Pesquisar este blog

Breaking News
recent

Deuses e Deusas na mitologia Grega

No Olimpo, os deuses formavam uma sociedade organizada no que diz respeito a autoridade e poder, movimentavam-se com total liberdade e formavam três grupos que controlavam o universo conhecido: o céu ou firmamento, o mar e a terra.
Deuses e Deusas

História

Todas as sociedades têm a sua mitologia, um conjunto de histórias sagradas sobre os Deuses que versam sobre o significado o cósmico, desde a criação até o que ocorre após a morte as pessoas repetem essas histórias há milhares de anos para melhor compreender o mundo e suas próprias vidas.
Nas culturas do mundo parece haver incontáveis mitos e inúmeros deuses. Dizem que apenas os mitos hindus da Índia envolvem milhares de divindades. Essa variedade é fascinante, e deu origem a história que entretêm diversas gerações e escritores há séculos, sendo relevantes até hoje. Muitas pessoas lêem os mitos pela luz que eles lançam sobre a vida, os relacionamentos e a forma como o mundo evolui. Acima de tudo, eles fornecem uma visão singular sobre ideias, religiões, valores e a cultura dos povos que inicialmente os criaram. Compreender sua mitologia é compreender o seu mundo.

Mitologia grega 

É o estudo dos conjuntos de narrativas relacionadas com os mitos dos gregos antigos, dos seus significados, da relação entre gregos e cristãos – narrativas essa consideradas, com o advento do cristianismo, como meras ficções alegóricas. Para muitos estudiosos modernos, entender os mitos gregos é o mesmo que lançar luz sobre a compreensão da sociedade grega antiga ilustram as origens do mundo, os modos de vida, as aventuras e desventuras de uma ampla variedade de deuses, deusas, heróis, heroínas e de outras criaturas mitológicas.

Era dos deuses 

“Mitos de origem” ou “mitos de criação”, na mitologia grega, são termos alusivos à intenção de fazer com que o universo torne-se compreensível e com que a origem do mundo seja explicada. Além de ser o mais famosos, o relato mais coerente e mais bem estruturado sobre o começo das coisas, a Teogonia de Hesíodo também é visto como didático, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dele surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo. Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano, que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os cíclopes de um só olho e os hecatônquiros (ou centimanos). 
Contudo, Urano, embora tenha gerado estas divindades poderosas, não as permitiu de sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai. Somente Cronos, “o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos”, castrou o seu pai – com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia – e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu Afrodite, saída da espuma da água, ao mesmo tempo que o sangue de sua ferida gerou as ninfas melíades, as erínias e os gigantes, quando atingiu a terra. Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos titãs com sua irmã e esposa Reia como cônjugue e os outros titãs como sua corte.

Deuses olímpicos 

Zeus: Era o senhor do céu das nuvens e das chuvas, tinha no raio a sua maior arma. No entanto, não era onipotente. Era possível opor-se a ele ou mesmo enganá-lo. 
Hera: Irmão de Zeus, era a protetora dos casamentos. Muito ciumenta, vingava-se sempre dos constantes relacionamentos adúlteros do marido. 
Poseidon: Irmão de Zeus, era o senhor dos mares e ocupava o segundo lugar na hierarquia do Olimpo. 
Hades: Dominava o mundo subterrâneo, onde habitavam os mortos: o Tártaro, onde eram punidos os vilões, o Eliseo, onde eram recompensados os heróis. 
Apolo: Filho de Zeus e Leto, era identificado com o sol e considerado o deus da música e da cura – artes que ensinou aos homens. 
Palas Atena: Gerada da cabeça de Zeus, era sua filha favorita e a deusa da sabedoria. 
Ártemis: Irmã gêmea de Apolo, era a deusa da caça e da castidade. 
Ares: Filho de Zeus e Hera, é o deus da Guerra, considerado, por Homero, “a maldição dos mortais”. 
Hermes: Filho de Zeus e mensageiro dos deuses, dos quais era o mais esperto ou astuto. Por isso, protegia comerciantes de ladrões. 
Hefesto: Deus do fogo, ferreiro e artesão, que fabricava os utensílios e as armas de deuses e heróis. 
Héstia: Era o símbolo do lar e foi mais cultuada pelos romanos que pelos gregos. 
Afrodite: Deusa do amor e da beleza, que a todos seduzia, fossem deuses ou simples mortais.

Divindades do mundo subterrâneo 

A idéia de mundo Subterrâneo surgiu para explicar uma das questões essenciais da existência: o que acontece quando morremos? Na maioria das mitologias há um outro mundo, como morada das almas dos mortos, com suas próprias divindades – figuras sombrias que supervisionam nossa passagem da vida a morte e regem os que já partiram.
Varias culturas tinham especial interesse na morte e na passagem da alma para o outro mundo. Seus mitos, p.ex os do Egito Antigo, apresentam muitos deuses que presidem os ritos funerários, interrogam a alma sobre a vida na Terra e admitem-na no reino dos mortos.
Os egípcios viam suas vidas inteiras como preparação para este processo; os chineses antigos consideravam o outro mundo até mesmo mais real que a nossa vida mortal e passageira na Terra.

Figuras sombrias 

O deus do Mundo Subterrâneo geralmente era uma figura sombria temida pelos homens. Hades, ao contrário de outras divindades gregas, nunca era representado pelos artistas: ele era invisível, o que aumentava o terror e o mistério que inspirava. Os romanos viam seus aquivalente Plutão como um rei assistindo em seu reino por deidades como as Fúrias. Essa tríade de deuses infligia os tormentos a que eram submetidos os que em vida haviam cometido atos terríveis.
Companheiros desagradáveis
Muitos mitos mencionam os desagradareis assistentes do soberano Mundo Subterrâneo. A entrada do mundo subterrâneo clássico era guardada por Cérbero, um cão de três cabeças. O rei celta do mundo dos mortos, Arawn, era seguindo por séquito de demônios; e um bando de crianças pavorosas, doenças e monstros acompanhava, Tuoni, soberano do mundo do além finlandês.
As regiões dos mortos nos mitos das civilizações orientais também eram habitadas por demônios. Embora esses mitos ajudem a explicar o que pode acontecer após a vida terrena, não fornecem muito consolo.

Deuses do mundo subterrâneo

Hades
Deuses do mundo subterrâneo
Hades - O sinistro Hades, irmão de Zeus e Posídon, era soberano do Mundo Subterrâneo grego, reino das trevas e destino das almas segundo a crença dos mortais. Muito temido, Hades celebrizou-se por raptar a jovem que tomou por esposa, Perséfone
A invisibilidade de Hades deve-se seja à escuridão de seu reino, seja a seu capacete, que tornava invisível quem o usasse. Hades inspirava tal terror que muitos nem ousava pronunciar seu nome: chamava-no de “o outro Zeus” ou simplesmente de “senhor”. Diziam-no indiferente a preces, mas seu caráter também tinha um lado positivo, expresso em nomes alternativos, como Plutão (“rico”) e Polixeno (“anfitrião de muitos”). Sob essas formas, ele era objeto de culto junto com Perséfone.
Hel
Hel
Rainha do mundo subterrâneo, uma região (também conhecida como Hel) que se encontrava perto da raiz da árvore do mundo Yggdrasil, na região cósmica de Neflheim. A parte superior do corpo de Hel era viva e de cor normal, mas a inferior era sombria e difícil de ser vista na escuridão em que ela vivia.
Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criador, a Vagareza, sua criação, o Precipício, sua porta, a Preocupação, sua cama, e os sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. O reino de Hela era guardado pelo cão Gam.
De acordo com as lendas, Hela não podia ser derrotada em seu mundo e nenhum deus se dispunha a enfrentá-la em seus domínios, nem mesmo Odin ou Thor.

Mito e Religião na Grécia Antiga 

A designação religião politeísta grega antiga abrange o grupo de crenças e rituais praticados na Grécia Antiga tanto na forma de religião pública popular como nas práticas de culto. Estes grupos eram variados que alguns autores falam de ‘’religiões’’ ou ‘’cultos gregos’’, embora a maior parte deles partilha semelhanças. Muitos gregos reconheciam os quatorze principais deuses e deusas: Zeus, Posidão, Hades, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Dioniso, Hefesto, Atena, Hermes, Deméter, Héstia e Hera, embora certas religiões filosóficas como o estoicismo e algumas formas de platonismo propunham uma deidade única transcendente. Diferentes cidades veneravam diferentes divindades, por vezes com epítetos que especificavam sua natureza local. As práticas religiosas dos gregos se estendiam além da Grécia continental, até as ilhas e o litoral da Jônia, na Ásia Menor, até a Magna Grécia (Sicília e Itália Meridional), e nas diversas colônias gregas por todo o Mediterrâneo Ocidental, tais como Massília (Marselha). A religião grega influenciou os cultos e crenças etruscos, formando a posterior religião romana antiga.

Era dos Deuses e dos Mortais

Unindo a idade em que os deuses viviam sós e a idade em que a interferência divina nos assuntos humanos era limitada, havia uma era de transição em que os deuses e os homens (mortais) se misturaram livremente. Estes foram os primeiros dias do mundo, quando os grupos se misturavam com mais liberdade do que fizeram depois. A maior parte das crenças dessas histórias foram relevadas posteriormente na obra Metamorfoses de Ovídio, e frequentemente são dividias em dois grupos temáticos: histórias de amor e histórias de castigo. Ambas histórias tratam do envolvimento dos deuses com os humanos, seja de uma forma ou de outra:
Os contos de amor muitas vezes envolvem incesto, sedução ou violação de uma mulher mortal por parte de um deus, resultando em descendência histórica. Essas histórias sugerem geralmente em que as relações entre deuses e mortais precisam ser evitadas, sendo que raramente esses envolvimentos possuem finais felizes. Em poucos casos, uma divindade feminina procura um homem mortal e vive com ele, com no Hino Homérico e Afrodite, onde a deusa se relaciona com o príncipe Anquises e acaba concebendo o chefe troiano Eneias.
Os contos de castigo envolvem apropriação ou invenção de algum artefato cultural importante, como quando Prometeu roubou o fogo dos deuses e quando ele ou Licaão inventou o sacrifico, quando Tântalo roubou o néctar e a ambrósia da mesa de Zeus e de seus súditos, revelando-lhe o segredo dos deuses, ou quando Deméter ensinou agricultura e os Mistérios de Elêusis a Triptolemos, ou quando Mársias inventou os aulos, e com ela, ingressou num concurso musical ao lado de Apolo. As aventuras de Prometeu marcam um ponto entre a história dos deuses e a dos homens. Um fragmento de papiro anônimado, datado do século III a. C., retrata vividamente o castigo que Dionísio aplicou o Licurgo, rei Trácia, cujo reconhecimento de novos deuses chegou demasiado tarde, ocasionando horríveis penalidades que se estenderam por toda vida. A história da chegada de Dionísio para estabelecer seu culto em Trácia foi também o tema de uma trilogia de peças dramáticas do poeta antigo Ésquilo: como em As Bacantes, onde o rei de Tébas, Penteu, é castigo por Dionísio por ter siso desrespeitoso com as ménades, suas adoradoras.
Ainda no assunto de relação entre deuses e mortais, há um conto antigo baseado em tema folclórico, onde Deméter está procurando sua filha Perséfone depois de ter tomado a forma de uma anciã chamada Doso e recebido hospitalidade de Celéu, o rei de Elêusis em Ática. Por causa de sua hospitalidade, Deméter planejou fazer imortal seu filho Demofonte como ato de agradecimento, mas não pode completar o ritual porque a mãe de Demofonte, Metarina entro e viu o filho rodeado de fogo, visão essa que lhe provocou, instantaneamente, um grito agudo, que enfureceu Deméter, cuja lamentação veio depois, ao refleti o fato de que os ‘’estúpidos imortais não entendem práticas divinas’’.

Divindades Menores

Divindades menores, relacionadas de alguma maneira aos Deuses Olímpicos, também existiam. Um dos mais populares era Dioniso, Deus do vinho e do êxtase espiritual, filho de Zeus. Outros eram Pã, Deus dos pastores e das músicas folclórica, e Hécate, Deusa das magias.
Era possível que um ser humano mortal se tornasse um Deus imortal; um destes exemplos era Héracles, filho de Zeus com uma mãe mortal. Por realizar feitos heroicos e por sua herança semi-divina eventualmente recebeu a opção de se tornar um dos doze deuses do Olimpo; Héracles recusou a generosa oferta, porém se tornou um mortal. Também existiam divindades do lar, semelhantes aos lares romanos.

Religiões de mistério

Aqueles que não se satisfaziam com o culto público dos deuses recorriam às diversas religiões de mistérios, que funcionavam como cultos cujos membros deviam ser indicados para poder conhecer seus segredos.
Neles podiam encontrar consolos religiosos que a religião tradicional não era capaz de fornecer; uma chance de um despertar místico, uma doutrina religiosa sistemática, um mapa da vida após a morte, uma forma de veneração comunitária, e uma confraria espiritual.
Alguns destes mistérios, como os mistérios de Elêusis e Samotrácia, eram antigos e regionais. Outros se espalharam de lugar em lugar, como os mistérios de Dioniso. Durante o período Helenístico e o Império Romano as religiões de mistério exóticas tornaram-se difundidas, não apenas na Grécia, mas por todo o Mediterrâneo. Algumas destas eram criações novas, como o culto a Mitras, enquanto outras haviam sido praticadas há centenas de anos, como os mistérios egípcios de Osíris.

Templos 

Diversos templos eram erguidos em homenagem aos deuses. Alguns dos mais imponentes e conhecidos eram o Templo de Zeus, em Olímpia, e o Partenon, dedicado à deusa Atena, localizado sobre a Acrópole, em Atenas.
Os templos continham uma sala central, chamada de cela, que continha um grande altar e a estátua de uma (ou mais) divindade. Sacerdotes constantemente monitoravam o local e eram responsáveis por fazer oferendas.
Em alguns destes templos haviam um oráculo, tido como capaz de prever o futuro. O mais célebre deles foi o de Delfos localizados no Templo de Apolo daquela cidade.

Sacrifício 

O culto na Grécia consistia tipicamente do sacrifício de animais domésticos no altar, em meio a hinos e orações. Partes do animal eram então colocadas sobre as chamas, para os deuses; e os participantes comiam o resto. A evidência destas práticas é descrita com exaustão na literatura antiga, especialmente nos épicos de Homero. Ao longo dos poemas, o uso deste ritual fica aparente em banquetes onde carne é servida, em épocas de perigo ou antes de algumas empreitada importante, como meio de se obter o apoio dos deuses. Na Odisseia, por exemplo, Eumeu sacrifica um porco com uma oração por seu mestre, Odisseu; na Ilíada todos os banquetes dos príncipes se inicia com um sacrifício e uma oração. Estas práticas, descritas em períodos pré-homéricos, apresentam traços em comum com formas de sacrifício ritual do século VIII a.C. Ao longo do poema banquetes especiais são realizados sempre que os deuses indicam sua presença, seja através de algum sinal ou de algum sucesso em combate. Antes dos guerreiros gregos partirem para Troia, este tipo de sacrifício animal é realizado, e Odisseu oferece a Zeus, em vão, um cordeiro. Estas situações de sacrifício nos épicos de Homero podem indicar uma visão dos deuses como membro da sociedade, e não entidades externas, indicando laços com eles. 

Crenças e Teologia 

Alguns conceitos eram universais a todos os povos gregos, crenças comuns partilhadas por muitos.
A teologia grega antiga girava em torno do politeísmo, isto é, existiam diversos deuses e deusas. Havia uma hierarquia de divindades, com Zeus, o rei dos deuses, mantendo um certo nível de controle sobre todos os outros. Cada divindade geralmente mantinha um domínio sobre determinado aspecto da natureza; Posidão, por exemplo, controlava os mares e os terremotos, e Hiperião o sol. Outras divindades exerciam seu domínio sobre determinado conceito abstrato, Omo por exemplo Afrodite, que controlava o amo.
Embora fossem imortais, os deuses não eram onipotentes; obedeciam ao destino, que se impunha a todos eles. Na mitologia grega, por exemplo, o destino de Odisseu era retornar ao seu lar, em Ítaca, após a Guerra de Troia, e embora os deuses pudessem dificultar sua jornada e torná-la mais demorada e difícil, não tinham a capacidade de impedi-lo.
Os deuses agiam como humanos, com que partilhava os mesmo vícios. Também interagiam como os seres humanos, por vezes, mesmo tendo filhos com eles. Alguns deuses se opunham a outros, e tentavam superá-los. Na Ilíada, por exemplo, Zeus, Afrodite, Ares e Apolo apoiam o lado troiano na Guerra de Troia, enquanto Hera, Atena e Posidão apoiam os gregos (ver teomaquia).
Alguns deuses eram associados especificamente com uma determinada cidade. Atena, por exemplo, era associada à cidade de Atenas, Apolo com Delfos e Delos, Zeus com Olímpia e Afrodite com Corinto. Outras divindades eram associadas a nações fora da Grécia; Posidão, por exemplo, era associado à Etiópia e Troia, e Ares com a Trácia.
A identidade dos nomes não era uma garantia de cultos semelhantes; os próprios gregos tinham consciência de que a Ártemis venerada em Esparta, a caçadora virgem, era uma divindade muito diferente de Artemis de Éfeso, uma deusa da fertilidade com diversos seios. Quando obras literárias como a Ilíada relatavam conflito entre os deuses, estes conflitos ocorriam porque seus seguidores estavam em guerra na Terra, e eram um reflexo celestial do padrão terreno das divindades locais. Embora o culto das principais cidades tivessem templos aos principais deuses, a identificação de diferentes deuses com diferentes locais permaneceu forte até o fim da prática do politeísmo nestas regiões.

Filosofia e Mito

A filosofia nasce através do mito, mas a ele acaba se opondo. Ela surge no inicio do século – VI em Mileto, e estudiosos escrevem que vários fatores favoreceram este nascimento: ‘’efervescência comercial, prosperidade material, contato com outras culturas avançadas, sistema de governo democrático e, finalmente, cidadãos com tempo livre para o estudo e a reflexão. ‘’De fato, ao passo que a filosofia nascia, a preocupação de seus primeiro homens (Tales, Anaximandro e Anaxímenes, os filósofos pré-socráticos), além daquelas de ordem astronômica, era descobrir ou meramente indagar qual seria o elemento primordial do universo e da natureza, aquele que deu origem ao mundo – célebre exemplo de quatro as concepções cosmológicas da mitologia grega estavam sendo postas de lado para serem substituídas por novos estudos acerca do assunto, dessa vez racionas. Nos finais do século V a. C., depois auge da filosofia, da oratória, e da prosa, o destino e a veracidade dos mitos se tornaram incertos e as genealogias mitologias deram e a veracidade dos mitos se tornaram incertos e a genealogias mitológicas deram lugar a uma nova concepção a origem das coisas, sendo que essa concepção tinha como prioridade a exclusão do supernatural (isto se mostra claro nas histórias tacidianas). Enquanto os poetas dramaturgos elaboravam os mitos, os historiadores e os filósofos por vezes desprezavam-os e criticavam-os.
Certos filósofos radicais, como Xenófanes, começaram no século VI a. C. a rotular os textos dos poetas como blasfêmias. Queixava-se de que Homero e Hesíodo atribuíam aos deuses ‘’tudo o que é vergonhoso e escandaloso entre os homens, pois os deuses roubam, matam, cometem adultério, e enganam uns aos outros’’. Essa linha de pensamento encontrou sua expressão mais dramática em A República (acerca da justiça, do universo e dos diversos tipos de governo) e em Leis (que trata da lei divina e natural, da educação e da relação entre filosofia, política e religião) de Platão. Platão criou os seus próprios mitos alegóricos (como o mito dos trucos, e tratando os furto e os adultérios como imorais, opondo-se ao papel central que vinham tomando na literatura grega. A crítica de Platão – que rotulava os mitos de ‘’palavrões antigos’’ foi o primeiro exercício e desafio sério à tradição mitológica homérica. Aristóteles, por sua vez, criticou o enfoque filosófico pré-socrático quase-mitológico e destacou que ‘’Hesíodo e os escritores teológicos estavam preocupados unicamente com o que lhes parecia plausível e não tinham respeito pelos outros [...] Mas não merece apena tomar a sério os escritores que alardeiam o estilo mitológico; aqueles que procedem a demonstrar suas afirmações devem ser re-examinados’’. Mesmo no início do Império Romano, o livro Metamorfoses, do romano Ovídio, possui nos finais do poema um pseudo-discurso do filósofo e matemática grego Pitágoras que, reivindicando a vida após a morte, o vegetarianismo e a esperança, diz Porque temeis o Estige, as trevas e os nomes inexistentes, matéria para poetas [...], embora o discurso de Pitágoras escrito por Ovídio seja permeado por alusões a criaturas e deuses romanos como Juno, Lúcifer, Palante, Febo, Tíndaro, entre outros.
As explicações filosóficas gregas que pretendiam revisar as mitológicas criaram consequências drásticas para os seus autores: Anaxágoras, por exemplo, partiu para o auto-exílio fora de Atenas por duvidar que a lua fosse uma deusa (explicação mitológica) e afirmar que, pelo contrário, vislumbrava em sua superfície mares montanhas. Aristóteles, que não aceitava a explicação de que o titã Atlas carregava a terra e o céu nas costas (afirmação que rotulou de ‘’ignorância e superstição do povo grego’’), exilou-se por temer que terminasse como Sócrates, que obteve acusação de impiedade e morreu. Sócrates foi condenado com 71 anos, acusado, entre outras coisas, de ateísmo e de corromper os jovens gregos com seus ensinamentos. Meleto, poeta e um de seus acusadores, havia argumentado que’’ [...] Sócrates é culpado do crime de não reconhecer os deuses pelo Estado e de introduzir divindades novas; ele é ainda culpado por corromper a juventude. Castigo pedido: a morte’’. Sócrates, após ficar preso a ferros durante 30 dias, morreu num método de auto-envenenamento da prisão da época, ingerindo cicuta mas, antes de falecer, segundo Platão, incutiu uma dúvida em seus acusadores: ‘’E agora chegou a hora de nós irmos, eu para morre, vós para viver, quem de nós fica com a melhor parte ninguém sabe, exceto o Deus’’.

Antiguidade Clássica 

A religião pagã dos gregos não deixou de ser questionada por pessoas dentro da própria Grécia. Diversos dos filósofos mais célebres criticaram a crença nos deuses; o primeiro destes foi Xenófanes, que ridicularizou os vícios humanos dos deuses, bem como suas descrições antropomórficas. Platão não acreditava nas diversas divindades politeístas, mas sim em um Deus supremo, que ele chamava de Ideia do Bem, e que acreditava ser a emanação da perfeição no universo. Aristóteles, discípulo do Platão, também não concordava com existência de divindades politeísticas, para qual afirmava não ter descoberto evidências empíricas suficientes. Era um pandeísta, e acreditava numa divindade chamava o Primeiro Motor (ou Primeiro Movente), que havia dado início à criação de um universo, ao qual não estava ligado e não tinha interesse.

Cristianização

No fim do século IV, as cortes imperiais já eram predominantemente cristãs, bem como boa parte da população do Império Romano. Os imperadores cristãos fecharam os oráculos e templos politeístas, e interromperam os jogos pagãos, numa série de decretos cada vez mais restritivos. A prática pública da religião grega tornou-se ilegal durante o reinado de Teodósio I, e a proibição foi mantida por seus sucessores; estigmatizada como ‘’paganismo’’ – a ‘’religião dos camponeses’’ (pagani) -, a religião sobreviveu apenas em regiões rurais, em formas que acabaram sendo submersas nos rituais e ritos cristianizados à medida que a Europa entrou na Idade Média.
Umas das características marcantes do humanismo renascentista na Itália e Europa ocidental foi a redescoberta e a reintrodução da cultura e do estudo do antigo pensamento e filosofia dos gregos, o que incluiu uma apreciação renovada de sua antiga religião e mitologia, reinterpretada a partir de um ponto de vista humanista.

Cristianismo Primitivo

Cristianismo primitivo é o nome dado a uma etapa de história do cristianismo de aproximadamente três séculos (I, II, III e parte do IV), que se inicia após a Ressurreição de Jesus (30 d.C.) e termina em 325 com a celebração do Primeiro Concílio de Niceia. É tipicamente dividido em Era Apostólica e o Período Ante-Niceno (desde a Era Apostólica até Nicéia). A mensagem inicial do Evangelho foi espalhada oralmente, provavelmente em aramaico. Os livros do Novo Testamento Atos dos Apóstolos e Epístola aos Gálatas registram que a primeira comunidade da igreja cristã foi centrada em Jerusalém e tinha seus líderes Pedro, Tiago, João, e os apóstolos.
Os primeiros cristãos, como descrito nos primeiros capítulos dos Atos dos Apóstolos, ou eram judeus ou eram gentios convertidos ao judaísmo, conhecidos pelos historiadores como judeus-cristãos. Tradicionalmente, o Cornélio, o Centurião, é considerado o primeiro gentil convertido. Paulo de Tarso, depois sua conversão no pensamento, reivindicou o título de Apóstolo dos Gentios. A influência de Paulo no pensamento cristão se diz ser mais significativa do que qualquer outro autor do Novo Testamento. Até o final do século I, o cristianismo começou a ser reconhecido interna e extremamente como uma religião separada do judaísmo rabínico. Como mostrado pelas numerosas citações nos livros do Novo Testamento e outros escritos cristãos do século I, os primeiros cristãos tinha como regra fé e prática os ensinamentos da Bíblia judaica – Antigo Testamento, em geral eles liam ou a versão grega (Septuaginta) ou a tradução aramaica (Targum), boa parte da qual está escrita em forma narrativa onde ‘’na história bíblica Deus é o protagonista, Satanás (pessoas ou poderes malévolos) é o antagonista, e o povo de Deus são os agonistas’’.
Foi nesse período que o cânon do Novo Testamento foi desenvolvido, com as cartas de Paulo, os quatros evangelhos, e várias outras obras dos seguidores de Jesus que também foram reconhecidas como Escrituras Sagradas. Das cartas de Paulo, especialmente a de Romanos, os cristãos criaram uma teologia baseada na obra expiatória de Cristo e na justificação pela fé. Essa teologia objetivava explicar todo o significado e os objetivos da Lei Mosaica. A relação de Paulo de Tarso e o Judaísmo é ainda hoje objeto de debates entre os cristãos protestantes, principalmente no que se refere a alteração do dia de descanso do sábado para o domingo. Os pais da igreja desenvolveram a teologia cristã e as bases para doutrina da Trindade.
Logo no começo, os cristãos sofreram perseguições esporádicas, porque se recusavam a adorar os deuses romanos e homenagear o imperador como um ser divino. Eles são considerados mártires. No século IV, Constantino aliou-se politicamente com o cristianismo e terminou com a perseguição aos cristãos promulgando o Édito de Milão. O que começou como um movimento religioso dentro do judaísmo do primeiro século tornou-se, até ao final deste período, a religião oficial do Império Romana. Segundo Will Durant, a Igreja cristã prevaleceu sobre Paganismo porque oferecia uma doutrina muito mais atraente e porque os líderes da igreja se dirigiam as necessidades humanas melhor o que seus rivais. O Primeiro Concílio de Neceia Marca o fim desta era e o início do período dos sete primeiros concílios ecumênicos (325 – 787). Foram três os historiadores que mais nos deixaram informações sobre esse período: Lucas, Hegésipo e Eusébio.

Interpretações Modernas 

A gênesis da moderna compreensão da mitologia grega é considerada por certos escolares como dupla reação dos finais do século XVIII contra ‘’tradicional atitude da animosidade do cristianismo’’, onde a reinterpretação cristã dos mitos como ‘mentira’’ ou ‘’fábula’’ havia se conservado. Na Alemanha, em cerca de 1795, houve crescente interesse por Homero e pela mitologia grega. Em Gotinha, Johann Matthias Gesner começou a dar alma aos estudos gregos, enquanto seu sucessor, Christian Gottlob Hevne, trabalhou com Johann Joachin Winckelmann, e desenvolveu as bases para a pesquisa e investigação mitologia tanto na Alemanha como em outros lugares. Heyne abordou o mito como o filólogo e moldou os alemães educados na concepção da antiguidade ao longo de quase meio século, durante o qual a Grécia antiga exerceu intensa influência na vida intelectual da Alemanha.
A mitologia comparativa é a comparação dos mitos de diferentes culturas que possui a intenção de identificar os temas e as características compartilhadas. Ela tem servido a uma variedade de fins acadêmicos. Por exemplo: os estudiosos têm utilizado as relações entre os diversos mitos para rastrear a evolução das religiões e das culturas, para propor origens comuns de diferentes culturas, e para apoiar várias teorias psicológicas. Falando em psicologia, as modernas interpretações do mito grego abriram espaço para abrangente compreensão psicológica acerca deles. Alguns estudiosos propõem que mitos de diferentes culturas revelam a mesma, ou semelhante, força psicológica no trabalho dessas culturas. Assim, alguns pensadores freudianos têm identificado histórias semelhantes à história grega de Édipo em culturas diferentes. Eles argumentam que estas histórias refletem as diferentes expressões do Complexo Édipo nesses culturas. Do mesmo modo, pensadores junguianos têm identificado imagens, temas e padrões que aparecem, do mesmo modo, nos mitos e muitas culturas diferentes. Eles acreditam que essas semelhanças são resultados de arquétipos presentes no inconsciente coletivo dos níveis mentais de cada pessoa.

Teorias e Origem da Mitologia Grega

Existem diversas teorias sobre a origem da mitologia grega. De acordo com a Teoria Escritural, todas as lendas mitológicas procedem de relatos dos textos sagrados, no qual os feitos reais foram disfarçados e, posteriormente, alterados. A Teoria Histórica, por sua vez, defende a tese que todas as personas mencionadas na mitologia firam uma vez seres humanos reais, e as lendas sobre eles são meras adições de épocas posteriores (assim, supõem-se que a história de Éolo surgiu do fato de que este era governante de algumas ilhas do mar Tirreno). Já a Teoria Alegórica supõe que todos os mitos antigos eram alegóricos e simbólicos, embora tivessem em seu contexto determinada verdade moral, religiosa ou filosófica ou fato histórico que, com o passar do tempo, passaram a ser aceitas como verdade. Finalmente, a Teoria Física se adere à idéia de que os elementos como ar, fogo e água foram originalmente objetos de adoração religiosa, sendo que as principais deidades passaram a ser personificações desses poderes da natureza. Max Muller tentou compreender uma forma religiosa indo-europeia determinando sua manifestação ‘’original’’: em 1891, ele afirmou que ‘’o descobrimento mais importante que se tem feito no século XIX a respeito da história antiga da humanidade [...] foi essa simples equação: Dyeus-pitar sânscrito = Zeus grego = Júpiter latino = Tyr nórdico.’’ Em outros casos, perto dos paralelos, o caráter e a função sugerem uma herança comum, mas a ausência de evidências linguísticas faz com que seja difícil prová-la, com na comparação entre Urano e o Varuna sânscrito, ou entre as Moiras e as Normas.
A arqueologia e a mitografia, numa outra consideração, tem relevado que os gregos foram inspirados por algumas civilizações da Ásia Menor e do Oriente Próximo. Adônis parece ser o equivalente grego – mais claramente nos cultos do que em suas histórias mítica – de um ‘’deus moribundo’’ do Oriente próximo. Tudo indica que Cibele, por sua vez, tem suas raízes na cultura anatólica, enquanto grande parte da iconografia de Afrodite surge das deusas semíticas. Existem possíveis paralelismos entre as gerações divinas mais antigas (Caos e seus filhos) e Tiamat em Enuma Elish. Segundo o estudioso Meyer Reinhold, ‘’os conceitos teogônicos do Oriente Próximo, incluindo a sucessão divina mediante a violência e os conflitos gerados pelo poder, encontraram seu caminho [...] na mitologia grega.’’ Seguindo as origens indo-europeias e do Oriente Próximo, alguns investigadores especulam sobre as obrigação da mitologia grega com as sociedades pré-helênicas: Creta, Micenas, Pilos, Tebas e Orcómeno. Os historiadores da religião com Creta (o deus como toro, Zeus e Europa, Pasífae que produz toro e dá luz ao Minotauro; etc). O professor Martin P. Nilsson concluiu que todos os grandes mitos da Grécia antiga estavam atacados aos centros micênicos e âncorados em épocas pré-históricas. Todavia, de acordo com Wlater Burkert, a iconografia o período do palácio cretentese praticamente não tem dado confirmação alguma sobre a veracidade de todas estas teorias.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso, Deuses e Deusas na mitologia Grega . Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/09/deuses-e-deusas-na-mitologia-grega.html

Referências e Bibliografia
1*Wilkinson, Philip, and Neil Philip. Mitologia. Hachette Livre Polska, 2008.
2* Joseph L. Henderson, Os Mitos Antigos e o Homem Moderno in - Jung, Carl Gustav (1964). O Homem e seus Símbolos (em português (trad. Maria Lucia Pinho)) 5ª ed. (Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira). ISBN.
3* Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). "Hel". Norstedts första svenska ordbok (em sueco) (Estocolmo: Norstedts ordbok). p. 241.
4* ARROYO , S. Astrologia, Psicologia e os Quatro Elementos. 2. ed. Trad. de Maio Miranda. São Paulo: Editora Pensamento, 1985.
5* POUZADOUX, Claude; MANSOT, Frédérick; BRANDÃO, Eduardo. Contos e lendas da mitologia grega. Companhia das Letras, 2001.
6* BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia: histórias de deuses e heróis. Agir Editora, 2014. 
7*GAARDER, Jostein et al. O livro das Religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, pág. 165;
8*Hades. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
9*Heródoto. As histórias, i.6–7
10*Elisa Goldman, "A importância da tradição oral para a civilização grega". Revista Educação Pública.
11*Mitologia grega, enciclopédia livre.
12*Rohde, Erwin Psyche: The Cult of Souls and Belief in Immortality among the Greeks. Nova York: Harper & Row 1925 [1921]; Endsjø, Dag Øistein. Greek Resurrection Beliefs and the Success of Christianity. Nova York: Palgrave Macmillan 2009.

Referência interna 
1*Mitologia grega
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.