Pesquisar este blog

Breaking News
recent

O homem e a natureza: À procura de água

Água (fórmula: H² O) é uma substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um oxigênio. É abundante no Universo, inclusive na Terra, onde cobre grande parte de sua superfície e é maior constituinte dos fluidos dos seres vivos. As temperaturas do planeta permitem a ocorrência da água em seus três estados físicos principais. A água líquida, que em pequenas quantidades é incolor, mas manifesta sua coloração azulada em grandes volumes, constitui os oceanos, rios e lagos que cobrem quase três quartos da superfície do planeta. Nas regiões polares, concentram-se as massas de gelo e vapor constitui parte da atmosfera terrestre.

Água Doce 

Menos de três por cento da Terra encontram-se fora das massas líquidas dos oceanos e, geralmente, possuem concentrações bem menores de sais minerais, sendo denominada como água doce. A maior parte da água doce do planeta, entretanto, está contida em geleiras continentais e nas calotas polares, com destaque para a Groenlândia e Antártida, que contêm juntas mais de 99% de todo o volume de gelo do planeta.
Somente 0,65% da água do planeta encontra-se sobre os continentes na forma de rios, lagos e água subterrânea. Usualmente pequenos cursos d’água surgem em altitudes elevadas e fluem para regiões mais baixas, onde ganham volume ao se juntar com outros afluentes, formando, assim, um rio, que segue até, na maioria das vezes, desaguar no oceano. Ao percorrer seu trajeto, a água leva consigo sedimentos, matérias orgânica e sais dissolvidas e os transporta até o mar. Lagos são grandes retenções de água que cobrem 1,8% da área dos continentes e não necessariamente são formados por água doce. Lagos artificiais são criados pelo represamento de rios para diversas finalidades, principalmente para geração de energia. Boa parte da água encontra-se, ainda, sob o solo, na forma de água subterrânea.

Importância da Água 

A água é de fundamental importância para todos os seres vivos na natureza. Este fato reside na sua capacidade de mediar reações bioquímicas tanto no interior quanto entre as células dos organismos. Muitas das características não usuais da água são essenciais para evolução da vida na Terra, a começar por sua capacidade de atuar como solvente para inúmeras substâncias. De fato a abundância e as temperaturas elevadas de fusão e ebulição permitiram o surgimento de grandes oceanos na Terra primitiva onde a vida teve origem. A elevada capacidade térmica da água e sua maior densidade em relação ao gelo contribuíram para que as primeiras formas de vida conseguissem evoluir apesar das constantes mudanças climáticas e cataclísmicas pelas quais o planeta passou ao longo de sua história. Isto porque em um oceano ou lago a água congela de cima para baixo, o que frequentemente permite a sobrevivência dos seres aquáticos sob o gelo. Embora as plantas e posteriormente animais evoluíram para a vida terrestre, sua dependência com a água jamais foi quebrada.
A fotossíntese depende das moléculas de água para sua ocorrência, uma vez que, por meio da hidrólise, as moléculas são quebradas por ação da luz solar e se recombinam com o gás carbônico para formar a glicose, composto rico em energia, necessários à sobrevivência da planta. A respiração, por outro lado, tem a água como um de seus produtos resultantes.
O corpo humano é constituído em média 60% em massa de água, cuja distribuição varia conforme o tecido. Enquanto o tecido adiposo praticamente não contém água, os músculos esqueléticos são constituídos por 73% de água. O plasma sanguíneo chega a ser constituído em mais de 90% de água. O suor, utilizado para manter a temperatura corporal constante em cerca de 37°C, é uma das principais causas de perda de água do organismo que acontecem continuamente, mas em especial quando ocorre a prática de uma atividade física intensa. A água também o principal componente da urina, que carrega consigo os rejeitados pelo metabolismo que precisam excretados. No total, cerca de dois litros de água são perdidos diariamente do corpo de uma pessoa adulta. Desta forma, a mesma quantidade deve ser reposta para evitar desidratação, através do consumo de água tratada e alimentos ricos em água, como frutas e vegetais. A sensação de necessidade de água chama-se sede e é controlado pelo hipotálamo. Dada a sua importância para o transporte de substâncias e para a manutenção da temperatura corporal, os efeitos da desidratação são logo percebidos e, no caso de nenhuma ingestão de água, o indivíduo morre em no máximo quatro dias.
A busca e vida extraterrestre é baseada primariamente na busca de locais onde a água possa ocorrer em estado líquido, pois a vida como a conhecemos teve origem em uma ambiente aquoso, onde diversas reações químicas transcorrem para que surgissem as primeira células que podiam se autoduplicar.

Importância para a Humanidade 

De fato a relação com os recursos hídricos terrestres vai muito além de sua necessidade fisiológica para humanidade. Desde o início da história humana, o desenvolvimento dos primeiros assentamentos não era feito longe de rios e lagos, onde a água trazia consigo grande abundância de alimentos. Grandes civilizações desenvolveram-se ao longo de rios, como os egípcios que habitavam as margens do Rio Nilo, a Babilônia ao longo dos rios Tigre e Eufrates, dentre muitas outras, onde a água passava a ser utilizada também como meio de transporte, comércio e desenvolvimento. Sistemas de irrigação foram igualmente importantes para a produção de alimentos, especialmente em regiões áridas como no Crescente Fértil. Os romanos fizeram avanços nas técnicas de distribuição de água ao construir centenas de quilômetros de aquedutos por toda a Europa.
A água mantém a vida na Terra e também sustenta todo o estilo de vida da humanidade de forma indispensável, sendo usada para consumo e higiene, produção de alimentos, navegação e geração de energia, dentre muitos outros. Contudo, o uso de quantidades cada vez maiores de água e a falta de cuidado com os dejetos gerados trouxeram uma série de problemas que comprometem a qualidade e a durabilidade dos recursos hídricos. Além disso, apesar de milênios de desenvolvimento do uso dos recursos hídricos, uma fração considerável da população mundial ainda não tem acesso à água de qualidade nem mesmo para consumo próprio.
A crescente população e demandas econômicas globais impõem a necessidade de se ampliar o consumo de água para a produção de alimentos e para indústria. Entretanto os resíduos destas atividades são, em sua maioria, liberados sem nenhuma forma de tratamento para o ambiente comprometendo não só a água, mas todo o ecossistema que dele depende. O ciclo hidrológico terrestre é o mais afetado pelas mudanças climáticas atualmente em progresso, o que têm impacto direto na disponibilidade de água doce em rios, lagos e geleiras. A mudança pode acarretar a diminuição do volume disponível para o consumo humano, irrigação de lavouras e até mesmo para a geração de energia hidroelétrica. De fato o planeta possui uma quantidade absoluta de água que se mantém, mas a maior parte dela está sob a forma de água salgada ou em geleiras. Desta forma, a mínima fração restante sobre os continentes é a única disponível para uso humano direto. Situações de escassez são causadas pela distribuição desigual dos recursos hídricos sobre as terras emersas, que se mantém em um equilíbrio delicado e sujeito à sofrer tanto com fatores climáticos quanto com ações humanas.
Diante de sua necessidade, a água é tema de disputas políticas, pelo que deve existir uma legislação que permita o uso apropriado dos recursos hídricos. Legislação relacionada com água não é algo recente, esteve presente desde as antigas civilizações chinesas, egípcia e da Mesopotâmia. Contudo somente há algumas décadas surgiu à necessidade de se criar uma forma de governança global dos recursos hídricos, visto que estão relacionados entre si em diversos aspectos que ultrapassam fronteiras nacionais. Em geral são efetuados acordos internacionais para garantir que todas as nações servidas por um mesmo rio, por exemplo, possam usufruir de seus recursos sem prejudicar os vizinhos. A Organização das Nações Unidas busca em diversos encontros discutir uma política para o gerenciamento da água, mas nenhuma legislação global dos recursos hídricos existe atualmente. Grupos e reuniões internacionais, como o Fórum Mundial da água, a Associação Mundial para a Água e o Conselho Mundial da água discutem os temas relacionados ao gerenciamento da água global, mas somente oferecem apoio aos diversos sistemas de governo, ao invés de criar uma legislação específica. A água passa a ser influenciar as decisões políticas. Existe ainda a tendência de que a implementação de políticas seja feita através de regulação própria, usando códigos de conduta, participação voluntária e descentralização.

Poluição 

Apesar da água ser um recurso abundante na Terra, somente uma pequena fração encontra-se disponível para o uso e exploração direta. Nas últimas décadas, o problema da poluição hídrica tem se tornado cada vez mais significativo, de forma a comprometer parte dos recursos já limitados. As características da água que a fazem tão essencial para a vida também tendem a torná-la suscetível à poluição, quando por intermédio de causas naturais e atividades humanas adquire substâncias, partículas e microrganismos que a tornam imprópria para o consumo humano, para a produção de alimentos e prejudicial ao meio ambiente. Os poluentes químicos são os mais comuns, pois permanecem dissolvidos na água.
Os poluentes podem vir de diversas fontes antes de atingirem os corpos d’água. A poluição atmosfera introduz no meio uma grande quantidade de gases, como dióxido de carbono, dióxido e enxofre e amônia e compostos que, por vezes, interferem no equilíbrio químico da água. Processos naturais como o intemperismo físico em rochas e solos e decomposição de matéria orgânica libertam uma série de íons que, dependendo das condições ambientais, interferem fortemente no ecossistema aquático local. A poluição da água subterrânea se dá a partir o fluxo de poluentes através das camadas do solo, atingindo os lençóis freáticos que frequentemente são fontes primárias da água de rios e lagos.
Outra fonte importante de poluição são os rejeitos industriais liberados diretamente no ambiente, desde composto químicos até poluição térmica. Geralmente estes rejeitos contém uma grande quantidade de substâncias químicas que são altamente prejudiciais ao ambiente. Por outro lado, o fluxo de esgoto doméstico das zonas urbanas libera no ambiente uma grande quantidade de produtos químicos e matéria orgânica, desequilibrando fortemente o ecossistemas causando, dentre outros problemas, a eutrofização. Dentre os resíduos domésticos, a água cinza é aquela com baixa quantidade de resíduos, que pode ser facilmente tratada para retornar a um estado potabilidade. A água negra, proveniente de sanitários, por outro lado, possui maior teor de matéria orgânica e precisam passar por mais etapas de tratamento; A descarga de água proveniente de lavouras carrega consigo considerável quantidade de sais minerais, sedimentos e pesticidas. A erosão contribui para diminuição da qualidade da água, dada a grande quantidade de partículas em suspensão que são introduzidas no meio.
Os poluentes são classificados e acordo com sua natureza em três classes. Os poluentes físicos causam a mudança de temperatura, da cor e da turbidez da água. Os poluentes químicos incluem compostos inorgânicos, desde íons comuns até metais tóxicos, e orgânicos, como detergentes e óleos. Existe ainda a poluição biologia, em que a introdução de bactérias, vírus e parasitas, bem como algas e plantas aquáticas causa danos consideráveis ao equilíbrio do ambiente prejudicando, sobretudo, as espécies nativas.

À procura de água - documentário

À procura de água - documentário
O homem e a natureza: À procura de água: Uma jornada à procura de água, um documentário que mostra o que acontece quando o homem muda o fluxo natural da água e seus impactos na vida selvagem.

Natureza e o Homem a procura de Água (Resumo) 

A quantidade de água absoluta no planeta é enorme e constante. Contudo, o fator significativo que a toma tão importante é a distribuição da pequena fração de água doce disponível sobre o continente. Por fatores climáticos, várias regiões da Terra, chamada áridas, têm uma deficiência nos recursos hídricos causada pela baixa precipitação. Diminuições temporárias na precipitação de uma determina região, por sua vez, caracterizam a seca que ocorre de forma imprevisível e causam diminuições significativas na disponibilidade hídrica local.
Contudo, ações humanas geram processos que em geral agravam a escassez hídrica. Desertificação é causada pelo mau uso do solo e dos recursos hídricos, que causam a perda da capacidade de retenção da água e mudanças no ecossistema. As mudanças climáticas contribuem para este processo, sobretudo em regiões semi-áridas. Secas em geral agravam o processo de desertificação, ao exerce maior pressão de consumo sobre água superficial e subterrânea já reduzida. Escassez também decorre da tentativa de se usar mais água do que o ambiente natural tem disponível ou através da degradação da qualidade dos recursos hídricos existentes.
As mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando por conta do aquecimento global é um dos fatores de que menos se pode prever para definir o futuro da água potável do planeta e, consequentemente, para a segurança alimentar mundial.
Dentre as prováveis mudanças apontadas pelo IPCC incluem-se a diminuição da precipitação e aumento da temperatura em baixas e medidas latitudes. As chuvas tendem a ser mais concentradas e a ocorrência de secas pode se tornar mais freqüente. Já observa-se, ainda, a diminuição da coberta de neve e a redução significativa da massa de gelo em geleiras e glaciares por todo mundo.
Define-se como escassez hídrica em uma dada região a condição em que a disponibilidade hídrica é menor que 1000m³ por pessoa por ano. Valores menores que 2000m³ por pessoa por ano indicam que a região já atingiu a condição de estresse hídrico, em que a falta de água é iminente num evento de seca. A disponibilidade de água é determinada por fatores climáticos também pela quantidade de habitantes. Dentre as regiões que enfrentam a maior escassez de água no mundo destacam-se o Norte da África. Oriente Média, Sul da Ásia e norte da China. O problema da falta de água não permite a produção de alimentos necessária e muito menos permite o desenvolvimento socioeconômico de uma determinada região, perpetuando a fome e a pobreza. A pouca água que resta geralmente é de má qualidade, trazendo problemas de saúde para a população.
A população mundial já chega a sete bilhões e estima-se que até 2050 atinja nove bilhões de pessoas. É evidente que, mantendo-se os padrões atuais de uso da água, não será possível manter a produção de alimentos que atenda a todos, em vista dos problemas que já surgem oriundos do uso exacerbado dos recursos hídricos agravados pelas mudanças climáticas. Uma saída promissora é a pesquisa que vise aumentar a produtividades sem aumentar a área cultivada e aplicar o uso racional da água para a irrigação. Reflexos de que uma mudança se faz necessária já surgiram na crise de alimentos de 2007-2008, que levou á alta dos preços e prejudicou, sobretudo, a população que já vivia em condição de pobreza. Surge ainda a competição imposta pela produção de biocombustíveis, que exige igualmente irrigação e utilização de terras aráveis. 

Você pode citar este artigo - Copie e cole a citação formada.

Fonte: Empresas de sucesso, O homem e a natureza: À procura de água. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2015/10/o-homem-e-natureza-procura-de-agua.html

Referências e Bibliografias
*MERTEN, Gustavo H.; MINELLA, Jean P. Qualidade da água em bacias hidrográficas rurais: um desafio atual para a sobrevivência futura. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, v. 3, n. 4, p. 33-38, 2002.
*Vieira, J. M. "Gestão da água em Portugal: os desafios do plano nacional da água." (2003).
*Reymão, Ana Elizabeth, and Bruno Abe Saber. "Acesso à água tratada e insuficiência de renda. Duas dimensões do problema da pobreza no Nordeste brasileiro sob a óptica dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio." Revibec: revista de la Red Iberoamericana de Economia Ecológica 12 (2009): 001-15.
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.