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Evolução da vida humana

Apesar da incerteza sobre como a vida começou, é claro que os procariontes foram os primeiros seres vivos a habitar a Terra, há aproximadamente 3-4 mil milhões de anos. Não ocorreram nenhumas mudanças óbvias em morfologia ou organização celular nestes organismos durante os próximos milhares de milhão de anos.
A próxima grande inovação foram os eucariontes. Estes surgiram a partir de bactérias antigas terem sido rodeadas por antecessores de células eucarióticas, numa associação cooperativa chamada de endossimbiose. A bactéria encapsulada e a célula hospedeira sofreram evolução, com a bactéria a evoluir em mitocôndrias ou em hidrogenossomas. Uma segunda captura de seres semelhantes a cianobactérias levou à formação de cloroplastos em algas e plantas.
A história da vida foi a história de procariontes, archae e eucariontes unicelulares até há cerca de um milhar de milhão de anos atrás quando seres multicelulares começaram a aparecer nos oceanos durante o período Ediacarano. A evolução de organismos multicelulares ocorreu múltiplas vezes, de forma independente, em organismo tão diversos como esponjas, algas castanhas, cianobactérias, mycetozoa e mixobactérias.
Depois do apartamento dos primeiros seres multicelulares, ocorreu um notável diversificação biológica num período de 10 milhões de anos, num evento chamado explosão cambriana quando a maioria dos grupos de animais modernos apareceram entre 540 e 520 milhões de anos atrás. Durante este evento, evoluíram a maior parte dos tipos de animais modernos, assim como linhagens únicas que se extinguiram entretanto. Têm sido propostos vários “detonadores” para esta explosão, incluindo a acumulação de oxigênio na atmosfera resultante da fotossíntese. Um estudo conduzido por pesquisadores em 2013 estimou, pela primeira vez, as taxas de evolução durante a “explosão cambrina”. Os resultados, solucionam o “dilema de Darwin”: o súbito aparecimento de um grande número de grupos de animais modernos no registro de fóssil durante o início do período Cambriano. Há cerca de 500 milhões de anos, plantas e fungos colonizaram a terra, e foram logo seguidos por artrópodes e outros animais. Os anfíbios apareceram pela primeira vez há cerca de 300 milhões de anos, seguidos pelos primeiros amniotas, os mamíferos há volta de 200 milhões de anos e as aves há cerca de 100 milhões de anos (ambos a partir de linhagens semelhantes a répteis. Contudo, apesar da evolução destes grandes animais, seres vivos mais pequenos semelhantes aos que evoluíram cedo no processo, continuam a ser bem sucedidos e a dominar a Terra, formando a maioria da biomassa e das espécies procariontes.

História do pensamento evolutivo

História do pensamento evolutivo
Ideias evolutivas como origem comum e de transmutação de espécies existiram pelo menos desde o século VI a.C., quando foram examinadas pelos filósofo grego Anaximandro de Mileto. Outros que consideraram estas ideias incluem o filósofo grego Empédocles, o filósofo-poeta romano Lucrécio, o biólogo árabe Al-Jahiz, o filósofo persa Ibn Miskawayh, e o filósofo oriental Zhuang Zi.
À medida que o conhecimento biológico aumentou no século XVIII, ideias evolutivas foram propostas por alguns filósofos como Pierre Louis Maupertuis em 1745, Erasmus Darwin em 1796, e georges-Louis Leclerc (conde de Buffon) entre 1749 e 1778.
As ideias do biólogo Jean-Baptiste Lamarck acerca da transmutação das espécies teve grande influência. Charles Darwin formulou a sua ideia de seleção natural em 1838 e ainda estava desenvolvendo a sua teoria em 1858 quando Alfred Russel Wallace lhe enviou uma teoria semelhante, e ambas foram apresentadas na Linnean Society of London em dois artigos separados. No final de 1859, a publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin, explicava a seleção natural em detalhe e apresentava provas que levaram a uma aceitação cada vez mais geral da ocorrência da evolução.
O debate sobre os mecanismo da evolução continuaram, e darwin não foi capaz de explicar a fonte das variações hereditárias sobre as quais a seleção natural atuaria. Tal como lamarck, ele pensava que os progenitores passavam à descendência as adaptações adquiridas durante a sua vida, uma teoria subsequentemente nomeada de lamarckismo. Na década de 1880, as experiências de August Weismann indicaram que as mudanças pelo uso e desuso não eram hereditárias, e o Lamarckismo entrou gradualmente em descrédito. Mais importante do que isso, Darwin não consegui explicar como características passam de geração. Em 1865, Gregor Mendel descobriu que as características eram herdadas de uma maneira previsível. Quando o trabalho de Mendel foi redescoberto em 1900, a discórdia sobre a taxa de evolução prevista pelos primeiros geneticistas e biometristas levou a uma ruptura entre os modelos de evolução de Mendel e de Darwin.
Esta contradição só foi reconciliada nos anos 1930 por biólogos como Ronald Fisher. O resultado final foi a combinação da evolução por seleção natural e hereditariedade mendeliana, a síntese evolutiva moderna. Na década de 1940, a identificação do DNA como o material genético por Oswald Avery e colegas, e a subsequente publicação da estrutura dpo DNA por James Watson e Francis Crick em 1953, demonstraram o fundamento físico da hereditariedade. Desde então, a genética e biologia molecular tornaram-se partes integrais da biologia evolutiva e revolucionaram o campo da filogenia.
Na sua história inicial, a biologia evolutiva atraiu primariamente cientista vindos de campos tradicionais de disciplinas orientadas para a taxonomia, cujo treino em organismos particulares os levava a estudar questões gerais em evolução. Assim que a biologia evolutiva se expandiu como disciplina acadêmica, particularmente depois do desenvolvimento da síntese evolutiva moderna, começou a atrair cientistas de um leque mais alargado das ciências biológicas. Atualmente, o estudo da biologia evolutiva envolve cientistas de campos tão diversos como bioquímica, ecologia, genética e fisiologia, e conceitos evolutivos são usados em disciplinas ainda mais distantes como psicologia, medicina, filosofia e ciência dos computadores.

Perspectivas sociais e culturais 

Mesmo antes da publicação d’A Origem das Espécies, a ideia que a vida evolui era fonte de debate. A evolução ainda é um conceito contencioso em algumas seções da sociedade fora da comunidade científica. O debate tem-se centrado nas implicações filosóficas, sociais e religiosas da evolução, não na ciência em si; a proposta de que a evolução biológica ocorre através do mecanismo de seleção natural é padrão na literatura científica.
Apesar de muitas religiões terem reconciliado as suas crenças com a evolução através de vários conceitos de evolução teísta, há muitos criacionistas que acreditam que a evolução é contraditória com as histórias de criação encontradas nas respectivas religiões. Tal como Darwin reconheceu desde cedo, o aspecto mais controverso do pensamento evolutivo é a sua implicação para a origem dos seres humanos. Em alguns países, notavelmente os Estados Unidos, as tensões entre os ensinamentos científicos e religiosos têm alimentado a controvérsia da criação vs. Evolução, um conflito religioso que foca na política do criacionismo e no ensino da evolução nas escolas públicas. Apesar de outros campos da ciência como cosmologia e ciências da Terra também entrarem em conflito com a interpretação literal de muitos textos religiosos, muitos crentes religiosos opõem-se à biologia evolutiva.
A evolução tem sido usada para posições filosóficas que propõe discriminação e o racismo. Por exemplo, as idéias eugénicas de Francis Galton foram desenvolvidas para argumentar que o pool genético humano podia ser melhorado através de políticas de cruzamentos seletivos, incluindo incentivos para aqueles considerados como “bom stock” para se reproduzirem, e esterilização compulsória, testes pré-natais, controlo da natalidade e inclusive homicídio dos considerados “mau stock”. Um outro exemplo de uma extensão da teoria evolutiva que é reconhecida atualmente como indevida é o “Darwinismo social”, um termo dado à teoria Malthusiana dos Whig, desenvolvida por Herbert Spencer em ideias de “sobrevivência do mais apto” no comércio e nas sociedades humanas em geral, e por outros que reclamavam que a desigualdade social, racismo e imperialismo eram justificados. Contudo, cientistas e filósofos contemporâneos consideram que as idéias não são nem mandatadas pela teoria evolutiva nem sustentadas por quaisquer dados.

Aplicações na tecnologia

Uma grande aplicação tecnologia da evolução é a seleção artificial, que é a seleção intencional de certas características em populações de seres vivos. Os seres humanos têm usado a seleção artificial há milhares de anos na domesticação de plantas e animais. Mais recentemente, tal seleção tornou-se uma parte vital da engenharia genética, com o uso de marcadores selecionáveis tais com a resistência a antibióticos para manipular DNA na biologia molecular.
Como a evolução é capaz de produzir processos e redes altamente optimizados, tem muitas aplicações em ciência dos computadores. Aqui, simulação usando algoritmos genéticos e vida artificial foram iniciadas com o trabalho de Nils Aall Barricelli na década de 1960, e depois estendidas por Alex Fraser, que publicou uma série de artigos sobre simulação de evolução artificial. A evolução artificial tornou-se um método de optimização largamente reconhecido como resultado do trabalho de Ingo Rechenber na década de 1960 e 70, que usou estratégias evolutivas para resolver problemas de engenharia complexos. Algoritmos genéticos em particular tornaram-se populares pelos escritos de John Holland. À medida que o interesse acadêmico cresceu, o aumento dramático no poder computacional permitiu aplicações práticas. Algoritmos evolutivos são agora usados para resolver problemas multi-dimensionais mais eficientemente do que por software produzido por programadores humanos, e também para otimizar o desenho de sistemas.

Efeito social da teoria evolutiva 

Os efeitos sociais da teoria evolutiva tem sido consideráveis. Há medida que a explicação científica para a diversidade da vida foi desenvolvida, muitas vezes substituiu explicações alternativas, por vezes muito bem aceites. Porque a teoria da evolução inclui uma explicação da origem da humanidade, teve um impacto profundo nas sociedades humanas. Alguns têm-se oposto vigorosamente à aceitação da explicação científica devido principalmente às implicações religiosas (por exemplo, pela sua rejeição implícita de “criação especial” dos seres humanos como descrito na bíblia). Isto levou a um conflito vigoroso entre criação e evolução na educação pública, principalmente nos Estados Unidos.

Igreja Católica 

A postura atual da Igreja Católica reconhece o valor científico e não rejeita a teoria mas afirma que a mesma diz respeito apenas à maneira como a evolução ocorre no bojo da própria vida já instituída, ou seja, quando a mesma já se constituiu; tal teoria portanto não explica a origem da vida ou como ela teve início.

Controvérsia da criação versus evolução 

A controvérsia da criação versus evolução (também chamado de debate criação versus evolução ou o debate sobre as origens) é uma disputa cultural, política e teológica recorre sobre as origens da Terra, da humanidade, da vida e do universo. A disputa é entre aqueles que defendem a crença religiosa do criacionismo, versus aqueles que aceitam a evolução, apoiados por um consenso científico. A disputa envolve particularmente o campo da biologia evolutiva, mas também nos campos da geologia, paleontologia, termodinâmica, física nuclear e cosmologia. Embora também presente na Europa e no resto do mundo, e muitas vezes retratado como parte da guerra culturais, este debate é mais prevalente nos Estados Unidos.
O debate também se concentra em questões como a definição da ciência (e do que constitui as provas e pesquisa científica), a educação científica (e se o ensino da visão de consenso científico deve ser “equilibrado” com outras teorias), liberdade de expressão, separação entre Igreja e Estado e teologia (em particular, como os cristãos de diferentes denominações interpretam o livro de Gênesis).
Dentro da comunidade científica e das universidades o nível de apoio à evolução é praticamente universal, enquanto o apoio aos mitos bíblicos literais de criação ou às outras alternativas criacionistas é muito pequena entre os cientistas e praticamente inexistente em campos relevantes da sociedade.
O debate é às vezes retratado como sendo entre a ciência e a religião. No entanto, como a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos disse:
Hoje, muitas denominações religiosas aceitam que a evolução biológica tem produzido a diversidade dos seres vivos ao longo de bilhões de anos da história da Terra. Muitas emitiram declarações observando que a evolução e os princípios de sua fé são compatíveis. Os cientistas e teólogos têm escritos sobre a eloquência, espanto e admiração na história do universo e da vida neste planeta, explicando que eles não vem nenhum conflito entre sua fé em Deus e na evidência da evolução. As confissões religiosas que não aceitam a ocorrência de evolução tendem a ser aqueles que acreditam na estrita interpretação literal dos textos religiosos.
- Academia Nacional de Ciências – Ciência, Evolução e Criacionismo.

Argumentos contra o criacionismo 

Durante mais de trinta séculos, a crença criacionista perdurou como uma verdade absoluta em diversas partes do mundo, interpretada literalmente da forma como está escrita nos textos sagrados das diversas literaturas religiosas, não dando chance a qualquer opinião discordante, menor por imposição das autoridades da época e mais por uma ausência de necessidade prática de um maior questionamento.
Somente nos últimos dois séculos, com a valorização do direito do homem à liberdade de pensamento, uma série de argumentos foram levantados contra esse predomínio eminentemente religioso. A interpretação criacionista literal perdeu sua unidade, sendo questionada com maior profundidade.
De acordo com praticamente todos os cientistas, todas as ramificações do criacionismo ferem importantes princípios filosóficos da ciência. Para os que pensam dessa forma, os principais argumentos comparativos propostos são:
1. O criacionismo não pode ser considerado como uma ciência, nem sequer uma teoria requer análises, estudos, testes, experiências, modificações e, finalmente, adequações. Uma teoria evolui com o decorrer do tempo, à medida que o ser humano amplia seus conhecimentos e sua descobertas. Naturalmente, a ciência, no sentido usado nesse contexto, não pode nem afirma nem negar que o criacionismo seja verdadeiro – é não-falseável e portanto não-cientifico. Este argumento, no entanto, não significa muita coisa, uma vez que o ato de ser não-científico não significa, necessariamente, que é incorreto ou desprezável.
2. A evolução é uma estrutura teórica bem definida, que embasa a Cladística, a Biologia do Desenvolvimento, a Paleontologia, a Genética de Populações e todas as demais áreas da Biologia; ao passo que o criacionismo é constituído de uma multiplicidade de superstições, sem unidade, criadas pelas centenas de religiões e mitos hoje existentes ou que já existiram outrora.
3. A evolução é uma teoria fundamentada em achados fósseis concretos e em experimentos realizados, enquanto que o criacionismo é abstrato, indemonstrável e desprovido de bases científicas.
4. Os argumentos neocriacionistas, que utilizam recentes descobertas da ciência, de uma forma geral, são falácias que poderiam provar a veracidade de qualquer crença, seja ela judaico-cristã, muçulmana, hinduísta, umbandista, pagã, animista ou de qualquer outra crença religiosa.
5. O evolucionismo esforça-se em buscar explicações para os eventos da Natureza, enquanto que o criacionismo esforça-se em adaptar os eventos da Natureza à sua visão de mundo.
6. O criacionismo não possui bases científicas, portanto é certamente uma visão de mundo, não podendo se apresentar como ciência, pois não tem indícios para tal e não é comprovada cientificamente.
Não sendo o design inteligente 9ou qualquer outra forma de criacionismo) científico, não existem debates científicos entre ele e a evolução. A teoria da evolução é suportada por muitas evidências e é aceita por virtualmente todos os cientistas do mundo, enquanto o criacionismo não possui evidências, apenas escrituras antigas. Trata-se de uma discussão entre conhecimento científico e crenças religiosas, portanto.
Quanto aos poucos cientistas que acreditam no criacionismo, eles representam, segundo a revista Newsweek, apenas 0,15% de todos os cientistas da vida (biólogos) e Terra (geólogos) com alguma credencial acadêmica respeitável nos EUA. São 700, entre os 480.000 cientistas.
Uma pesquisa da Organização Gallup chegou à conclusão de que cinco por cento dos cientistas americanos acreditam no criacionismo da Terra Jovem, quarenta por cento acreditam que nós humanos evoluímos de outras formas de vida em um processo evolutivo de milhões de anos, mas que Deus guiou o processo, e cinquenta e cinco por cento acreditam que nós evoluímos de outras formas de vida e que Deus não teve participação nenhuma nesse processo.
Mas essa pesquisa não considerou apenas biólogos e geólogos como a outra, mas cientistas de todas as áreas, engenheiros químicos, bacharéis em ciência da computação etc. Portanto, há pouquíssimos cientistas que defendem o criacionismo e frequentemente eles pertencem a áreas de atuação que não têm relevância na discussão, além de não se basearem em nenhuma pesquisa científica séria para sustentar sua posição.
A afirmação de que nenhuma vida pode surgir de não-vida foi recentemente desafiada a partir de experimentos onde um vírus é sintetizado em laboratório, mas a questão de se um vírus pode ou não ser considerado um ser vivo nunca foi um consenso entre cientistas. Outra questão levantada pelos criacionistas é que esse tipo de experimento na verdade comprovaria a necessidade de uma inteligência e intencionalidade por trás do processo. No entanto, é imprescindível lembrar-se de que experimentos laboratoriais são fundamentalmente diferentes de processos de simples montagem intencional, pois na realidade visam a reproduzir as situações em que um fenômeno ocorreria naturalmente, espontaneamente.
Criacionistas costuma focar os seus argumentos contra o estudo científico da origem da vida ou abiogênese. Em um artigo do prestigiado periódico Biology & Philosophy, Richard Carrier demonstrou que todos os argumentos criacionistas contra a abiogênese recaem em seis classes de erros:
1. Fontes obsoletas. 
2. Omissão de contexto. 
3. Uso incorreto da Matenática (bad math). 
4. Falácia da confusão dos jogadores com o vencedor. 
5. Estimativa tendenciosa do tamanho do protobionte (beggin the size of the protobiont). 
6. Confusão de características desenvolvidas ao longo da evolução com estruturas espontâneas (confusing evolved for spontaneous features).
É importante salientar que existem vários outros artigos criticando os argumentos criacionistas acerca da abiogênese.
Toda a argumentação criacionista quanto ao desconhecimento sobre como a vida teria se originado naturalmente não raramente tenta levar a crer que, sem essa resposta, todas as demais áreas da ciência às quais se opõem, em especial a evolução biológica, desmoronam como consequência. Essa é uma falácia non sequitur – a conclusão não decorre das premissas – pois as evidências das diversas áreas que compõem o evolucionismo não são totalmente dependentes umas das outras, e dessa forma, é possível ainda se estabelecer os laços de parentesco entre todos os organismos, mesmo sem saber de onde teria vindo o ancestral comum de todos eles.
Criacionistas atacam o Elo perdido, tais ataques podem ser baseados na incompreensão da natureza do que significa uma característica em transição ambas são também explicadas como uma tática por criacionistas buscando distorcer ou desacreditar a teoria vigente e tem sido chamado de “mentira favorita” dos criacionistas. Alguns criacionistas são contra esse argumento.

Argumentos contra a teoria evolucionista 

Existem argumentos criacionistas contra a paleontologia, geologia e sistemática. Esses argumentos não levam em conta a metodologia utilizada por essas disciplinas, que são os métodos estatísticos e computacionais da Cladística, como a máxima parcimônia e o bootstraping, utilizados pelos sistemas. Também não existem argumentos consistentes contra os métodos de datação radiométrica de fósseis rochas utilizados pelos geólogos e paleontólogos.
Criacionistas questionam também experiências relacionadas à demonstração da seleção natural, como aquela relativa `as mariposas cujas cores foram influenciadas pelas mudanças advindas da Revolução Industrial. Nesse caso, especificamente, apontam falhas na metodologia como confirmação de que não existiria seleção natural.
Outro argumento utilizado é de que a ciência sempre mudou ou fez novas descobertas ao longo da história, devendo ser desenvolvida mais nunca encarada como verdade absoluta. Um exemplo disto é afirmar que o parente vivo mais próximo do homem é o chimpanzé e atualmente há novas pesquisas argumentando que o parente mais próximo do homem é o orangotango. Ou o confronto entre próprios cientistas quando afirmam que espécies vivem em tempos distintos e depois são descobertas evidencias que além de viverem na mesma época eram da mesma espécie reproduzindo entre si.
Existem também uma lista do Discovery Institute onde já à alguns anos cientistas estadunidenses de diversas especialidades afirmam que “um exame cuidadosa da evidência para a teoria darwinista deve ser encorajado. A lista surgiu como uma forma de mostrar ao mundo de que não há consenso científico acerca da Teoria da Evolução das Espécies e cita pouco mais de 700 cientistas (até o ano de 2007) que discordam desta. Como resposta foram criadas várias outras listas. Uma petição no caso Kitzmiller contra Dover Area School Discrict, em outubro de 2005, coletou 7.733 assinaturas em apenas 4 dias, sendo 53% deles doutores e 68% de profissionais realizado pesquisas no ramo da biologia. O Clergy Letter Project coletou mais de 12 mil assinaturas de sacerdotes católicos estadunidenses que “acreditavam que as verdades atemporais da Bíblia e as descobertas da ciência moderna podem coexistir confortavelmente” (tradução livre). Mais de 400 sacerdotes judeus assinaram a similar “Rabbi Letter”. Dentre as listas contra-atacando àquela do Discovery Institute, há também o “Projeto Steve”, disposto a coletar assinaturas de cientistas chamados “Steve” (ou variações) que apoiam a teoria da Evolução. No dia 6 de Abril de 2012 o projeto Steve conseguiu a assinatura do seu 1200° “Steve” e contém até o dia 19 de junho de2012, doze mil e dezenove cientistas chamados “Steve” apoiando a teoria da evolução.
Outra fonte de ataques é o elo perdido, pois segundo os criacionistas, as teorias de Darwin não conseguiram ser provadas através dos fósseis pois, segundo eles, não teria sido encontrados elos de transição de uma espécie para outra, como por exemplo no processo de uma barbatana virar pernas ou desenvolvimento de olhos em uma espécie que não os tinha. Embora o argumento criacionista possa ser factualmente facilmente derrubado, bastando considerar, entre a própria espécie humana, os casos de humanos caudados relatados não apenas na literatura mas também na mídia, estes, não se dando por convencidos, afirmam que há críticas científicas que apontam erros a teoria de Darwin e afirmam que ela precisa evoluir, sendo o gradualismo e a adaptação os pontos mais atacados.

Aplicações na tecnologia 

Uma grande aplicação tecnológica da evolução é a seleção artificial, que é a seleção internacional de certas características em populações de seres vivos. Os seres humanos têm usado a seleção artificial há milhares de anos na domesticação de plantas e animais. Mais recentemente, tal seleção tornou-se uma parte vital da engenharia genética, com o uso de marcadores selecionáveis tais com a resistência a antibióticos para manipular DNA na biologia molecular.
Como a evolução é capaz de produzir processos e redes altamente otimizados, tem muitas aplicações em ciência dos computadores. Aqui, simulações de evolução usando algoritmos genéticos e vida artificial foram iniciadas com o trabalho de Nils Aall Barricelli na década de 1960, e depois estendidas por Alex Fraser, que publicou uma série de artigos sobre simulação de evolução artificial. A evolução artificial tornou-se um método de otimização largamente reconhecido como resultado do trabalho de Ingo Rechenberg na década de 1960 e 70, que usou estratégias evolutivas para resolver problemas de engenharia complexos. Algoritmos genéticos em particular tornaram-se populares pelos escritos de John Holland. A medida que o interesse acadêmico cresceu, o aumento dramático no poder computacional permitiu aplicações práticas. Algoritmos evolutivos são agora usados para resolver problemas multi-dimensionais mais eficientemente do que por software produzido por programadores humanos, e também para otimizar o desenho de sistemas.

Computação evolucionária 

A computação evolucionária é um ramo da ciência da computação que tem por base os mecanismos evolutivos encontrados na natureza. Esses mecanismos estão diretamente relacionados com a teoria da evolução de Darwin, onde ele afirma que a vida na Terra é o resultado de um processo de seleção, feito pelo meio ambiente, em que somente os mais aptos e adaptados possuirão chances de sobreviver e, consequentemente, reproduzir-se.
Os primeiros passos dados na área da Computação Evolucionária (CE) foram de biólogos e geneticistas. Estes tinham interesse em simular os processos vitais de um ser humano em um computador. Dentre os cientistas destacam-se os nomes de Barricelli, Fraser, Martin e Cockerham. Na década de 60, um grupo de cientistas, em que o nome de Holland se destaca, iniciaram um estudo em que era implementada uma população de indivíduos onde cada um possuía seu genótipo e estava sujeito a operações de seleção, recombinação e mutação. Tal estudo foi modelado e passou a ser conhecido como algoritmo genético. Holland chegou a propor um quarto operador, a inversão. Entretanto ele não obteve destaque na comunidade científica, não vindo a ser muito utilizado. Uma das primeiras aplicações na área de CE foi relacionada a algoritmos genéticos. Bagley, em 1967, utilizou em uma parte de sua dissertação Algoritmos Genéticos para desenvolver sistemas classificadores.

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Fonte: Empresas de sucesso, Evolução da vida humana .Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: www.empresasdesucessos.com/2016/06/historia-teoria-evolucao-vida-humana.html

Referências e Bibliografia  
1* CHIZZOTTI, Antonio. A pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais: evolução e desafios. Revista portuguesa de educação, v. 16, n. 2, p. 221-236, 2003. 
2* Barchifontaine, Christian de Paul de. "Bioética e início da vida: alguns desafios." (2004).  

3* Romeu Cardoso Guimarães, Carlos Henrique Costa Moreira, Sávio Torres de Farias - Self-referential formation of the genetic system. Pg. 69-110, In: The Codes of Life - The Rules of Macroevolution. Ed. Marcello Barbieri, 2008. Springer, Dordrecht, Netherlands, 440 pg, ISBN 978-1-4020-6339-8. 
4* Porto, P. R. D. A., & Morais Falcão, E. B. (2011). Teorias da origem e evolução da vida: dilemas e desafios no ensino médio. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, 12(3), 13.  
5* JARMAN, Catherine. Evolução da vida. Melhoramentos, 1981. 
6* Efeito social da teoria evolutiva - enciclopédia livre
7* «Orangotangos são os novos primos do homem». Consultado em 16 de fevereiro de 2011.
8* An Index to Creationist Claims , Mark Isaak, Talkorigins Archive,Copyright © 2006.
9* EVOLUÇÃO E VIDA - Estação do Saber
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