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A condessa Sangrenta Elizabeth Bathory

A história perversa da Condessa Elizabeth Bathory, mostra que ela foi um das mulheres mais sanguinária e cruel que a humanidade já conheceu. Sua história macabra ultrapassa a fronteira da lenda e rotulam através dos tempos com “A Condessa de Sangue”.
A condessa Sangrenta

História de Elizabeth Bathory – A condessa sangrenta

Elizabeth Bathory foi uma condessa húngara da renomada família Báthory que entrou para a história por uma série de crimes apavorantes e cruéis que teria cometido. Todos os delitos ligados a sua obsessão pela beleza. Como resultado, ela ficou popular como “A condessa sangrenta” e “A Condessa Drácula”. Seu nome em húngaro é Báthory Erzsébet, em eslovaco Alžbeta Bátoriová. Em português, a condessa é mencionada como Isabel ou Elisabete Báthory.
Elizabeth passou a maior parte de sua vida no Castelo de Csejte na região de Trenčín, na atual Eslováquia. A condessa fazia parte de uma das mais antigas e nobres famílias da Hungria.
Era filha do barão Báthory, do ramo Ecsed, irmão do príncipe András da Transilvânia. Sua mãe era do ramo Somlyo da família, chamava-se Anna Báthory e era irmã, entre outros, de Estevão Báthry, rei da Polônia e do príncipe de Siebenburgen (Transilvânia).
Elizabeth era uma linda garota e logo ficou noiva do conde Ferenc Nádasdy aos 11 anos de idade, e passou a viver no castelo dos Nádasdy, em Sárvár. O casamento com Ferenc aconteceu em maio de 1575. O conde era militar e ficava muito tempo fora de casa. Sendo assim, Elizabeth assumiu a administração do castelo e da família Nadasdy. Foi a parti desse exato momento que suas tendências sádicas começaram a revelar-se com o disciplinamento de um grande contingente de funcionários, sendo a grande maioria mulheres jovens.
O nível de crueldade de Isabel era conhecido. Ela não apenas punia os que infligiam suas leis, como também encontrava todas as desculpas para atribuir castigos, deleitando-se na tortura, agonia e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vitimas, como exemplo, sob as unhas ou nos mamilos. No inverno executava suas vitimas de modo cruel fazendo-as se despir e andar pela neve, a condessa seguia e despejava água gelada nelas até morrerem congeladas.
Como seu marido era militar, Elizabeth aprendeu algumas modalidades de tortura e de punição: Uma delas consideradas cruel era o despimento da vítima e o cobrimento do corpo com mel deixando-o à mercê de insetos até a morte.
Em 1604 o conde Nádasdy morreu, Elizabeth mudou-se para Viena. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e bizarros.
Elizabeth, ao longo de sua carreira sangrenta, contou com ajuda de quatro cúmplices: Jano – apelidado de “Ficzko, um jovem demente mental que ajudava no ocultamento dos cadáveres, Helena Jo enfermeira do castelo, Dorothea Szentos, governanta do castelo, Katarina Beneczky, uma jovem lavadeira acolhida pela condessa.

Prisão e morte de Elizabeth

Em 1610, tiveram inicio as primeiras investigações sobre os crimes de Isabel Báthory, em seguida ela foi presa e teve inicio o seu julgamento que foi conduzido pelo Conde Thurzo, um primo de Isabel a quem muito convinha a condenação da condessa. Em uma das sessões realizada em 7 de janeiro de 1611 foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Isabel, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com sua própria letra.
Seus cúmplices foram condenados a morte, sendo uma execução determinada por seus papéis nas torturas. Apenas Katarina foi poupada, possivelmente devido a se ter envolvido amorosamente com um dos juízes.
Elizabeth foi condenada a prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de sua vida, tendo sido encontrada morta em 21 de agosto de 1614, não de sabe ao certo a data da sua morte, já que foram encontrados no aposento vários pratos de comida intactos. A condessa sangrenta foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

Elizabeth na cultura popular

Devido aos supostos crimes horríveis que teria cometido, Elizabeth tornou-se numa das personagens históricas mais inspiradoras da arte, especificamente a gótica: varias referências lhe têm sido feitas nas áreas da literatura, música, cinema, entre outros.
Hoje em dia, também há quem acredite que a condessa tenha sido, ela própria, uma vítima da ambição humana: ela era a mulher mais rica da Hungria, o próprio rei lhe devia uma fortuna, seu latifúndio correspondia a cerca de 2/3 do território húngaro e ela era, de longe, a aristocrata mais poderosa do clã Bathory. Nunca foram encontradas provas concretas dos crimes brutais creditados à condessa, podendo toda a história da sua vida ter sido forjada pelos nobres da época.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso - A condessa Sangrenta Elizabeth Bathory . Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/08/a-condessa-sangrenta-elizabeth-bathory.html

Referências e bibliografia 
1* PIZARNIK, A. "A condessa sangrenta." São Paulo: Tordesilhas (2011).
2* TREVISAN, JS. "Uma condessa contemporânea." PIZARNIK, A. A condessa sangrenta. São Paulo (2011).
3* Rodrigues, Letícia Cristina Alcântara. "O amor, a morte e o tempo: o mito do vampiro em narrativas dos séculos XIX e XX." (2014).
4* TREVISAN, J. S. Uma condessa contemporânea. In: PIZARNIK, A. A condessa sangrenta . São Paulo: Tordesilhas, 2011, p. 58-59.
5* MANGUEL, A. Lendo imagens : uma história de amor e ódio. Trad. Rubens Figueiredo, Rosana Eichemberg e Cláudia Strauch. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
6* Alejandra Pizarnik e a Condessa Sangrenta: uma análise do simbólico nas ilustrações góticas de Santiago Caruso - http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542016123149
7* Isabel Bathory - Wikipédia, a enciclopédia livre.
8* Resenha: A Condessa Sangrenta por Alejandra Pizarnik
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