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História do Porco

A origem de todos os porcos que conhecemos atualmente está associada a três espécies de javalis:
Porco
Sus scrofa scrofa - originária da Europa e do norte da África
Sus scrofa vittatus - originária da Indonésia, Japão e China
Sus scrofa cristatus - originária da Índia
A espécie Sus scrofa mediterraneus seria uma intermediária entre as duas primeiras. As pinturas rupestres encontrados nas grutas da Altamira, na Espanha e reproduzidas no Museu Nacional Alemão (Deutsches Museum) de Munique, mostram que o javali já era conhecido na Europa há 15.000 anos.
O Javali 
A história do Javali (Sus scrofa Linnaeus 1758) remonta a milhões de anos. Fósseis revelam que há cerca de 48 milhões de anos, mamíferos onívaros habitavam as florestas e pântano nos quais foi formado o carvão. Estes fósseis, conhecidos como Entelodintidae são considerados os antecedentes mais remotos do animal que conhecemos hoje.

A Domesticação 

Os mais antigos registros arqueológicos do porco domestico (Sus scrofa domesticus) datam de 9.000 anos a.C e foram encontrados na Grécia e na Turquia. Na China e no Egito, remontam a 6.000 anos a.C e na Europa Central, a 4.000 a.C..
Na Europa, a domesticação dos porcos iniciou no Período Neolítico, ou seja, no último período da Idade da Pedra, quando a agricultura e a criação de animais tornaram-se práticas conhecidas ao homem. De acordo com o material arqueológico, pode-se concluir que os porcos passaram a servir o homem bem antes do gado, porém, depois das ovelhas e das cabras.
Por vários séculos, o porco doméstico conservou as características físicas de seus antepassados. Na Europa Central essas características eram observadas ainda nas pinturas do Renascimento.
Com o aperfeiçoamento da criação, o porco foi modificando suas características externas: o tamanho do corpo e do cérebro diminuiu, os dentes tornaram-se menores e o focinho encolheu. Em muitas raças, as orelhas também se modificaram, tornando-se caldas. Dependendo do lugar e da raça, também se alterou a forma integral do corpo, assim como o tamanho, densidade e coloração dos pelos.

Os Porcos na China 

Na China, os porcos já eram domesticados no período do imperador Fo-hi, no ano 3500 a.C..
No entanto, a expansão da atividade deu-se durante a Dinastla Han (202 a.C. até 220 d.C.). Neste período, o império responsável pela invenção do papel estendeu sua força cultura, políticas e agrícola sobre as regiões que atualmente correspondem ao Vietnan, Ásia Central, Mongólia e Coréia.
Desta época remontam várias esculturas de porco, encontradas em túmulos e sepulturas humanas. De acordo com a simbologia chinesa, o animal representava a riqueza e a fartura, que seriam levadas para a eternidade.
Diferentes das raças européias, as raças chinesas ainda hoje são conhecidas pelo profiicidade e pelo alto teor de gordura. As leitoas trazem ao mundo, em média, 14 leitões vivos por gestação, o que também é resultado de séculos e séculos de seleção a partir do número de leitões por cria. Na Europa, a média superior de nascimentos fica em 11 leitões por cria.
A partir de 1949, com a República Popular, a criação passou a ser incentivada pelo Estado e se proliferou pelo país. Atualmente, a China é o maior produtor mundial de suínos, com mais de 480 milhões de cabeças, o que corresponde a mais de 50% do rebanho mundial.
No Vietnan, que ocupa atualmente a quarta posição no ranking mundial da produção, a criação já é conhecida há quase 4.000 anos. Assim como na China, comemora-se a cada 12 anos, o ‘’Ano do Porco’’, sendo este, por coincidência, 2007. No horóscopo chinês, o animal também representa riqueza, fartura e prosperidade.

O Porco no Antigo Egito 

O material histórico revela que os porcos já eram conhecidos no Antigo Egito e no Oriente, há mais de 4.000 anos. Possivelmente originários das regiões da Mesopotâmia ou da Turquia, espalharam-se pelo delta do rio Nilo, sendo utilizados também para puxar o arado, na preparação da lavoura, oferecendo, além da tração, a vantagem de fazerem, com os próprios pés, os orifícios no solo onde seriam depositadas as sementes do trigo.
Conta-se que na Babilônia, uma das cidades mais antigas do mundo, os porcos andavam soltos, com o objetivo de consumir os restos de alimentos e o lixo depositado nas ruas.
O historiador grego Heródoto (484-425 a.C.) escreveu que os egípcios consideravam o porco um animal ‘’impuro’’, uma vez que se alimentava de dejetos e excrementos. Os escravos responsáveis pela criação e pelo abate também eram proibidos de frequentar templos e outros lugares sagrados.
Ainda nos dias de hoje, os porcos desfrutam de uma imagem bastante negativa em muitas culturas. Os motivos estão ligados, possivelmente, a idéia de ‘’impureza’’da espécie, que foi transmitida pela história.

Os Porcos na Bíblia 

Foi com a Bíblia que dos grandes mitos em torno dos porcos passou a ser difundido, contribuindo para piorar a já péssima reputação dos animais, no Oriente.
Já no Velho Testamento, no 3° livro de Moisés são descritos os mandamentos para a pureza do homem. Entre eles, encontra-se a advertência contra o consumo de carne de animais considerados ‘’impuros’’, entre eles, o porco.
...’’também os porcos, porque as unhas são fendida e as fendas das unhas divididas em duas, ... estes vos serão imundos.’’ (Lev. 11,7)
Hoje sabemos. Através da história, que os porcos do Antigo Egito possivelmente sofriam com tênia, triquinas e outros parasitas. Moisés, com seus mandamentos, estabelecia também medidas de higiene para o povo, evitando verminoses e doenças transmitidas através da carne suína mal-cozida. Medidas estas que ainda hoje são recomendadas pelos sanitaristas.
No Novo Testamento encontramos vários registros nos quais a figura dos porcos é associada ao profano, àquilo que não é sagrado ou ao pecado humano.
... ‘’Não dêem aos cães coisas santas, nem deites vossas pérolas aos porcos, pois voltando-se, eles as pisarão com os pés e as despedaçarão.’’ (Mt, 7,6)
Na segunda epístola de Pedro, o porco é retratado como um animal imundo, comparado àqueles que insistem em permanecer ao pecado:
‘’... pois aconteceu-lhes o que diz aquele provérbio, o cão retornou ao próprio vômito e o porco lavado, revolveu-se, de novo, no lamaça,.’’ (2 Pe 2,2)
Há mais de dois mil anos, o apóstolo Pedro não podia avaliar a importância dos banhos de lama para o comportamento animal. A descoberta de que os porcos possuem glândulas sudoríparas atrofiadas e que os banhos de lama asseguram a regulação térmica do organismo, é bem recente.
Também são recentes as pesquisas que revelam a importância dos banhos de lama para as relações sociais da espécie, uma vez que através da persistência de determinados odores corporais, os animais podem assegurar seus limites territoriais e sexuais.

O Porco na Grécia Antiga 

Aristóteles (384-322 a.C), o filósofo e o pensador mais completo da antiguidade, deixou uma das primeiras observações de caráter científico sobre os porcos. O livro ‘’A História dos Animais’’, parte das ‘’Obras completas’’ contém um tratado sobre o comportamento, preferências e hábitos, assim como as necessidades básicas da espécie. Também o desempenho sexual dos porcos, cujos estímulos superavam os de qualquer espécie animal, já foram observados e descritos por Aristóteles.
Hipócrates (460-377 a.C.)m uma das figuras mais importantes da História da Medicina, descreveu o alto teor de gordura da carne de porco, recomendando-a aqueles que se dedicavam a atividades cansativas ou aos adeptos de exercícios físicos, para conservar o vigor físico e o tono muscular.
Pintura de vasos e antigas moedas revelam que os porcos, na Grécia, serviam também como oferenda aos Deuses.
Na literatura clássica, foi na obra ‘’Odisseia’’, atribuída ao grego Homero, que os porcos passaram a ser conhecidos pelo seu valor literário e metafórico. Foi na transformação dos homens em animais, feita pela feiticeira Circe, que os companheiros do rei Odisseu tornaram-se porcos, escravos dos desejos e vontades da poderosa mulher.

Os Porcos na Odisséia 

A obra escrita no século VIII a.C. descreve episódios da turbulenta viagem de Odisseu, rei da Ítaca, retornando da Guerra de Tróia. Num dos episódios, talvez o mais interessante do ponto de vista dos porcos, Odisseu e seus companheiros chegam até Eéla, a ilha itinerante que vaga de um extremo a outro do Mediterrâneo. Na ilha vive Cerce, a bela feiticeira, que seduz os homens e tem o poder de transformá-los em animais.
Chefiados por Eurícolo, o tratador de porcos, os companheiros de Odisseu tentam desbravar a ilha até chegar ao palácio de Circe, onde são recebidos por leões e lobos domesticados. Na verdade, todas as feras já haviam sido homens, que devidos os encantamentos da feiticeira, tornaram-se dóceis e obedientes criaturas, comandados por ela.
De dentro do palácio, uma voz de mulher, canta e com suavidade e transforma o medo dos guerreiros, em curiosidade e desejo. A porta se abre e a feiticeira de lindos cabelos negros, convida-os a entra. Dóceis e sem suspeitar, os guerreiros a seguem e saboreiam o mel, o vinho e os queijos oferecidos. Depois de saciados e tendo sido tocados pela varinha encantada, sofrem uma longa metamorfose, que os transforma em porcos.
Somente Eurícolo, o tratador de porcos de Odisseu, tendo desconfiado do perigo e ficado do lado de fora, percebe o truque da feiticeira e volta ao barco para avisar ao rei.
Furioso, o rei Ítaca resolve enfrentar a feiticeira, na esperança de reaver seus homens. No caminho, encontrar Hermes, que lhe oferece um encantamento para conseguir escapar das armadilhas da sedução, utilizadas por Circe.
Quando a encontra, Odisseu da mesma como seus companheiros, também é recebido com mel, queijos e vinhos, mas quando Circe se prepara para encostar a varinha e encantá-lo, o rei de Ítaca puxa sua espada e tenta matá-la. Os pedidos de clemência de Circe são aceitos pelo esperto rei, com a condição de libertar todos os seus homens.

Os Porcos na Antiguidade Latina 

Os romanos, adeptos de grandes banquetes e de orgias gastronômicas, descobriram bem cedo que poderia melhorar a qualidade e aumentar a quantidade de carne, se desenvolvessem técnicas adequadas de cuidado aos animais. Assim, as primeiras granjas e instalação de suínos da história remontam a Roma.
Presunto, salames e carne suína sempre foram artigos indispensáveis nas mesas romanas, embora naquela época, a quantidade de gordura dos animais fosse muito maior do que a dos conhecidos atualmente.
Também provêm de Roma Antiga, os primeiros relatos de especulações sobre o aproveitamento dos dejetos suínos. Catone (234-149 a.C) em sua obra De agricultura recomenda aplicações de esterco, como parte do tratamento de picadas de cobras, que eram comuns na época, tanto em humanos como em outros animais.
Ainda no campo filosófico e científico, destaca-se o escritor e professor de retórica Claudio Ellano (170-235 d.C.) A vasta obra de Natura Animalium. Baseada muito menos em observações do que em suposições e relatos fantasiosos de outros escritores, foi esta obra que influenciou a criação dos bestárlos da Idade Média.
Interessante também é a obra de re-rústica, do estudioso de agricultura Columella (5-70 d.C.), onde são observadas algumas necessidades dos animais e as condições indispensáveis à criação. O autor também já reconhece a importância do trabalho daquele que cuida dos animais, recomendando o constante o aperfeiçoamento da técnica.

Os Porcos entre os Celtas e os Povos Germânicos

Na Europa Central os porcos domésticos já eram conhecidos desde o século V a.C., onde foram representados em cerâmicas.
Assim como para os celtas, os porcos tinham para os povos germânicos, extrema importância como fonte geradora de alimentos. A domesticação da espécie permitiu que a caça ao javali diminuísse consideravelmente.
Considerados símbolos de força física, vitalidade e virilidade, sobretudo os reprodutores masculinos da espécie eram utilizados em rituais e oferendas.
Os celtas, que adoravam muitos deuses, também possuíam um deus para o porco. Moccus, o deus dos porcos foi motivo estampado em moedas da época. Também nos nobres celtas eram enterrado com um porco ou parte dele, levando consigo para a eternidade, a virilidade e a vitalidade.
O escritor romano Tacltus (55-115 d.C) citou em sua obra Germânia os desenhos e representações de porcos que os soldados germânicos traziam em suas roupas. As mesmas figuras também foram encontradas em sepulturas de mulheres, possivelmente como símbolo da fertilidade.
Assim como para os romanos, os porcos representavam também para os povos do norte, prosperidade, riqueza e fartura. Esse significado ainda permanece na mitologia germânica e podem ser encontrados em cartões de felicitações pelo ano-novo, aniversário, casamento ou formatura.
Diferente dos romanos, os germânicos e celtas não se preocuparam, no início, com as instalações para os animais. O tipo de criação era em florestas, onde havia o cruzamento livre com raças de javalis. Estima-se que um porco atingia nas florestas do norte, em cerca de dois anos, um peso de 40 até 60 kg. (Hoje, atinge cerca de 100 kg em poucos meses).

Os Porcos na Idade Média 

História do Porco
No cenário social da Idade Média, o povo comia alimentos muito mais gordurosos do que atualmente. Também no que se refere à quantidade, sobretudo as camadas sociais inferiores, abusavam das calorias. Quando havia comida, é claro!
O consume de carne suína era intenso, refreado somente pela Igreja Católica, que condenava os pecados da gula, luxúria e volúpia.
Por vários séculos os porcos circulavam livremente pelas ruas das cidades européias, sendo muitas vezes, responsáveis por acidentes de trânsito. Conta a história que o príncipe Philip, herdeiro do rei francês Ludwig XXII, morreu em 1131 ao ser derrubado de uma cavalo por um porco, próximo ao portão da cidade.
Só a partir de 1500, cidades como um, Frankurt a.M. e outras metrópoles da passaram a regulamentar a criação de suínos, impedindo a circulação livre dos mesmo e limitando em 24, o número máximo de leitões, por cidadão.
Considerando a grande quantidade de porcos e as precárias condições de higiene na Idade Média, outras comunas também passaram a estabelecer regras a criação.
No final da Idade Média, os porcos também foram retratados pelos artistas do Renascimento e nos fornecem informações detalhadas sobre a forma de criação da época e características físicas dos animais.
Na obra do pintor Albrecht Durer (1471-1528) é possível reconhecer traços externos ainda muito parecidos aos javalis e identificar neles, a maturidade e o longo período de vida que desfrutavam.
Outra obra do final da idade Média onde o porco está presente é a do pintor holandês Hieronymus Bosch (1459-1516). Na obra percebe-se a figura do porco utilizada como personificação alegórica da tentação e do pecado.

Os Porcos da América Latina 

Assim como seus antecedentes javalis, os porcos não constituem uma espécie da fauna nativa americana. Eles desembarcam no continente trazidos Colombo, numa de suas viagens e logo se acostumaram à rusticidade do Novo Mundo, se espalhando por vários países.
A Guerra do Paraguai (1864-1870) parece ter sido um momento decisivo para a história da espécie na América-Latina, uma vez que tendo sido destruídas muitas granjas no país vizinho, os porcos se espalharam pelas florestas, onde se proliferaram e se adaptaram ao ambiente selvagem.
Os javalis, ainda hoje encontrados nas regiões centrais do Brasil são prováveis descendentes dos sobreviventes da guerra terminada com a morte do ditador Solano Lopez, em Cerro Corá.

Os Porcos no Brasil 

Os porcos chegaram ao Brasil a partir de 1532, trazidos por Martim Afonso de Souza. Provenientes de raças derivadas dos javalis europeus do tipo ibérico e asiáticos, sobretudo da índia, logo se adaptaram ao clima tropical e permitiram aos criadores o desenvolvimento de raças próprias.
Grande parte das mais de 100 raças de porcos existentes no Brasil pode ser chamada de brasileira. No entanto, a maioria deles foi extinta e substituída por raças consideras melhores e mais produtivas.
Até a metade do século XX, a suinocultura brasileira estava baseada em sistemas extensivo, utilizando raças nacionais, caracterizados pela rusticidade facilidade de adaptação e grande resistência à doenças. No entanto, com a importação das raças estrangeiras, o plantei brasileiro se modificou.
Atualmente, o Brasil possui o terceiro maior rebanho do mundo, com cerca de 33.000.000 de cabeças, o que representa 3,4% da população mundial de suínos.

As Raças Brasileiras 

Os porcos não são animais originários da fauna brasileira nativa. As raças suínas brasileiras foram formadas a partir de animais descendentes daqueles introduzidos no século XVI, durante o período colonial.
A Embrapa Recurso Genético e Biotecnologia identificou e catalogou essas raças, embora muitas delas já tenham sido extintas e substituídas pelo ‘’bom desempenho’’ das raças estrangeiras.
São elas: Canastrão, Zabumba, Canastra, Nilo, Nilo Canastra, Cabano, Vermelho, Meia Perna, Mexabomba, Tatu, Canastrinho, Macau, Perna Curta, Baé, Caruncho, Piau Pequeno, Caruncho Vermelho, Tatu Canastra, Pirapetinga, Junqueira, Pereira, Tatuí, Sorocaba, Piau de São Carlos, Piau de Uberaba, Piau Carioca, Canastrão Preto, Caruncho Malhado, Carunchinho Pintado, Simetral, Moura e Casco de Burro.

As Raças Estrangeiras no Plantel Brasileiro 

‘’No país da feijoada, é o porco estrangeiro é quem vai pra panela’’. Perece ironia, mais o plantel brasileiro de suínos e composto basicamente pelas raças Landrace, Large White, Duroc, seguidas pela Pietran, Hampshire e Wessex.
Entre as mais conhecidas está a Duroc. De cor marrom-avermelhada e vinda dos Estados Unidos, foi a primeira a ser introduzida no Brasil, iniciando a tecnificação do setor. Devido à rusticidade teve ótima adaptação em todo o território nacional e é utilizada para melhoramento de carne de outras raças.
A raça Wessex, originária da Inglaterra, foi uma das preferidas pelas granjas que priorizava a criação ao ar livre, típica do sistema extensivo. Caracterizada pela prolificidade, rusticidade e habilidade materna, não se adaptou ao sistema de confinamento brasileiro e vem sendo substituída por raças mais modernas.
Também a raça Hampshire, não se adaptou ao sistema brasileiro e teve desempenho negativos, no registro genealógico brasileiro.
Apesar de ter chegado ao Brasil vinda dos Estados Unidos, a raça é originária da Inglaterra e caracteriza-se pelas rusticidade e pelas faixas brancas na pelagem negra.
A raça Large-White, por sua vez, ocupa uma posição central na suinocultura brasileira, com cerca de 23% da composição do rebanho. Originada do condado de Yorhshire, no norte da Inglaterra, foi introduzida no Brasil a partir da década de 70 e é largamente utilizada.
Outra raça que ocupa posição de destaque no plantel brasileiro é a Landrace. Originária da Dinamarca, onde foi desenvolvida no final do século XIX, a partir do cruzamento de fêmeas locais, de origem antiga, possivelmente celta, com macho Large-Whites, importados da Inglaterra.
Difundida em vários países, a dinamarquesa Landrace ainda é uma das raças mais selecionadas. Tem como características básicas e prolificidade, a habilidade materna e o bom desempenho, sendo muito utilizada em programas de melhorias genéticas. No Brasil, a raça Landrace reprenta mais de 15% do plantel, ficando atrás apenas da Large-White.
A raça Pletran é originária da Bélgica e caracteriza-se pela pelagem branca, com mancas pretas e pela excelente massa muscular. De temperamento tranquilo, os animais destas raças são muito sensíveis ao estresse.
Até 1950 era uma raça praticamente desconhecida, na Europa. Foi com a mudança dos hábitos alimentares da população, que passou a preferir carnes com menos quantidade de gordura, que ela se espalhou pelo continente. Desde 1970, a Pietrain é utilizada em programas genéticos, visando melhoramento da qualidade da carne.
Atualmente, as granjas comerciais onde são produzidos os animais para abate, não utilizam mais animais chamados ‘’Puros’’, que ficam restritos às empresas que produzem e comercializam material genético. Os animais ‘’Híbridos’’ são derivados do cruzamento de raças e tendem a aumentar, cada vez mais, a sua participação no plantel brasileiro.
Por exigências do mercado, porco brasileiro perdeu, desde 1980, cerca de 30% de seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol.

Os Porcos em SC

É quase impossível Santa Catarina sem os porcos. Eles fazem parte da formação história, cultural e social do estado, mas é sobretudo no aspecto econômico que se tornam relevantes.
Gerando cerca de 200 mil empregos diretos e injetando milhões de dólares na economia é na balança das exportações, que o porco catarinense mostra o seu valoro.
Desde o início da colonização, realizada por descendentes de italianos vindos do Rio Grande do Sul e por imigrantes vindos diretamente da Itália e Alemanha, o porco passou a fazer parte do dia-a-dia da região montanhosa, que forma o alto Uruguai Catarinense. Com os imigrantes, a suinocultura na região que anteriormente era habitada por índios e caboclos, cresceu e se profissionalizou de tal forma, que atualmente, cinco dos maiores conglomerados agroindustriais do país se encontram na região, sendo responsáveis por 60% dos abates de 70% dos negócios no setor.
As primeiras agroindustriais sugiram na década de 40, com o objetivo de beneficiar a carne suína e os grãos de cereais. A partir da década de 70, impulsionada pelo Estado e amparada pelo modelo integrado de produção, a atividade se ampliou desordenadamente, sem considerar critérios de sustentabilidade ambiental. A escala de produção intensiva de suínos trouxe sérias consequências sociais e ambientes para toda a região.
Santa Catarina possui o maior rebanho de porcos do país, com cerca 5.775.890 cabeças, o que representa cerca de 17,5% da produção nacional. Os porcos de Santa Catarina produzem, diariamente, cerca de 40 mil metros cúbicos de dejetos.

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Fonte: Empresas de sucesso - História do Porco. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2016/06/Historia-origem-Porco.html
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