Pesquisar este blog

Breaking News
recent

Riso, sorriso ou risada engraçada

Riso, risada ou sorriso é uma expressão facial decorrente da contração dos músculos das extremidades da boca.
Riso, risada ou sorriso
Riso - Está nos diversos aspectos do comportamento humano:
No campo psicológico-afetivo, pode ser provocado por um sentimento íntimo de alegria, de felicidade, de satisfação ou prazer. É uma reação involuntária; 
No campo linguístico, pode ser provocado por uma piada ou outro recurso humorístico. É uma reação involuntária;
No campo sócio-cultural, pode ser uma ação voluntária do indivíduo, com o objetivo de expressar sentimento ou opinião dentro de um determinado grupo; 
No campo fisiológico, é uma reação involuntária. Pode ser provocada por uma ação mecânica (cócegas, por exemplo), por processos biológicos (feridas em fazer final de cicatrização, por exemplo), ou ainda pelo consumo de alguma droga.

Exemplo de uma risada engraçada

Riso

O riso é uma parte do comportamento humano e é regulado pelo cérebro. Ele ajuda os seres humanos a indicar mais claramente suas intenções, durante interações sociais, e provê um contexto emocional para a comunicação. Pode ser utilizado por um grupo social para sinalizar aceitação e reações positivas com outros indivíduos.
O riso é por vezes “contagiosos”: a risada de uma pessoa pode provocar risos nos demais. Um exemplo extremo disto é o caso de risos epidêmicos ocorrido em Tanganica.
O estudo do humor, do riso e de seus efeitos psicológicos no corpo humano é denominado gelotologia

Exemplo de uma Risada contagiosa

"Você assistiu o vídeo e, acredito que você também riu . Foi uma risada contagiosa”.
O riso esconde seu mistério. Alternadamente agressivo, sarcástico, escarnecedor, amigável, sardônico, angélico, tomando as formas da ironia, do humor, do burlesco, do grotesco, ele é multiforme, ambivalente, ambíguo. Pode expressar tanto a alegria pura quanto o triunfo maldosos, o orgulho ou a simpatia. É isso que faz sua riqueza e fascinação ou, ás vezes seu caráter inquietamente, porque, segundo escreve Howard Bloch, “como Merlim, o riso é um fenômeno liminar, um produto das solteiras,..o riso está a cavalo sobre uma dupla verdade. Serve ao mesmo tempo para afirma e para subverter”. Na encruzilhada do físico e do psíquimo, do individual e do social, do divino e do diabólico, ele flutua no equívoco, na indeterminação. Portanto, tem tudo para seduzir o espírito moderno.
Fenômeno universal, ele pode variar muito de uma sociedade para outra, no tempo ou no espaço. Já em 1956, Edmundo Bergle, em Laughter and sense of humour, apontava mais de oitenta teorias sobre a natureza e a origem do riso, e a lista prolongou-se depois. Se os etnólogos e os sociólogos exploraram largamente a panóplia geográfica do riso, os historiadores só recentemente se interessaram pelo fenômeno. Como sempre, preocupações ideológicas estavam na origem das investigações. O lado subversivo e revolucionário do riso interessou os historiadores soviéticos em meados do século XX. Em 1954, Alexandre Herzen, lembrando que na Antiguidade “ria-se às escâncaras até Luciano” e que, “depois do século IV, os homens cessara de rir, choraram sem descanso e pesadas cadeias caíram sobre o espírito, entre lamentações e remorsos de consciência”, declara: “Seria extremamente interessante escrever a história do riso”.

Riso nos mitos Gregos 

Esse mito – miragem suplementar camuflando nossa desesperada ignorância sobre as origens do ser – corresponde a outro. Não se sabe de onde vem, mas existem outros semelhantes, com algumas variantes. Assim o filósofo Próclus, no século v a.C., fala de um poeta órfico que atribuía o nascimento dos deuses ao riso da divindade soberana e o nascimento dos homens a suas lágrimas. Proximidade do riso e das lágrimas, natureza misteriosa e origem divina do riso: esses temas são recorrentes nas mitologias do Oriente Médio. Nós os reencontros na Fenícia, onde um riso ritual acompanha o sacrifício de crianças, na Babilônia e no Egito, onde os sacerdotes de Tebas saúdam as benesses do Nilo com uma gargalhada. Nesses países, o riso pertence à deusa Maat; ele manifesta a alegria de viver, a confiança no futuro, o combate contra os poderes da morte.
Por meio desses ritos, adivinha-se uma interrogação, não desprovida de inquietude, sobre a natureza e a origem do riso. Essa interrogação é tão antiga quanto o pensamento refletivo, já que velhões escritos denunciam seu traço. Quando o mundo ocidental se solta para as fontes de sua cultura intelectual, ele se volta, frequentemente, para a Grécia. Não que a Grécia possua todas as respostas, mas ela parece ter lançado todas as questões e, sobretudo, preservou os testemunhos dessas questões: mitos, textos épicos, poéticos, filosóficos. É por isso que, uma vez mais, é preciso procurar nela os indícios da identidade perdida de nosso riso.
Vários séculos antes de Aristóteles consagrar essa evidência – ou seja, de que o riso é próprio do homem -, os mitos, as festas, os escritos homéricos colocaram em cena essa especificidade humana, dando a ela um papel essencial na comédia humana; esses relatos permitem entrever um parte dos componentes e da natureza do riso. Mas, atenção: nós lemos e relemos esses textos por meio das lentes deformadoras de 2.500 anos de história cultural, e nossas interpretações dependem de esquemas explicativos que evoluem.

O riso das festas, da morte e da renovação

O riso possui, de acordo com a análise feita por Vladimir Propp sobre o conto de Nesmejana, um importante significado ritual e religioso. Os motivos contemplados nesse conto, tais como, a atitude da princesa, que jamais consegue rir, o pretendente, que terá de fazê-la rir, e a própria humilhação do rival, são temas que poderão ser esclarecidos através do caráter do riso em geral, estabelecendo, desse modo, as raízes e causas históricas da temática abordada no conto da princesa Nesmejana. Para analisar o conteúdo destes motivos no plano da análise histórica e cultural, devemos considerar o fenômeno no seu movimento de desenvolvimento, ou seja, nas suas relações concretas com a vida social dos povos observados, afinal, o conto é um fenômeno de ordem ideológica e historicamente condicionado (PROPP, 199-, p. 74-5). Notou-se, portanto, que o riso possui um significado especial na vida religiosa do passado. O riso, nos mitos gregos, possuía significados diferentes na relação entre os homens e os deuses. Ele somente mostrava-se alegre para estes últimos. Já para os mortais, o riso nunca representava uma alegria pura, isto porque, de acordo com Georges Minois (MINOIS, 2003), a morte, estando sempre por perto, provocava a contaminação do riso pelo medo.
Nesse sentido, os gregos, em diversos mitos e lendas, ilustraram esta mistura do riso com a morte. Na Odisséia esta proximidade pode ser facilmente percebida em várias situações. Os pretendentes de Penélope, por exemplo, divertiam-se em infindáveis banquetes na casa de Ulisses. Todos riam, divertiam-se e zombavam do jovem Telêmaco, sem terem a noção de que a vingança, mesmo depois de longos anos, não iria poupar nenhum dos alegres comensais. A ambivalência do riso também pode ser notada quando pensamos na figura de Momo. O trocista, filho da noite e censor dos costumes divinos, acaba sendo expulso do convívio com os demais deuses. Refugiado junto ao deus Baco, ele encerra aspectos inquietantes, pois, é um zombador e, ao mesmo tempo, traz consigo o bastão, símbolo da loucura que mata. Revelador também é o fato de uma de suas irmãs, chamada de Nêmesis, ser a deusa da vingança.

Fenômeno riso com a morte 

Outro confronto do fenômeno riso com a morte pode ser observado durante os ritos funerais que misturam os lamentos fúnebres com o riso visto, assim, como um costume religioso institucionalizado e indispensável. As pessoas de luto deveriam ser induzidas a rir porque isso significava uma libertação da dor, por isso mesmo, junto com as carpideiras encontravam-se bufões nessas ocasiões. O riso ajudaria, portanto, as pessoas a enfrentarem melhor os problemas da suas vidas cotidianas, garantindo-lhes maior vitalidade do que aquelas que são reprimidas. Propp criticou a explicação do fenômeno riso a partir da análise do material e da conclusão que o relacionaria simplesmente com alguma experiência cotidiana. Chamou tais estudos de racionalizações grosseiras e filosofias abstratas justamente por não considerarem a relação que existe entre o riso e as condições históricas de seu desenvolvimento. Os materiais foram considerados isoladamente e, pior ainda, os elementos de várias épocas passaram a ser compreendidos em conjunto sem considerar qualquer perspectiva histórica ou qualquer tipo de diferenciação cultural. Tais críticas justificam-se porque o autor concebe o riso como um reflexo condicionado com características peculiares, ou seja, como próprio do ser humano e, desse modo, como algo dotado de história. 
A compreensão do riso ritual deve levar em conta a historicidade do fenômeno, pois, rimos de um modo diferente daquele de que alguma vez se ria. Renuncia-se ao conceito de cômico e do riso, como categorias filosóficas gerais, para defini-los como uma categoria essencialmente histórica (PROPP, 199-, p.77). Verifica-se, de acordo com essa proposição, uma classificação de base histórica para o Fenômeno do riso.
Cada espécie de riso seria característica de um povo que se encontra em certa fase do seu desenvolvimento econômico e social. Nesse caso o povo foi compreendido, não como unidade étnica ou racial, mas, como representante de determinada fase desse desenvolvimento, estabelecendo, a partir das formas próprias das fases mais antigas de produção da vida material, o nexo entre as diferentes formas de riso e a fase de desenvolvimento dos povos. Trata-se, portanto, de compreender o fenômeno do riso, distribuído por uma série de variantes, como por exemplo, o riso diante da morte ou o riso da semeadura, na sua relação com o desenvolvimento da própria sociedade e não de forma isolada.
A compreensão da proibição do riso nos ajudará a perceber melhor a relação do riso com a sociedade proposta por Vladimir Propp. Não se trata das situações corriqueiras quando não podemos ou não devemos rir diante de uma situação específica, mas, da interdição no momento em que um vivo penetraria no domínio dos mortos. Esse invasor não deve permitir que descubram que está vivo, pois, isso suscitaria a ira dos habitantes daquele reino com o iníquo que ousou transpassar o limite proibido entre a vida e a morte. A proibição, além disso, refere-se tanto à entrada para essa outra realidade, como também seria válida para todo o tempo de sua permanência entre os mortos. O riso, dessa maneira, seria o signo que revelaria a sua condição de estar vivo e, por isso, deve ser cuidadosamente evitado.
A mesma interdição também acontece nos rituais de iniciação dos jovens, afinal, os ritos da puberdade representam a sua descida para a região da morte bem como o seu regresso como adultos, ou seja, o riso é proibido porque o rito de iniciação seria uma simulação da morte. Assim, todo aquele que ri não estaria, como vimos no parágrafo anterior, purificado daquilo que é terreno. Outras proibições também podem ser observadas nos contos, nos mitos e nos ritos, como a interdição de dormir, falar, bocejar, comer ou mesmo de olhar, todas elas baseadas na contraposição entre a vida e a morte. Tudo isso indicaria que a morte assumiu traços mais precisos e se diferenciou, pois, tal concepção nem sempre existiu, havendo, muitas vezes, uma completa identificação entre os vivos e os mortos. Ela passa a ser compreendida por oposição à vida, daí que as ações dos viventes tais como o ver, o falar e rir, já não ocupam o seu lugar no mundo dos mortos. A distinção não se fez de uma só vez, não se criou um abismo intransponível entre os dois mundos de imediato. Por isso mesmo, encontramos, em muitas culturas, a figura do xamã, do iniciado ou do protagonista do conto folclórico que conseguem chegar ao reino dos mortos, visto como um lugar invariavelmente distante, com vida, porém, simulando, necessariamente, que está morto por não falar, não ver e não rir.
Todavia, o riso não seria apenas uma qualidade típica daquele que está vivo. Ele poderia também criar a vida. Assim, o estado de morte era acompanhado pela proibição do rir e o regresso à vida, pelo contrário, deveria ser ladeado, talvez até mesmo obrigatoriamente, pelo riso. Para ilustrar esse poder criativo e propiciatório podemos considerar o caso de Isaque que significa riso (Bíblia, 1996). Ele foi o único filho de Abraão com sua esposa Sara. O eu nascimento ocorreu sob circunstâncias bastante incomuns, pois, seus pais já eram bem idosos, Sara com noventa anos e Abraão com cem anos, quando Deus disse a Abraão que Sara daria à luz um filho. Tal perspectiva provocou riso no casal, de alegria no caso de Abraão e de incredulidade por parte de Sara. No tempo designado do ano seguinte nasceu o menino e a sua mãe então exclamou: “Deus me preparou riso: todo aquele que ouvir isso há de rir de mim” (Gênesis 21:6). Nesse caso, o riso estaria presente não somente no momento de sua geração, mas, também por Isaque receber a promessa de ser o genitor e o fundador de uma estirpe: “Vou multiplicar a tua descendência como as estrelas dos céus e vou das a tua descendência todas estas terras; e todas as nações da terra certamente abençoarão a si mesmas por meio da tua descendência” (Gênesis 26:4). Dessa maneira, quem é nascido ou criado, ao entrar na vida, deve rir. Seguindo tal raciocínio torna-se evidente o porquê dos gregos venerarem o deus Guelos (o deus do riso) e a razão dos romanos cultuarem Risus , como “deus sanctissimus et gratissimus”. Tudo isso nos remete a idéia central defendida por Propp ao falar do fenômeno do riso diante da morte através do chamado riso sardônico (PROPP, 199 -, p. 89).

Riso sardônico 

O riso como sofrimento, a ameaça contra tudo o que consideramos diferente do nosso padrão cultural, a fria maldade, a atmosfera de morte, tudo isso, enfim, encontra uma expressão que parece ultrapassar o entendimento do ser humano através do  riso sardônico.
Trata-se de um riso inquietante por sua aparente imprecisão. A relação com este riso mostra-se especial, uma vez que o conhecimento da sua origem, do seu sentido e das suas causas permite explicar fatos que inicialmente seriam incompreensíveis. Entre os antigos habitantes da Sardenha, os sardos ou sardônicos, vigorava o costume de matar os velhos. Esse ato era acompanhado de sonoras risadas e daí a origem do famigerado riso sardônico.
Posteriormente ele passou a ser considerado como sinônimo de riso cruel e maligno. No entanto, por tudo o que foi discutido anteriormente a questão assume um outro significado, pois, se o riso favorece o nascimento e propicia a vida, rir durante a morte transforma-a numa espécie renascimento, anulando os efeitos do homicídio e fazendo deste riso um verdadeiro ato de piedade.
Existe ainda um outro elemento importante nessa interpretação sobre o caráter do riso sardônico. O enfrentar o desconhecido provoca, sem dúvida, mal-estar, a sensação de uma ameaça imprecisa que paira sobre a humanidade trazendo temor e medo. Todavia, mesmo expressando o pavor frente ao desconhecido, seria inevitável que o riso sardônico estivesse presente em muitos momentos da época arcaica. Isto porque, ele representava um sentimento importante, ou seja, a expressão daquele que, tomado pelo furor ou pelo desgosto frente à morte, ri com o canto da boca. Um riso contraído em uma face esticada. Tal contração dos músculos da boca revelaria os dentes, sinal da agressividade e da loucura humana. A face crispada e o corpo sacudido por convulsões desafiariam a morte, tentado, desesperadamente, superá-la. Dessa forma, o riso e a alegria ficam completamente apartados. A risada sardônica constituiria, enfim, a reação do homem que toma consciência do inevitável aniquilamento de 27 tudo aquilo que o cerca e também do seu próprio desaparecimento. Ele seria, então, o meio mágico para garantir a continuidade da vida.
Enquanto fato, da vida e da morte, o riso, unido por uma estrutura legal e por um fundamento mental comum, corresponde de certa forma à unidade da própria história. Desse modo, se o meio fundamental de existência é a caça em algumas sociedades tribais, por exemplo, todo o rito de iniciação acaba tendo como objetivo principal fazer do jovem um exímio caçador, conferindo-lhe poder sobre os animais, tornando-o um membro efetivo daquela sociedade. Esses caçadores riam a fim de que o animal morto renascesse para uma nova vida, podendo ser capturado novamente, ou seja, riam para augurar o constante nascimento e a perpetuação da espécie. Afirma-se, portanto, o caráter de criação e recriação da vida que o riso de um modo geral possuiu nessas culturas.

A Sátira na literatura Latina

A sátira pode ser considerada como uma expressão importante do riso na literatura Latina. O seu significado original consistia na oferenda de vários frutos à deusa Ceres. A sátira menipéia, gênero cômico-sério, tirou seu nome de Menipo de Gadara um filósofo grego, da escola dos cínicos, que viveu no século III a.C Varrão, autor romano do século I d.C., foi o primeiro a empregar o termo. Ela, diferente da diatribe agressiva usada pelos cínicos como forma de crítica social, mas, restrita, essencialmente, ao âmbito da escola filosófica, atingiu uma importante dimensão social.
Todas as criações satíricas caracterizaram-se pela liberdade, na forma e na métrica, e pela mistura abundante, principalmente da prosa e do verso, de gênero. Os objetivos escolhidos por ela foram os morais, os sociais e os políticos.
Os autores satíricos, como Antistenes, Petrônio e Luciano, censuravam os costumes, as instituições e as idéias de seus contemporâneos em estilo irônico e mordaz. Possuindo um caráter antes conservador do que inovação. Nestas composições poéticas o tom predominante dos discursos sempre foi picante, maldizente e crítico. Os seus escritos de troça, zombaria e ironia, visavam ridicularizar os defeitos e vícios da sociedade. Qualquer novidade suscitava uma reação de zombaria que desejava imobilizar todas as mudanças na sociedade que ameaçasse o poder. Este riso que combate o orgulho humano mostrou, portanto, como a sociedade romana e os satiristas latinos, através da sua causticidade, foram conservadores.

A dupla visão do mundo na Idade Média 

O riso, durante toda a Alta Idade Média, foi considerado, principalmente, como algo diabólico e como uma consequência direta do pecado original. A divindade cristã não ri nunca, pois , o riso passa a ser considerado como algo próprio da morte e também do diabo. Assim, quando o primeiro casal, desobedeceu a Jeová, tudo se desequilibrou e, então, surgiu o riso. Devemos notar que a ligação entre riso /pecado /morte acarretou uma série de consequências importante para a história do riso. Rir, na concepção do pensamento teológico que predominou neste período, passou a ser relacionado com a imperfeição, a corrupção e ao comportamento típico do homem decaído. Ele transformou-se, com expulsão de Adão e Eva do paraíso, na desforra do diabo e, posteriormente, em consolo, tolerável, mas não recomendado, para suportarmos nossa condição de ser imperfeito.

A noção de humor e riso amargo 

O conceito de humor mostra-se, à primeira vista, como algo inapreensível. Dever-se considerar, inicialmente, que os seus conteúdos, extremamentes variáveis, dependeriam muito do tempo e também da sociedade a ser analisada. Vemos, com isso, que um dos seus traços mais característicos seria, justamente, o da imprecisão, no entanto, outro traço bastante peculiar que também deveríamos considerar para compreendê-lo em suas implicações sociais sociedades em diferentes épocas e lugares. Dessa forma, o aparecimento do termo, na Enciclopédia Britânica de 1771, apenas consagrou, exatamente como observamos a respeito do surgimento e do desenvolvimento do grotesco, uma remota e preexistente forma de espírito que assumiu grande importância no desenvolvimento do pensamento crítico de várias culturas.
Os ingleses passaram a apreciar a noção somente a partir do século XVII, quando da ascensão dos valores individualistas. Humor e liberdade caminharam juntos crítico. Além disso, podemos considerá-lo como uma arma trocista, amplamente utilizada, na luta contar a idiotice vigente. Uma denúncia, enfim, contra um presente medíocre e que era irritante e ofensivo. Por isso mesmo, seria equivocado classificarmos o humor como uma simples brincadeira involuntária.


Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo.
Fonte: Empresas de sucesso, Riso, sorriso ou risada engraçada. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2016/03/historia-riso-risada-sorriso-engracada.html

Referência:
*ALBERTI, V. O riso e o risível: na história do pensamento. 2º ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.
*BIBLIA Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Cesário Lange: Editora Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1996. Versão inglesa de 1984 mediante consulta constante ao antigo texto hebraico, aramaico e grego.
*BERNHARD, T. O náufrago. 2º ed. Tradução de Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
*FERREIRA, P. S. Paródia ou paródias? In: Sátira, paródia e caricatura: da Antigüidade aos nossos dias. Coordenador Carlos de Miguel Mora, Universidade de Aveiro, 2003.
*KIERKEGAARD, S. O desespero humano. Tradução de Alex Marins. São Paulo: Editora Martin Claret, 2001.
*DADA E O RISO - Repositório Institucional UNESP
Empresas de sucesso

Empresas de sucesso

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Comentario

Fabiano . Tecnologia do Blogger.