seus atos, como Héracles e seus dozes trabalhos, Odisseu e sua épica viagem de volta para casa depois da Guerra de Tróia, Jasão e sua busca pelo Velocino de Ouro, e Teseu e o Minotauro.
Diversas espécies diferentes existiam na mitologia grega; além dos deuses e humanos, existiam os Titãs, seres que precediam os Deuses do Olimpo e eram odiados por eles, e espécies menores como os centauros, metade homens e metade cavalos, as ninfas, criaturas que habitavam a natureza (as ninfas das árvores eram dríades, as do mar eram as nereidas) e os sátiros, metade homens metade bodes. Algumas criaturas da mitologia grega eram monstruosas, como os gigantes de um olho só, os ciclopes, Cila, a criatura marítima, Caríbdis, o turbilhão, as górgonas e o Minotauro, meio homem e meio touro.
Muitos dos mitos falavam sobre a guerra entre a Grécia e Tróia. A Ilíada, poema épico de Homero, aborda um determinado período da guerra. Diversas outras obras abordam o período posterior à guerra, como assassinato do rei Agameon de Argos, e as aventuras de Odisseu em seu retorno à Ítaca (sobre o qual fala a Odisseia, também de Homero).
Não existia uma cosmogonia fixa ou mito de criação, entre os gregos. Diferentes grupos religiosos acreditavam que o mundo havia sido criado de diferentes maneiras. Um mito criacionista típico grego foi narrado por Hesíodo, na Teogonia; segundo ele, inicialmente existia apenas uma de idade primordial chamada Caos, que deu à luz diversos outros deuses primevos, como Gaia, Tártaro e Eros, que deram então origem a outros deuses, os Titãs, que por sua vez originaram os primeiros deuses do Olimpo.
A mitologia dos gregos sobreviveu em diversas fontes e acabou por sofrer vários acréscimos ao ser utilizada para na formação da posterior mitologia romana. Tanto gregos quanto romanos formavam sociedades relativamente alfabetizadas, e esta mitologia era escrita na forma de poemas épicos (como a Ilíada, Odisseia e a Argonáutica) e peças teatrais (como As Bacantes, de Eurípides, e os sapos, de Aristófanes). Esta mitologia tornou-se muito popular na Europa cristã do pós- renascimento, onde era utilizada como base temática para obras de artistas como Botticelli, Michelangelo e Rubens.
Deuses e heróis Zeus era o deus principal dos gregos e tinha autoridade sobre todos os demais deuses. Cada deus representava uma força da natureza, um atributo, uma profissão ou atividade, e protegia uma cidade. Os gregos acreditavam que todos os deus moravam no Monte Olimpo.
Outros deuses importantes eram Hera, esposa de Zeus; Poseidon, deus do mar; Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor e da beleza; Atena, deusa da sabedoria.
Os gregos também veneravam os heróis. Os heróis eram, em geral, semideuses (filhos de um deus ou deusa com um mortal) ou personagens importantes, que se tornaram respeitados e admirados por suas ações. Os heróis eram capazes de feitos impossíveis para os humanos. Teseu, um dos maiores heróis gregos, ficou famoso ao derrotar o Minotauro, um terrível monstro que tinha corpo de homem e cabeça de touro.

Homens e deuses 

A relação dos gregos com seus deuses era diferente da que existe hoje nas religiões cristã, judaica e islâmica, por exemplo. Os fiéis dessas religiões acreditam em um Deus único, cuja palavra está revelada em livros sagrados: a bíblia, para judeus e cristãos, o Corão, para os muçulmanos. Além disso, o culto é celebrado em lugares específicos – a igreja cristã, a sinagoga judaica e a mesquita muçulmana.
A religião grega, pelo contrário, era politeísta e não possuía um livro sagrado. O culto era celebrado do lado de fora dos templos, num altar onde era feita a oferenda, em geral o sacrifício de um animal, a um deus. Após abater o animal, queimavam-se certas partes e os sacrificadores consumiam o restante.
Na vida privada dos gregos e os sacrifícios aos deuses também tinham um espaço importante. Frutos e animais eram oferecidos em troca da proteção da família ou da propriedade e por ocasião de viagens. Os gregos acreditavam ainda que podiam comunicar-se com os deuses por meio de sonho e oráculos.

Uma religião cívica 

Cada cidade grega cultuava seus deuses e heróis, a quem podiam a proteção de seu território. Santuário e templos eram construídos em homenagem aos deuses e neles realizavam-se cultos públicos em determinadas épocas do ano. Era como se os deuses fosse padroeiros das cidades.
Em grande parte do ano havia festivais que eram verdadeiros acontecimentos religiosos. Procissões percorriam as ruas da cidade, com as pessoas levando objetos e oferendas aos deuses. As competições esportivas também tinham um caráter religioso. Em Olímpia, por exemplo, faziam-se jogos em homenagem a Zeus.

Rituais gregos 

As cerimônias e rituais gregos eram executados principalmente sobre altares; estes eram tipicamente dedicados a um ou alguns deuses, que eram representados por estátuas. Oferendas votivas eram deixadas sobre este altar, como comidas, bebidas, bem como objetos precisos. Por vezes sacrifícios animais também eram realizados neles, onde a maior parte da carne era consumida, e as vísceras queimadas como oferenda para os deuses. Libações, quase sempre de vinho, também eram oferecidas aos deuses, não apenas em seus santuários, mas também na vida cotidiana, como durante um symposion (“simpósio”, espécie de banquete festivo).
Uma cerimônia célebre era o pharmakos, ritual que envolvia a expulsão de um bode expiatório simbólico, como um animal ou escravo, de uma cidade ou aldeia durante um período de dificuldades. Esperava-se que assim, ao expulsar esta criatura, os problemas também estariam sendo levados do local.

Mito e sociedade 

A mitologia grega era assunto principal nas aprendizagens das crianças da Grécia Antiga, como meio de orientá-las no entendimento de fenômenos naturais e em outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos homens. Os gregos antigos atribuíam a cada fenômeno natural uma criatura ou deus diferente. Certos estudiosos modernos dizem que, quando passaram a inventar meios de calcular o tempo e quando criaram mecanismo de datação como o calendário, seus mitos declinaram (ver seção Declínio logo abaixo). Os poetas atribuíam esses estados térmicos, como também as relações e as características humanas, aos deuses e a outras histórias lendárias, e elas serviram durante um bom tempo como cultos ritualísticos na sociedade da Grécia antiga.
Além das crianças serem educadas através dos mitos, as famílias aristocráticas da Grécia, assim como os reis, e também profissionais, como os médicos, possuíam a tradição de se ligarem genealogicamente a antepassados míticos, geralmente divinos, ou até mesmo heróicos. Os comerciantes também cultuavam deuses, como Hermes, sempre em tentativa de deixá-lo satisfeito e assim conseguir bons resultados em suas vendas. Além de serem habituados aos sacrifícios de animais e às orações, os gregos antigos adotavam um deus particular ou um grupo deles para sua cidade, e os cidadãos construíam templos e o(s) venerava(m). Essas cidades não possuíam qualquer organização religiosa oficial, mas honravam os deuses em lugares determinados, como Apolo exclusivamente em Delfos.
Muitos festivais religiosos eram realizados na Grécia antigas. Alguns eram especificadamente dedicados a uma deidade particular ou cidade-estado. A Lupercália, por exemplo, era comemorada na Arcádia e dedicada à pastoral Pã. Existiam também os jogos que eram realizados anualmente em locais diferentes, e que culminaram nos jogos Olímpicos da Antiguidade, realizados a quatro anos e dedicados a Zeus. Os gregos, frequentemente, encontravam desígnios dos deuses em muitas características da natureza. Os adivinhos, por exemplo, acreditavam haver mensagens divinas contidas no vôo das aves e nos sonhos. Nas cidades, os oráculos – locais sagrados – eram usados por um sacerdote que, tomado por êxtase ou loucura divina, servia de intermédio entre o diálogo de um fiel e seu deus de adoração.
Nas primeiras eras em que a recente filosofia vivia ao lado da tradicional mitologia, para o povo grego a sabedoria plena e completa pertencia aos deuses, mas os homens poderiam desejá-la e amá-la, tornando-se filósofos (Philo= amizade, amor fraterno, respeito; Sophia=sabedoria).

Mito e Religião 

É preciso haver um esclarecimento acerca da diferença entre mito e religião. Hoje, todas as mitologias de todos os povos são entendidas como conjunto de crenças enraizadas em relatos modernamente tidos como fictícios e imaginados pelos poetas, enquanto a religião propõe-se a criar rituais ou práticas com a finalidade de estabelecer vínculos com a espiritualidade.
“Mitologia” é um termo indiscutivelmente técnico e moderno e nunca utilizado pelos próprios gregos ou romanos. Seus cultos compreendiam uma religião politeísta da qual os especialistas de hoje agrupam no que se chama “mitologia grega”, analisando as narrativas poéticas como legados da literatura antiga, ao passo que os próprios gregos, sobretudo antes da fama da filosofia, acreditavam serem reais. Pode-se dizer que “mito” é todo o conjunto que nós compreendemos hoje o que em suas épocas os gregos chamavam “religião”.
Para ficar claro, podemos dizer que os textos sacros dos gregos são o que chamamos agora de mitologia ou literatura da Grécia antiga. A teogonia e os Trabalhos e os Dias de Hesíodo, a Ilíada e a Odisseia de Homero e as Odes de Píndaro estão entre as obras que os gregos consideravam sacros. Estes são os principais textos que foram consideravam sacros. Estes são os principais textos que foram considerados inspirados pelos deuses e geralmente incluem no prólogo uma invocção às Musas para que elas auxiliem o trabalho do poeta.
Os gregos faziam cultos os deuses do Olimpo, realizados em templos comuns ou em altares e, também cultos aos heróis históricos, realizados em suas respectivas tumbas. Dedicados a um deus ou a um herói, os templos, decorados com esculturas (de deuses ou heróis) em relevo entre o teto e o topo das colunas, eram constituídos de pedras nobres como mármore, usadas no alto da acrópole. Os antigos teatros gregos, também, eram construídos para determinada figura mitológica, deuses ou heróis, como o teatro de Dioniso no Santuário de Apolo em Delfos.
Além da religião ter sido praticada através de festivais, nela se acreditava que os deuses interferiam diretamente nos assuntos humanos e que era necessário acalmá-los por meio de sacrifícios. Estes rituais de sacrifício desempenharam um papel importante na formação da relação entre o homem e o divino. Um dos conceitos mais importantes quanto a moral para os gregos era o medo de cometer húbris (arrogância), o que constitui muitas coisas, do estupro à profanação de um cadáver.

Vida após a morte 

Morte
Os antigos gregos acreditavam num submundo para onde os espíritos dos mortos iam após a morte. Se um funeral nunca fosse realizado em homenagem ao morto, acreditava-se que o espírito desta pessoa nunca conseguiria chegar ao submundo, e permaneceria assombrando o mundo, como um fantasma, para sempre. Existiam diversos pontos de vista a respeito deste submundo, e a idéia gradualmente mudou com o tempo.
Uma das principais áreas deste mundo inferior era conhecido como Hades, e era governado por um Deus, também chamado Hades. Outro reino, chamado Tártaro, era o local para onde acreditava-se que iam os amaldiçoados, um local repleto de tormentos. Um terceiros reino, o Elísio, era um local agradável onde os mortos virtuoso e os iniciados nos cultos de mistério habitavam.
Alguns poucos, como Aquiles, Alcmene, Anfiarau, Ganímedes, Ino, Melicertes, Menelau, Peleu e boa parte daqueles que lutaram nas guerras de Tróia e Tebas, eram tidos como imortalizados, fisicamente, e viveriam eternamente no Elísio, nas Ilhas dos Abençoados, nos céus, oceanos ou literalmente sob o solo. Esta crença oferecia pouco alívio para a população em geral, uma vez que, na medida em que o corpo destes indivíduos vivia por meio da decomposição, do fogo ou do consumo, não havia esperanças de qualquer coisa além da existência de uma alma desencarnada.
Alguns gregos, como os filósofos Pitágoras e Platão, também defenderam a idéia da reencarnação, embora ela não tenha sido aceita universalmente.
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