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Mamíferos história e classificação

História e características gerais dos Mamíferos: Os mamíferos surgiram na Terra há mais de 200 milhões de anos. Tal como as aves, admite-se que esses animais descendam dos répteis. E também como as aves, os mamíferos passaram a colonizar e a povoar os diversos ambientes da Terra, principalmente nos últimos 65 milhões de anos, depois os dinossauros desapareceram do planeta.
Atualmente são conhecidas cerca de 5 500 espécies de mamíferos. A maioria vive em ambientes terrestres, mas há também espécies aquáticas (baleia, focas, golfinhos, peixe-boi). 

Significado

A palavra mamífero vem do latim, mamma, que significa “mama” e feros, que significa “portador”.
Os mamíferos são assim chamados porque a sua principal característica é a presença de glândulas mamárias. Essas glândulas são desenvolvidas nas fêmeas e produzem o leite que alimenta os filhotes.

Vamos conhecer algumas das características dos mamíferos

Vamos conhecer algumas das características dos mamíferos

A pele dos Mamíferos 

Os mamíferos têm, a pele rica em queratina e recoberta por pelos. Os pelos são estruturas exclusivas dos mamíferos e, tal como as penas nas aves, contribuem apara manutenção da temperatura do corpo desses animais, protegendo-os contra perdas excessivas de calor para o meio externo, principalmente nos dias frios.
Assim como as aves, os mamíferos possuem tecidos adiposo sob a pele. Esses tecidos armazena gorduras. A camada gordurosa atua como um reservatório de energia para o animal e dificulta as perdas de calor para o meio externo, funcionando com uma espécie de barreira termoisolante.
Somente os mamíferos possuem glândulas sudoríferas (ou sudoríparas) e glândulas sebáceas na pele.Alguns mamíferos, como os cavalos e os seres humanos, possuem muitas glândulas sudríferas que liberam suor na superfície da pele. Quando a agua do suor se evapora na pele, o processo “retira” calor, esfriando o corpo e evitando que sua temperatura se eleve, principalmente em dias quentes.
As glândulas sebáceas produzem uma substância oleosa que lubrifica os pelos e a pele.

A temperatura do corpo 

Os mamíferos são animais homeotérmicos: a temperatura do corpo se mantém praticamente constante, mesmo que a temperatura do ambiente varie. A temperatura do corpo dos mamíferos permanece em torno dos 37 ºc.
Respiração e circulação de sangue 
Os mamíferos têm respiração pulmonar. O tubo respiratório é formado de: nariz (com as cavidades nasais), faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões.
Os pulmões são muito desenvolvidos e apresentam milhões de pequenas bolsas chamadas alvéolos. Os alvéolos são envolvidos por capilares sanguíneos – vasos de diâmetro muito reduzido.
Nos alvélos, o gás oxigênio contido no ar atmosférico inspirado passa para o sangue. Simultaneamente, os alvéolos recebem o gás carbônico que foi produzido pelo organismo e transportado pelo sangue até os pulmões; daí o gás carbônico é expirado para o meio externo.
O coração dos mamíferos, como o das aves, tem quatro cavidades (dois átrios e dois ventrículos), com separação completa entre os dois ventrículos. Não há mistura entre sangue oxigenado e sangue não oxigenado. Assim, os tecidos do corpo recebem somente sangue oxigenado. Essa característica, como vimos no capitulo anterior, é importante em animais que possuem metabolismo elevado e consomem quantidades relativamente grandes de gás oxigênio.

Alimentação e digestão 

Os mamíferos apresentam uma grande variedade de hábitos alimentares. Existem mamíferos herbívoros, como cavalos, bois e capivaras; carnívoros, como onças e leões; e onívoros, como porcos e seres humanos.
O sistema digestivo dos mamíferos é completo, com boca e ânus. O turbo digestório compreende as seguintes estruturas: boca, faringe, esôfago, estômago e intestinos.
Anexos ao turbo digestório existem as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas.
A digestão começa na boca, onde os alimentos são mastigados e sofrem a acção da saliva. Em seguida são engolidos e, passando pela faringe e pelo esôfago, chegam ao estômago. Nesse órgão, há produção de um suco digestório que atua principalmente na digestão de proteínas. Do estômago, os alimentos passam para o intestino delgado, onde a digestão se completa e os nutrientes digeridos são absorvidos. No intestino delgado atuam a bile (produzida pelo fígado), o suco pancreático (produzido pelo pâncreas) e o suco intestinal (produzido pelo próprio intestino delgado). Os resíduos alimentares não aproveitados passam para o intestino grosso e são eliminados com as fezes.

A excreção 

O sistema urinário dos mamíferos é formado pelos seguintes órgãos: rins, uréteres, bexiga urinária e uretra.
Os rins produzem a urina, retirando do sangue excretas – resíduos do metabolismo – como a ureia. Dos rins, a urina passa para os uréteres e vai para a bexiga urinária, onde fica temporariamente armazenada. Daí, a urina é eliminada para o meio externo por meio de um tubo chamado ureta.

Os sentidos 

Em geral, os sentidos são bem desenvolvidos no mamíferos. Mas a capacidade de visão, audição, olfato, gustação e tato varia bastante de espécie para espécie.
O cão, o leão, o tigre e a onça, por exemplo, possuem olfato muito apurado.
Você já deve ter ouvido falar sobre o faro dos cães.
Alguns deles são treinados para auxiliar a polícia na busca de pessoas desaparecidas ou de criminosos que se encontram foragidos ou, até mesmo, para localizar produtos tóxicos escondidos dentro de objetos.
No ser humano, o tato e a gustação são bem desenvolvidos: geralmente, as pessoas sentem com muita intensidade o contato dos objetos em sua pele e distinguem os sabores com grande precisão.

Classificação dos mamíferos 

A classe dos mamíferos compreendem várias ordens. Destacaremos algumas delas.
Monotremados 
monotremados provavelmente originam-se durante o Mesozoico
É uma ordem de mamíferos que põem ovos, diferindo significativamente com os modos reprodutivos dos marsupiais e dos placentários. Eles retêm muitas características mamíferas importantes, como a presença de pêlos, coração dividido em quatro câmaras, três ossículos auditivos e a presença de glândulas mamárias com a produção de leite. Encontrados na Austrália, Tasmânia e nova Guiné, os monotremados provavelmente originam-se durante o Mesozoico, quando se separam da vertente Theria. Compreendendo duas famílias, três gêneros e cinco espécies viventes, esta ordem constitui uma das mais distintas entre os mamíferos atuais.
Distribuição geográfica
Os monotremados estão restritos à região australásica, distribuindo-se pela Austrália, Tasmânia, Nova Guine e ilhas adjacentes, incluindo Kangaroo, King, Grupo Furneaux e Salawati.
Características dos Monotremados
Os monotremados mantiveram algumas características esqueléticas presentes nos seus ancestrais reptilianos, entre as quais as mais importantes são a estrutura da cintura escapular e alguns traços craniais. O crânio é razoavelmente grande, a caixa craniana arredondada e o focinho alongado. Os adultos das espécies viventes não possuem dentes. Dentes vestigiais estão presentes na mandíbula de jovens ornitorrincos, mas eles nunca irrompem da gengiva. Várias espécies fósseis apresentam a dentição totalmente desenvolvida. Os monotremados retêm cartilagens escleróticas, embora elas não sejam ossificadas, formando um anel ósseo, como o que ocorre com os demais amniotas, incluindo os sinapsídeos não-mamíferos escleróticas, embora elas não sejam ossificadas, formando um anel ósseo, como o que ocorre com os demais amnitas, incuindo os sinapsídeos não-mamíderos. Também está presnte o osso septmomaxiliar, o qual não é encontrado nos térios. O arco zigomático está reduzido ou ausente. O dentário (que forma a mandíbula) é delgado com um vestígio rudimentar do processo coronóide. Os ossos lacrimais estão ausentes e não possuem bula timpânica (cóclea).
Os esqueletos pós-craniano dos monotremados é também único entre os mamíferos. Mostram um mosaico de características inerentes dos terapsídeos não encontradas em nenhum outro mamífero, e modificações provalvemente relatadas aos hábitos escavadores dos monotremados modernos, enquanto sua cintura escapular é mais similar à condição tipicamente réptil, conservando os ossos coracóide, epicoracóide e interclavícula. O ombro é mais ridigimente ligado ao esqueleto auxiliar. O fêmur e úmero são perpendiculares ao corpo como nos répteis. Apresentam costelas cervicais.
Marsupiais
Marsupiais
Os marsupiais constituem uma inflaclasse de mamíferos, cuja principal diferença com os placentários, é a presença, na fêmea, de uma bolsa abdominal, conhecida como marsúpio (do latim marsupim, do qual o nome da infraclasse deriva-se), onde se processa grande parte do desenvolvimento dos filhotes. Outras diferenças morfológicas, principalmente reprodutivas, entre elas a presença de duas vaginas na fêmea, e um pênis bifurcado nos machos.
Características
A caixa craniana é pequena e estreita. Abrigando um cérebro relativamente pequeno e simples se comparado àqueles de mamíferos placentários de tamanho similar. O palato é geralmente frenestrado, isto é, contém aberturas em sua superfície óssea. Os marsupiais, caracteristicamente, possuem um ângulo infectado ao osso dentário, ausente nos eutérios, e seus ossos nasais sobrepõem os ossos frontais com uma forma de diamante, em contraste à forma retangular dos nasais dos eutérios.
Os marsupiais atualmente são encontrados no continente americano e na região australiana. Entre as Américas, a América do Sul concentra o maior número de espécies, muitas podem também ser vistas na América Central, mas apenas uma espécie ocorre na América do Norte, o gambá-da-Virgínia. Na região australiana, a maioria das espécies reside na Austrália e Nova Guine, mas algumas são encontradas nas ilhas Molucas, Sulawesi e ilhas adjantes.
História Evolutiva 
Atualmente, marsupialia é dividido em dois grupos: Ameridelphia que abrange Didelphimorphia e Paucituberculata, encontradas nas Américas; e Australidelphia que inclui Microbiothreia, Dasyuromorphia, Peramelemorphia, Notoryctemorphia e Diprotodontia, da região australiana. Na classificação original, criada por Szalay, Microbiotheria era incluso em Ameridelphia por possuir uma distribuição atual restrita ao Chile e Argentina, no sudeste da América do Sul, porém estudos morfológicos e moleculares mostraram que este grupo está, na verdade, mas próximo dos marsupiais australianos.
Quirópteros 
Compreendem os morcegos, mamíferos capazes de voar
Compreendem os morcegos, mamíferos capazes de voar. Esses animais têm os membros anteriores transformados em asas. Os morcegos voam durante a noite; durante o dia permanecem em repouso em abrigos, geralmente escuros, como cavernas.
Os morcegos têm a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes e sangue. Cerca de 70% dos morcegos são insetívoros, alimentando-se de insetos, sendo praticamente todo o restante frugívoros, ou seja, alimentam-se de frutas. Somente três espécies se alimentam exclusivamente de sangue; são os chamados morcegos hematófagos ou vampiros, encontrados apenas na América Latina. Dessa maneira, morcegos contribuem substancialmente para a estrutura e dinâmica dos ecossistemas, pois atuam como polinizadores, dispersores de sementes, predadores de insetos (incluindo pragas agrícolas), fornecedores de nutrientes em cavernas e vetores de doenças silvestres, dentre outras funções. Possuem ainda o extraordinários sentido da ecolocalização (biossonar ou orientação por ecos), utilizam para orientação, busca de alimento e comunicação.
Cetáceos 
Os cetáceos (latim científico: Cetacea) constituem uma ordem de animais marinhos
Os cetáceos (latim científico: Cetacea) constituem uma ordem de animais marinhos, porém, pertencentes à classe dos mamíferos. O nome da ordem deriva do grego ketos que significa mostro marinho. Os cetáceos estão divididos em duas sub-ordens:
As baleias sem dentes (subordem Mysticeti) são caracterizadas pelas cerdas bucais, que são estruturas parecidas com peneiras localizadas na parte superior da boca e são feitas de queratina. As baleias utilizam as ‘’cerdas’’ para filtrar plâncton da água. Elas compreendem as maiores espécies de animais.
As baleias com dentes (subordem Odontoceti) têm dentes e se alimentam de peixes e lulas. Uma habilidade notável deste grupo é a localizar as suas presas por ecolocalização.
Tal como todos os mamíferos, os cetáceos respiram ar por pulmões, são de sangue-quente (i.e.., endotérmicas) e amamentam os juvenis, mas têm muito poucos pelos.
As adaptações dos cetáceos a um meio completamente aquático são bastante notórias: o corpo é fusiforme, assemelhando-se ao de um peixe. Os membros anteriores, também chamados barbatanas ou nadadeiras, são em forma de remo. A ponta da cauda possui dois lobos horizontais, que proporcionam propulsão por meio de movimentos verticais. Os cetáceos não possuem membros posteriores, alguns pequenos ossos dentro do corpo são o que resta da pélvis.
Debaixo da pele existe uma camada de gordura. Serve como reservatório de energia e também como isolamento. Os cetáceos possuem um coração de quatro cavidades. As vértebras do pescoço estão fundidas na maior parte dos cetáceos, o que fornece estabilidade durante a natação às custas da flexibilidade.
Os cetáceos respiram por meio de espiráculos localizados no topo da cabeça, o que permite ao animal ficar submerso. As baleias sem dentes possuem dois, enquanto que as baleias com dentes apenas têm um espiráculo. Quando respiram, os cetáceos lançam um jacto de água, cuja forma é uma característica que ajuda à sua identificação. O seu sistema respiratório permite-lhes ficar submersos durante muito sem respirar: o cachalote, por exemplo, pode ficar duas horas sem respirar.
Os cetáceos são geralmente classificadas como predadores, embora a sua alimentação possa incluir apenas organismo planctônicos, como nas baleias sem dentes, até grandes peixe.
Como todos os mamíferos, os cetáceos também dormem, mas não podem ficar completamente inconscientes para poderem respirar. A solução para este problema é que apenas um hemisfério do seu cérebro dorme de cada vez, Os cetáceos dormem cerca de oito horas por dia.
Reprodução 
Na maioria das baleias a maturidade reprodutiva ocorre tarde. Tipicamente dos sete aos dez anos. Esta estratégia de reprodução faz com que elas tenham poucas filhos(as), combinada com uma alta taxa de sobrevivência.
Os órgãos genitais estão retraídos em cavidade no corpo durante o seu nadar. A maioria dos cetáceos não mantêm parceiros fixos durante o período de acasalamento; em muitas das espécies, as fêmeas têm vários companheiros em cada temporada de acasalamento. As mães criam o bebe espremendo ativamente o seu leite gordo na boca das crias. Durante a ejaculação, pode haver despejo de sêmen no mar, sendo de ocorrência normal em períodos de reprodução.
Há registros de cetáceos que se reproduzem de forma a se parecer com peixes, enquanto outros não o fazem. A reprodução entre os cetáceos é rápida, o macho leva cerca de 20 à 30 minutos para ejacular na fêmea (que deve estar em período de cio).
Evolução dos Cetáceos
Os cetáceos são descendentes de mamíferos terrestres, provavelmente de ordem Artiodactyla. Eles passaram para a água há cerca de 50 milhões de anos.
Recentemente foram encontrados no Paquistão fósseis de animais terrestres adaptados à vida aquática, e os cientistas acreditam que eles são realmente os ancestrais dos atuais Cetáceos, pois o crânio destes animais só encontra similaridades com os crânios de baleias e golfinhos. Mesmo as baleias desdentadas descendem de animais terrestres.
Os fósseis encontrados são de animais da ordem Artiodactyla, que eram adaptados à corrida as, para fudir de predadores e buscar mais opções de alimento, adaptaram-se à vida aquática. Um deles, o Pakicetus, assemelhava-se a algo intermediário a um lobo ou uma lontra e alimentava-se de peixes, um outro, o Rodhocetus, possuía cabeça semelhante e das baleias e tinha as patas adaptadas como nadadeiras.
Sirênios 
Sirênios
Em zoologia, os sirénios, sirênios, ou sirenídeos (latim científico Sirenia) pertencem a uma ordem de mamíferos marinhos herbívoros, de que fazem parte o dungongo e os manatins, por vezes apelidados de peixe-boi ou vaca-marinha.
Estes animais passam toda a sua vida na água, têm várias adaptações: 
Os membros anteriores estão transformados em nadadeiras; Os membros posteriores estão reduzidos a um pelvis vestigial; A cauda é alargada e achatada horizontalmente, formando um ‘’remo’’.
Algumas espécies atingem grane tamanho, pesando mais de uma tonelada. Os lábios são grandes e móveis, cobertos de ceras rígidas. As narinas estão localizadas na parte superior do focinho e fecham-se com válvulas. Os ouvidos não têm ‘’pinae’’. Os olhos não têm pálpebras, mas podem fechar-se por um mecanismo que funciona como um esfíncter. Os ossos são mais densos que a da maioria dos mamíferos (um fenômeno chamado paquiosteose), tornando-os mais pesados, o que facilita a sua posição na água.
O crânio dos sirénios tem algumas características únicas: 
As pré-maxilas são grandes e viradas para a região ventral; Os ossos nasais estão reduzidos ou ausentes e a abertura nasal chaga até perto das órbitas; 
O osso dentário é excepcionalmente largo; 
O osso timpânico é semicircular; 
O osso petrosal é maciço tem uma articulação fraca com o basicrânio; 
Os dentes também são incomuns e variáveis de acordo com a família.
Os sirénios são membros de um grupo denominado subungulados e parecem ter um antepassado em comum com os elefantes, sendo ambas ordens parte da irradiação dos Afrotheria. Conhecem-se fósseis deste grupo desde o Eoceno (há 20-30 milhões de anos), como o gênero Prorastomus, mas nessa altura já as famílias actuais estavam estabelecidas; pensa-se, por isso, que a sua origem tenha sido anterior a essa época.
São herbívoros e sociais, podendo formar grandes grupos.
Carnívoros 
Os carnívoros
Os carnívoros (latim científico: Carnivora) constituem uma ordem de animais mamíferos placentários, encontrados em quase todo mundo. Suas características comuns são a presença de pés com quatro ou cinco dedos com garras, machos com báculo, dentes adaptados pata cortar, com a presença de caninos fortes, cônicos e pontiagudos.
Tanto na linguagem vernácula, como nos diferentes ramos da zoologia chamam-se carnívoros, aos animais que se alimentam predominantemente de carne, provindo de animais vivos ou mortos. A palavra carnívoro significa comedor de carne, do latim carne + vorare (devorar). Os carnívoros, numa cadeia alimentar ocupam o terceiro nível trófico ou o consumidor de segunda ordem (consumidor secundário) em diante.
Do ponde de vista da sistemática zoológica, chamam-se carnívoros os representantes da ordem Carnívora, que inclui o cão, gato, foca e outros. Porém, nem todos deste grupo são exclusivamente carnívoros, existindo animais herbívoros, insetívoros, onívoros e granívoros. Além dos mamíferos da ordem Carnívora, existem carnívoros de outros táxons, como, por exemplo, o falcão, o tubarão e o crocodilo.
Os animais carnívoros não precisam ingerir grandes quantidades de alimentos, pois a carne é um alimento rico em nutrientes. Assim, a digestão é mais rápida e, por isso têm um intestino mais curto.
Artiodáctilios 
Os artiodáctilos (latim científico: Artiodactyla)
Os artiodáctilos (latim científico: Artiodactyla) constituem uma ordem de mamíferos ungulados com um número par de dedos nas patas. É um grupo de muito variado, com cerca de 220 espécies descritas. Incluem muitos animais com grande importância econômica para o homem, como o boi, a cabra, que, no Brasil, tem como maior criadora a região Nordeste, principalmente para subsistência, o camelo e porco, entre outros.
Há espécies nativas de artiodáctilos em todos os continentes, exceto na Austrália e na Antártida. É importante mencionar que na Austrália existem espécies de artiodáctilos, que foram, porém, introduzidas pelo Homem. A maioria deles vivem em habitates terrestres, incluindo savanas, montanhas e florestas, mas com um grupos semi-aquático, o dos hipopótamos. A maioria são herbívoros – e nesta ordem se encontram o ruminantes, com o seu aparelho digestivo especializado. Alguns, porém, são omnívoros,como, por exemplo, o porco. Entre estes animais se encontram alguns dos mamíferos mais rápidos.
Perissodáctilos 
inclui os cavalos, os tapires e os rinocerontes
Os perissodáctilos (do latim científico Perissodactyla) constituem uma ordem de mamíferos terrestres ungulados com um número ímpar de dedos nas patas, que inclui os cavalos, os tapires e os rinocerontes. O dedo médio é sempre maior que os outros e por ele passa o eixo do pé.
Algumas espécies têm cornos, mas nesta ordem de origem dérmica, sem um núcleo ósseo, ao contrário dos artiodátilos, colocados sobre os ossos nasal ou frontal, em posição média. A parte anterior do crânio dos perissodátilos é alongada e possui uma série completa grandes dentes (geralmente um total de 44), dos quais os molares e prémolares são hipsodontes nas espécies que pastam, como os cavalos, e braquidontes nas espécies que têm uma alimentação mais variada, como os tapires.
Os perissodátilos têm um estômago simples, ao contrário dos artiodátilos, que o têm dividido em várias câmaras, e o seu ceco é grande e com divertículos, onde se dá uma parte da digestão bacteriana de celulose.
Roedores 
Os roedores (do latim científico Rodentia) constituem e mais numerosa ordem de mamíferos
Os roedores (do latim científico Rodentia) constituem e mais numerosa ordem de mamíferos com placenta contendo mais de 2000 espécies, o que corresponde a cerca de 40% das espécies da classe dos mamíferos. A maior parte são de pequenas proporções, o camundongo-pigmeu Africano tem 6 cm de comprimento e pesa 7 g. Por outro lado, o maior deles, a capivara, pode pesar até 80 kg. Acredita-se que o extinto Phoberomys pattersoni teria pesado 700 kg. Roedores são encontrados em grane número em todos os continentes, exceto a Antártida, na maioria das ilhas e em todos os habitats, com exceção dos oceanos. Juntamente com os morcegos (Chiroptera), foram os únicos mamíferos placentários a colonizar a Austrália independentemente da introdução humana.
Ecologicamente são muito diversos. Algumas espécies passam a vida inteira no dossel florestal outras raramente deixam o chão. Algumas espécies apresentam um hábito marcadamente aquático, enquanto outras são altamente especializadas para o ambiente desértico. Muitas são em certa medida onívoras, assim como outras têm uma dieta bem específica, comendo, por exemplo, algumas espécies de fungos ou invertebrados.
No entanto, todos compartilham uma característica: uma dentição altamente especializada para roer. Todos os roedores possuem um par de incisivos na arcada dentária superior e inferior seguidos por um espaço, o diastema, e por um ou mais molares e pré-molares. Nenhum roedor possui mais de quatro incisivos e nenhum roedor possui caninos. Seus incisivos não têm raiz e crescem continuamente. As superfícies anterior e laterais são cobertas de esmaltes, enquanto a posterior tem a dentina expostas. No ato de roer, os incisivos se atritam, desgastando a dentina, o que mantém os dentes bastantes afiados. Esse sistema de ‘’afiamento’’ é muito eficiente e é uma das caves do enorme sucesso dos roedores.
Roedores são muito importantes em muitos ecossistemas porque se reproduzem rapidamente, servindo de alimento para predadores, são dispersores de semente e vetores de doenças. Humanos usam roedores para testes laboratoriais, na alimentação e para obtenção de sua pele.
Pesquisas recentes sugere que os roedores podem ser biologicamente polifiléticos ou seja, teriam evoluídos mais de uma vez, neste caso este grupo teria que ser redividido.
Grupos comumente confundidos com roedores e erroneamente inclusos entre eles: Chiroptera (morcegos), Insectivora (ouriços, toupeiras), Lagomorpha (coelhos, lebres), Scandentia (tupaias) e Carnivora ( Visions).
No grandioso grupo de roedores também estão: Ratos, Esquilos, Castores, Cutias e as Pacas.
Proboscídeos 
Probocídeo (do grego proboskis – tromba) é uma ordem de mamíferos placentários
Probocídeo (do grego proboskis – tromba) é uma ordem de mamíferos placentários, do clado Afrotheria, que contém apenas uma família vivente, a Elephantidae, à qual pertencem os elefantes, com apenas três espécies atuais, os elefantes africanos, o elefante-asiático e o elefante indiano.
Caracteriza-se pela presença de um nariz desenvolvido em forma de tromba. São animais herbívoros de grandes dimensões, embora em algumas zonas isoladas, como na Ilha de Malta, se tenham desenvolvido espécies anãs. A ordem foi mais diversificada durante o Cenozóico e contou com cerca e 170 espécies ao longo do registro fóssil, incluindo animais agora extintos como o mamute e o mastodonte. O proboscídeo mais antigo conhecido é o gênero Pilgrimella que viveu no Eocênio inferior há aproximadamente 50 milhões de anos.
Xenartros 
Xenartros
Os Xernartro (Xenarthra, do grego xenos ‘’estranho’’, e arthros ‘’articulação’’) são uma super ordem de mamíferos placentários, anteriormente designada como Edentata, que inclui os animais ditos desdentados. O grupo é nativo do continente americano e surgiu no Terciário, há cerca de 60 milhões de ano. O nome da ordem advém da estrutura das vértebras destes animais, bastantes distinta dos restantes mamíferos. As vértebras dorso-lombares apresentam, além das articulações comuns, uma articulação acessória (xenartria). De um modo geral, os membros do grupo têm os dentes molares pouco desenvolvidos, o que lhes deu o nome popular de desdentados.
Primatas 
A ordem dos Primatas
A ordem dos Primatas é um grupo de mamíferos que compreende os popularmente chamados de macacos, símios, lêmures e os seres humanos. É dividida informalmente em símios e prossímios. Os primatas surgiram de ancestrais arborícolas nas florestas tropicais; muitas das características dessa ordem são adaptações a esse modo de vida. Entretanto, alguns primatas são parcialmente arborícolas.
Com exceção dos humanos, que habitam todos os continentes, a maior parte dos primatas vivem em florestas tropicais e subtropicais das Américas, África e Ásia. Variam de forma extrema em tamanho, indo desde Microcebus berthae, que pesa 30 g, até Gorilla beringei graueri, que pode pesar mais de 200 kg. De acordo com o registro fóssil, os ancestrais mais primitivos dos primatas viveram no Cretáceo Superior, há cerca de 65 milhões de anos; o mais antigo primata conhecido é Plesiadapis, do Paleoceno Tardio, entre 55 e 58 milhões de anos atrás. Estudos de relógio molecular sugerem que a origem dessa ordem é mais antiga, com estimativas ao redor de 85 milhões de anos atrás, no Cretáceo Médio.
A ordem dos Primatas tem sido tradicionalmente divida em dois grupos: prossímios e antropóides. Prossímios possuem características dos primeiros primatas, e são os lêmures de Madagáscar, lorisídeos, e társios. Os antropóides incluem macacos e o homem, Mais recentemente, taxonomistas dividiram a ordem em Strepsirrhini, consistindo nos prossímios excluindo os társios, e em Haplorrhini, que são os társios e antropóides. Antropoides são divididos em dois grupos; Platyrrhini, ou ‘’macacos do Novo Mundo’’, da América do Sul e Central, e Catarrhini, que incluem o Cercopithecoidea e o Hominoidea, da África e Ásia. Os ‘’macacos do Novo Mundo’’ são, por exemplo, os bugios, os macacos-prego e os sagüis; os catarrinos são, por exemplo, os babuínos, os gibões, e os hominídeos. Humanos são os únicos catarrinos a serem bem sucedidos fora da África e Ásia, embora o registro fóssil mostre que já houve primatas não-humanos na Europa. Muitos primatas foram descobertos na década de 2000.
São considerados animais generalistas e exibem uma gama de características próprias. Alguns primatas, como alguns hominídeos e babuínos, são mais terrestres do que arborícolas, mas todas as espécies possuem adaptações para trepas em árvores. A locomoção varia de saltos de galho em galho, andar sobre dois oi quatro membros, nodopedalia e locomoção pelos galhos com os braços (braquiação). Primatas são caracterizados por possuírem grandes cérebros se comparados aos outros mamíferos, uma maior acurácia no sentido da visão em detrimento do olfato, com estereopsia. Essas características são notavelmente mais desenvolvidas em macacos e hominídeos, e menos em lêmures e lórises. Visão tricromática evoluiu em alguns primatas. Muitos possuem polegar opositor e cauda preênsil. Muitas espécies são sexualmente dimórficas: diferenças incluem massa corporal, tamanho dos caninos, e coloração. Primatas possuem taxas de reprodução lentas se comparadas com outros animais de mesmo porte e demoram para alcançar a maturidade sexual, mas possuem longevidade longa. Dependendo da espécie, adultos podem viver solitariamente, em casais, e até em grupos com centenas de indivíduos.

A reprodução dos mamíferos

Mamíferos
Os mamíferos tem sexo separados. Em cada espécie existem machos e fêmeas. Os machos possuem testículos produtores de espermatozoides; as fêmeas possuem ovários que produzem óvulos. A fecundação é sempre interna: durante a cópula, o macho introduz os espermatozoides no corpo da fêmea por meio de um órgão copulador - o pênis.
Quase todos os mamíferos são vivíparos: o embrião se desenvolve no interior do corpo materno, recebendo dele o alimento necessário ao seu desenvolvimento; nascem com uma aparência semelhante à dos adultos, embora ainda pequenos.
O período de gestação varia de acordo com a espécie de mamífero. Veja exemplos aproximados de períodos de getação: gambás, 13 dias; coelhos, 1 mês; cães, 2 meses; seres humanos, 9 meses; cavalos, 12 meses; elefantes, 20 meses.
Durante o período de gestação, a maioria dos filhotes de mamíferos se alimenta por meio da placenta, um órgão que se liga ao embrião pelo cordão umbilical. Dessa forma, o filhote obtém do sangue materno os nutrientes já digeridos e o gás oxigênio de que necessita para o seu desenvolvimento. Ainda por meio da placenta, o filhote elimina no sangue materno os resíduos derivados do seu próprio metabolismo. 


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Fonte: Empresas de sucesso, Mamíferos história e classificação. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2016/04/mamiferos-historia-reproducao-classificacao-caracteristicas.html



Referências e Bibliografia 
* WILSON, D.E., REEDER, D.M. (2005). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference, 3ª edição. Johns Hopkins University Press, Baltimore, Maryland, 2.142 pp., 2 volumes. 
* Tsubamoto, T., Egi, N., Takai, M., Sein, C., and Maung, M. 2005. Middle Eocene ungulate mammals from Myanmar: A review with description of new specimens. Acta Palaeontologica Polonica 50 (1): 117–138. 
*SIMPSON, G.G. (1945). The Principles of Classification and a Classification of Mammals. Bull. Mus. of Natural History, New York: 1-350. 
*WOZENCRAFT, W.C. (2005). Order Carnivora. In Wilson D.E., Reeder, D.M. (eds) Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference, 3rd ed., The Johns Hopkins University Press, Baltimore: 532-628. 
*Ciências-Os Serres Vivos. Editora Ática. Autor:Carlos Barros e Wilson Paulino.
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