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Cobra

A Cobra é uma denominação genérica, utilizada frequentemente na língua portuguesa como sinônimo para serpente.
Entre os europeus é também uma denominação para designar espécies asiáticas da subordem Ophidia e do gênero Naja.
Uma grande maioria das cobras põe ovos e uma grande parte delas os abandonam depois da ovoposição. Outras espécies são ovovivíparas e retêm os ovos dentro dos seus corpos até se encontrarem prestes a eclodir.
Recentemente, foi confirmado que varias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico.

As espécies de cobras mais conhecidas 

As espécies de cobras mais conhecidas
Coral-verdadeira, Falsa-coral, Papa-ovo, Surucucu, Cobraila, Muçuarana, Sucuri, Cobra verde, Cobra do milho, Cobra de escada, Urutu, Naja, Caninana, Papa-pinto, Jararaca, Jararacuçu-do-brejo, Mamba-negra, Cobra-papagaio, Cobra-d’água, Piton-real, Cascavel, Piton-reticulada, Jiboia.

Veneno

Cobra
Algumas cobras produzem um veneno composto tóxico capaz de matar a maior parte dos seres vivos. O veneno da cobra é como se fosse uma “glândula salivar” cuja secreção é especializada em paralisar, lubrificar e iniciar a digestão da vitima, explica Marisa Rocha, pesquisadora do Instituto Butantan, de São Paulo. Ao mesmo tempo, esse composto é usado na farmacologia humana em remédios para algumas doenças, como relacionadas à pressão e algumas relacionadas ao câncer.
Os tipos mais básicos de veneno possuir duas ou mais ações diferentes. A toxina da cascavel, por exemplo, apresenta ações miotóxicas relacionada aos músculos e neurotóxicas relativas aos nervos. O veneno é uma substância de estrutura complexa formada por água, enzimas, proteínas, carboidratos e outros compostos inorgânicos, como o zinco. Ele pode ser classificado em três categorias principais básicas: citotóxico, hemotóxico (ambos presentes na jararaca) e neurotóxico (presentes na cascavel e na coral verdadeira). O tipo de veneno e sua ação têm a ver com hábitos de vida de cada espécie.

Cobra na mitologia e no Folclore 

No conceito dos gregos foi a serpente o ser mais representativo do mundo inferior. Por força desta preponderância logrou extensa e penetrantemente na mitologia onde vamos encontra-la, destacada, em numerosas representações místicas. Ao lado disso, foi parte em extraordinários acontecimentos de viva repercussão no seio da humanidade.
Demais, o reptar-se a cobra, sem membros locomotores, com singular desembaraço, descrevendo curvas graciosas em progressão continua; o possuir olhos de estranho brilho, profunda agudeza e poder fascinador; o preferir habitar, isolada, em conservações do solo; o despojar-se, periodicamente, de sua camada epidérmica mais superficial; a circunstância de viver trancada em rigososo mutismo; a crença de sua longevidade, e, sobretudo, o veneno de ação letífera que excreta, foram, de certeza, as causas do tributo mundial presentado a este prófugo réptil.
Evento dos mais importantes, o primeiro a ser registrado, foi sem dúvidas, o ocorrido no Paraíso terrestre.
A sedução da inocente Eva, promovida por uma ardilosa serpente, no Paraíso, alcança extraordinária e abrangedora repercussão no espírito dos povos que passaram a povoar a terra, após tão lendário acontecimento. Adquire ele notável relevo, sobretudo por se colocar no berço da humanidade, e, tanto mais por se difundiram pelo mundo. Esta proeza confere-lhe as características de sedução e astúcia.
Moisés, à frente dos Hebreus, através do deserto de Sinai, ergueu no extremo de uma vara a figura de uma serpente com a cobiça de não ver o seu povo vulnerado com o veneno destes répteis, ali pulantes. O cajado de Moisés exprime, destarte, proteção e defesa. Presume-se que tal símbolo represente a primeira menção da cobra como instrumento terapêutico.
Admite-se que, primitivamente, fosse a cobra a deusa da Medicina. Posteriormente, uma serpente sagrada brincando a Esculápio com uma erva possessora da miraculosa função curativa, fez, com isso, transferir a divina prerrogativa de curar à imagem humanizada de Esculápio. Surgiu, daí, o Báculo de Esculápio, que é o emblema universal da Medicina figurando por uma cobra enroscada em um bastão.
Na mitologia grega eleva-se como símbolo de fertilidade e na cosmogenia fenícia simboliza o poder procriador.
Havia as serpentes sagradas, personificadas pelas deusas-serpentes. Atena era uma delas. A deusa-serpente de Tirica, cidade da Thessália, uma outra era de sobreassinalada fama. Existiam, de outra parte, os bosques sagrados do culto serpentígero onde as serpentes sagradas viviam e se nutriam.
Nos países nórdico-germânicos a serpente era tida e havida como um animal sinistro.
Em Delphos, a serpente de Python exerceu a regalia de prestigio símbolo da profecia.
Moedas exumadas em Tiro exibiam efígie de cobra que, assim, significava riqueza pública.
Em paredes de numerosas casas de Pompéia foram encontrados desenhos de serpentes que, tidas como bons espíritos domésticos representavam emblema de defesa e proteção domiciliar. Em sua honra até altares erguiam-se nessa cidade arqueológica.
Entre os faraós egípcios apresenta preponderantemente o poder pessoal. Conta Aristófanes que Plutus, o deus da riqueza, cego por capricho de Júpiter, recobrara a visão depois que duas serpentes lhe lamberam as pálpebras.

As cobras mais venenosas do mundo

As cobras mais venenosas são espécies de ofídios que utilizam uma saliva modificada inoculada com dentes altamente especializados para se defender ou com o intuito de imobilizar sua vítima.
Abaixo segue uma lista das serpentes mais venenosas do mundo cujos ataques são mais frequentes.
Cascavel - faz parte de um grupo de cobras venenosas dos gêneros Crotalus e Sistrurus. Elas possuem um grupo de presas com as quais injetam grandes quantidades de veneno neurotóxico. O veneno viaja pela corrente sanguínea, destruindo tecidos e causando hemorragias inchaço e dor intensa. Se a mordida não for tratada de maneira rápida, certamente o indivíduo pode vir a falecer.
Víboras - fazem parte de uma família de cobras venenosas encontradas em quase todo o mundo. Seu veneno contêm uma abundância de enzinas de degradação de proteínas, chamadas proteases, que produzem sintomas como inchaço, dor, perda de sangue e dano cardiovascular complicado por coagulopatia e interrupção do sistema de coagulação do sangue. A morte geralmente é causada pelo colapso da pressão arterial.
Naja - a mordida da naja pode ser fatal para um ser humano. A maioria das espécies tem veneno neurotóxico muito forte que causa uma rápida paralisia, mas muitos também têm características citotóxicas que provocam o inchaço e necrose, e têm um significativo efeito anticoagulante. Alguns também têm componentes cardiotóxicos.
Cobra-da-morte - a cobra da morte pode injetar em média 40-100 mg de veneno altamente tóxico com uma mordida. A DL50 do veneno foi relatada como 0,4-0,5 mg / kg por via subcutânea. 
Seu veneno é neurotóxico e pode leva a morte em aproximadamente 6 horas, por paralisia respiratória
Mamba-negra - é a segunda maior serpente venenosa do mundo e uma das cobras mais temidas. Possui um veneno de ação extremamente rápida e potente, muitos dizem que é o mais potente do que qualquer serpente, e é capaz de matar um humano adulto em aproximadamente 20 minutos. Uma mordida de uma mamba negra é quase fatal. Seu veneno é constituído por neurotoxinas altamente potentes, pré-sinápticas e pós-sinápticos; Também contém cardiotoxinas, dentre outras.
Krait malasiana - são uma espécie do Bungarus, são cobras endêmicas do sudeste da África. Seu veneno é uma combinação de neurotoxinas extremamente letais, com uma potência estimada em 16 vezes o veneno da mamba-negra e mesmo depois da administração do antiveneno as chances de vida são de 50%.
Taipan - possui um veneno altamente neurotóxico com alguns outros componentes tóxicos que têm vários efeitos sobre a vítima. Estas serpentes são consideradas uma das cobras venenosas mais letais da terra com base em sua DL50. Antes do desenvolvimento do antídoto, não havia relatos de sobreviventes de um ataque da Taipan. A morte ocorre geralmente dentro de uma hora.
Taipan do interior - tem um veneno, gota por gota, é de longe o mais tóxico do que o de qualquer cobra do mundo. Estima-se que uma mordida possui letalidade suficiente para matar pelo menos 100 homens adultos e dependendo da natureza da picada isso pode demorar cerca de 30 a 45 minutos.

Lenda

Cobra
A lenda da cobra grande é uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico que fala de uma imensa cobra, também chamada Boiuna, que cresce de forma gigantesca e ameaçadora, abandonado a floresta e passando a habitar a parte profunda dos rios. Ao rastejar pela terra firme, os sulcos que deixa se transformam nos igarapés. Conta à lenda que a cobra-grande pode se transforma em embarcações ou outros seres. Aparece em numerosos contos indígenas. Um deles conta que em certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, gravida da Boiuna, deu a luz a duas crianças gêmeas. Uma delas, em menino, recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria, Mas a mulher não queria as crianças e para ficar livre dos filhos, ela jogou as duas crianças no rio. Entretanto as crianças não morreram e conseguiram sobreviver e se criaram Honorato e não fazia nenhum mal, mas sua irmã tinha uma personalidade muito perversa. Causava sérios prejuízos aos outros animais e também ás pessoas.
Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas maldades. Segundo muitas pessoas narram, Honorato em algumas noites de luar, perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo e elegante rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra.
Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita audácia para derramar leite na boca da enorme cobra e fazendo um ferimento na cabeça dela até sair sangue. Porem ninguém tinha coragem de enfrentar a enorme cobra. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu liberta Honorato do terrível encanto, e ele deixou de ser cobra d’água para viver na terra como um homem e com sua família.

Você pode citar este artigo, basta copiar o texto formatado logo abaixo. 
Fonte: Empresas de sucesso - Cobra. Pesquisa: Fabiano Rodrigues. Disponível em: http://www.empresasdesucessos.com/2016/12/cobra-historia.html 

Referencias e Bibliografia 
1* cobra in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-12-25 15:23:18]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/cobra
2* Oxford. 1991. The Compact Oxford English Dictionary. Second Edition. Clarendon Press, Oxford.
3* MAGALHFAES, JGSA. "A cobra e o folclore sertanejo." (1969).
4* FitzSimons, Vivian FM (1970). “A field guide to the snakes of Southern Africa. Canada: HarperCollins“. p. 221.
5* dos Reis Dias, Eduardo José, and Hugo Andrade. "SERPENTES UM RÉPTIL AMADO, ODIADO E IMPORTANTE." Revista Curiá: Múltiplos Saberes 1.1 (2015).
6* Dos-Santos, Maria Cristina, et al. "Serpentes de interesse médico da Amazônia." Serpentes de interesse médico da Amazônia (1995).
7* Cobra - Wikipédia, a enciclopédia livre.
8* VENENO DE COBRA Uma toxina que pode MATAR ou CURAR - Planeta
9* veneno das Víboras, O. “Cobras Venenosas” As cobras mais venenosas do mundo.”
10* Vidal, Lux Boelitz. A cobra grande: uma introdução à cosmologia dos povos indígenas do Uaçá e Baixo Oiapoque, Amapá. Vol. 1. Museu Do Indio Funai, 2007.
11* Monteiro, Mário Ypiranga. "Cobra Grande. lenda-mito." São Paulo (1995).

Referência interna 
1* As Cobras mais venenosas do Mundo - Empresas de sucesso
Empresas de sucesso

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